Caso Vorcaro tivesse tirado uma foto de uma anotação ou gravado um áudio usando as ferramentas do próprio app, o conteúdo não ficaria salvo. (Foto: Divulgação)
A captura de tela deixa vestígios no aparelho em várias etapas: quando é tirado, quando é copiado e quando é colado em uma conversa. Caso Vorcaro tivesse tirado uma foto de uma anotação ou gravado um áudio usando as ferramentas do próprio app, o conteúdo não ficaria salvo no aparelho e teria sido criptografado de ponta à ponta, isto é, dependeria de uma chave para ser visualizado.
Procurado desde segunda-feira (9), o WhatsApp não se pronunciou sobre o relatório da Polícia Federal que liga as imagens do bloco de notas de Vorcaro às mensagens de visualização única enviadas a Moraes. O app promete que as mensagens de visualização única “desapareceriam da conversa” depois de ser aberta.
Nas perícias de smartphones, a PF usa um software israelense chamado Cellebrite, que dá acesso a dados ocultos de iPhones e smartphones Android. A ferramenta, de uso restrito às forças policiais quando há decisão judicial, garante acesso privilegiado aos cartões de armazenamento do dispositivo.
Com as duas ferramentas, a Polícia Federal consegue juntar as informações sobre a mensagem no WhatsApp tipo (texto ou mídia), o número do contato que recebeu, o status e o horário de envio e os arquivos que estão na galeria de Vorcaro. O próprio bloco de notas tem marcações temporais. A ferramenta de copiar também indica o que foi copiado e a hora da cópia.
Nos sistemas operacionais dos aparelhos mais recentes, é quase impossível apagar um arquivo completamente. O sistema, na verdade, exclui o caminho para aquele arquivo, mas preserva o arquivo em si. “Se o smartphone precisar gravar algo, pode usar aquele espaço como se nada houvesse ali”, explica Marco Simplicio, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialista em criptografia.
Diferentemente do sistema operacional, que recorre à tabela de caminhos para os arquivos, a ferramenta forense faz uma varredura em tudo o que está gravado no disco rígido ou no cartão de memória. É a mesma técnica usada para recuperar fotos ou vídeos apagados de um HD corrompido.
Os policiais federais conseguem acessar os chamados metadados dos aplicativos as informações de como o usuário estava usando o aparelho. Isso só é possível com acesso privilegiado, que consegue chegar à parte posterior da interface do sistema operacional.
De acordo com o perito judicial Rodrigo Passerini, as técnicas de perícia digital atuais protegem a cadeia de custódia, garantem reprodutibilidade da investigação e entregam evidências confiáveis e auditáveis. Cadeia de custódia é organização cronológica das evidências encontradas na investigação.
O diretor-executivo do ITS-Rio (Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), Fabro Steibel, afirma que o envio de uma mensagem única torna bastante difícil, senão impossível, apontar qual foi a mensagem já visualizada de maneira categórica o que serviria de prova material.
“Se, para além do WhatsApp, o usuário usou outros programas, é possível encontrar evidências circunstanciais”, diz Steibel.
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Vorcaro deixou pistas ao capturar imagem do bloco de notas, dizem funcionários do WhatsApp
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Procurado desde segunda-feira (9), o WhatsApp não se pronunciou sobre o relatório da Polícia Federal que liga as imagens do bloco de notas de Vorcaro às mensagens de visualização única enviadas a Moraes. O app promete que as mensagens de visualização única “desapareceriam da conversa” depois de ser aberta.
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Com as duas ferramentas, a Polícia Federal consegue juntar as informações sobre a mensagem no WhatsApp tipo (texto ou mídia), o número do contato que recebeu, o status e o horário de envio e os arquivos que estão na galeria de Vorcaro. O próprio bloco de notas tem marcações temporais. A ferramenta de copiar também indica o que foi copiado e a hora da cópia.
Nos sistemas operacionais dos aparelhos mais recentes, é quase impossível apagar um arquivo completamente. O sistema, na verdade, exclui o caminho para aquele arquivo, mas preserva o arquivo em si. “Se o smartphone precisar gravar algo, pode usar aquele espaço como se nada houvesse ali”, explica Marco Simplicio, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialista em criptografia.
Diferentemente do sistema operacional, que recorre à tabela de caminhos para os arquivos, a ferramenta forense faz uma varredura em tudo o que está gravado no disco rígido ou no cartão de memória. É a mesma técnica usada para recuperar fotos ou vídeos apagados de um HD corrompido.
Os policiais federais conseguem acessar os chamados metadados dos aplicativos as informações de como o usuário estava usando o aparelho. Isso só é possível com acesso privilegiado, que consegue chegar à parte posterior da interface do sistema operacional.
De acordo com o perito judicial Rodrigo Passerini, as técnicas de perícia digital atuais protegem a cadeia de custódia, garantem reprodutibilidade da investigação e entregam evidências confiáveis e auditáveis. Cadeia de custódia é organização cronológica das evidências encontradas na investigação.
O diretor-executivo do ITS-Rio (Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), Fabro Steibel, afirma que o envio de uma mensagem única torna bastante difícil, senão impossível, apontar qual foi a mensagem já visualizada de maneira categórica o que serviria de prova material.
“Se, para além do WhatsApp, o usuário usou outros programas, é possível encontrar evidências circunstanciais”, diz Steibel.
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