Homem foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão e teve extradição decretada pela Justiça argentina a pedido de Alexandre de Moraes
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Homem foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão e teve extradição decretada pela Justiça argentina a pedido de Alexandre de Moraes. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Comissão Nacional para Refugiados da Argentina (Conare) concedeu nesta terça-feira (10) asilo para Joel Borges Correa, foragido da Justiça brasileira pelos ataques aos Três Poderes da República em 8 de janeiro de 2023. Correa, de 47 anos, foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão e teve extradição decretada pela Justiça argentina a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Correa foi preso na Argentina em novembro de 2024, em uma blitz na província de San Luis. Fontes judiciais relataram que, segundo a polícia provincial, ele estava de carro, rumo à Cordilheira dos Andes — que separa a Argentina do Chile — com uma mala com roupas.
Após a determinação de extradição pela Justiça, ele conseguiu prisão domiciliar. O advogado de Correa no Brasil, Luciano Cunha, afirmou que agora ele aguarda a retirada da tornozeleira eletrônica.
A Conare, que concedeu refúgio a Correa, é composta por integrantes dos ministérios argentinos das Relações Exteriores, da Justiça e do Interior. Além disso, é assessorada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e organizações não governamentais, mas que não têm direito a voto.
Apesar de o governo afirmar que a decisão da Conare é autônoma, pessoas envolvidas com julgamentos de extradições argumentam que a decisão final é do poder Executivo. Outros quatro brasileiros que tiveram a extradição determinada junto com Borges aguardam a decisão da Conare em prisão domiciliar. Eles recorreram da decisão judicial na Suprema Corte do país.
Forças Armadas
Militares das altas cúpulas das Forças Armadas têm demonstrado preocupação, em conversas reservadas com ministros do STF, com o julgamento no Superior Tribunal Militar (STM) que pode declarar a perda de patente de militares condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Integrantes das Forças têm usado, nesses diálogos, o argumento de que o STF vive hoje uma crise institucional e de reputação em meio às revelações do caso Master, envolvendo questionamentos morais e éticos sobre integrantes da Corte.
Nos bastidores, militares têm dito a ministros que oficiais poderão ser declarados “indignos do oficialato” com base em decisões tomadas por um tribunal que, na visão deles, estaria hoje sob desgaste exatamente moral. O movimento reforça um temor que já circula entre ministros do Supremo: o de que a crise que envolve a Corte acabe contaminando outros julgamentos e decisões institucionais. É exatamente esse flanco que parte da cúpula militar tenta explorar para tentar proteger oficiais condenados pelos ataques golpistas. (Com informações dos portais CNN Brasil e g1)
Marco Buzzi é investigado por importunação sexual; jovem acusou ministro de tentar agarrá-la no mar. (Foto: TJ-ES) O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi internado em um hospital particular de Brasília após sentir “um forte mal-estar”, informaram os advogados do magistrado. Segundo o comunicado, o quadro de saúde de Buzzi “exige atenção médica …
A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública Foto: Carlos Moura/SCO/STF A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) ocorresse sem algemas, sem exposição midiática e “com …
Do PT ao PL, o acordão pelo “jabuti” para salvar R$ 1 bilhão de emendas de relator incluiu praticamente todo o Congresso. (Foto: Câmara dos Deputados) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino está cada vez mais isolado numa batalha que deveria ser de todos: o combate à corrupção com o dinheiro das emendas parlamentares. …
Articulação política liga a parlamentares em busca de apoio a matérias econômicas, mas deputados cobram emendas. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) Depois de retirar indicações do PP, PL, MDB e PSD, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou, na terça-feira (14), nomes ligados ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio …
Pela primeira vez, Argentina concede refúgio político para foragido do 8 de Janeiro
Homem foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão e teve extradição decretada pela Justiça argentina a pedido de Alexandre de Moraes
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Homem foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão e teve extradição decretada pela Justiça argentina a pedido de Alexandre de Moraes. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Comissão Nacional para Refugiados da Argentina (Conare) concedeu nesta terça-feira (10) asilo para Joel Borges Correa, foragido da Justiça brasileira pelos ataques aos Três Poderes da República em 8 de janeiro de 2023. Correa, de 47 anos, foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão e teve extradição decretada pela Justiça argentina a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Correa foi preso na Argentina em novembro de 2024, em uma blitz na província de San Luis. Fontes judiciais relataram que, segundo a polícia provincial, ele estava de carro, rumo à Cordilheira dos Andes — que separa a Argentina do Chile — com uma mala com roupas.
Após a determinação de extradição pela Justiça, ele conseguiu prisão domiciliar. O advogado de Correa no Brasil, Luciano Cunha, afirmou que agora ele aguarda a retirada da tornozeleira eletrônica.
A Conare, que concedeu refúgio a Correa, é composta por integrantes dos ministérios argentinos das Relações Exteriores, da Justiça e do Interior. Além disso, é assessorada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e organizações não governamentais, mas que não têm direito a voto.
Apesar de o governo afirmar que a decisão da Conare é autônoma, pessoas envolvidas com julgamentos de extradições argumentam que a decisão final é do poder Executivo. Outros quatro brasileiros que tiveram a extradição determinada junto com Borges aguardam a decisão da Conare em prisão domiciliar. Eles recorreram da decisão judicial na Suprema Corte do país.
Forças Armadas
Militares das altas cúpulas das Forças Armadas têm demonstrado preocupação, em conversas reservadas com ministros do STF, com o julgamento no Superior Tribunal Militar (STM) que pode declarar a perda de patente de militares condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Integrantes das Forças têm usado, nesses diálogos, o argumento de que o STF vive hoje uma crise institucional e de reputação em meio às revelações do caso Master, envolvendo questionamentos morais e éticos sobre integrantes da Corte.
Nos bastidores, militares têm dito a ministros que oficiais poderão ser declarados “indignos do oficialato” com base em decisões tomadas por um tribunal que, na visão deles, estaria hoje sob desgaste exatamente moral. O movimento reforça um temor que já circula entre ministros do Supremo: o de que a crise que envolve a Corte acabe contaminando outros julgamentos e decisões institucionais. É exatamente esse flanco que parte da cúpula militar tenta explorar para tentar proteger oficiais condenados pelos ataques golpistas. (Com informações dos portais CNN Brasil e g1)
Related Posts
Ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi é internado após forte mal-estar; boletim médico cita palpitação e dor no tórax
Marco Buzzi é investigado por importunação sexual; jovem acusou ministro de tentar agarrá-la no mar. (Foto: TJ-ES) O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi internado em um hospital particular de Brasília após sentir “um forte mal-estar”, informaram os advogados do magistrado. Segundo o comunicado, o quadro de saúde de Buzzi “exige atenção médica …
Alexandre de Moraes determinou que a prisão de Bolsonaro ocorresse sem algemas e “com todo o respeito à dignidade” do ex-presidente
A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública Foto: Carlos Moura/SCO/STF A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) ocorresse sem algemas, sem exposição midiática e “com …
O isolamento do ministro Flávio Dino no combate à corrupção com o dinheiro das emendas
Do PT ao PL, o acordão pelo “jabuti” para salvar R$ 1 bilhão de emendas de relator incluiu praticamente todo o Congresso. (Foto: Câmara dos Deputados) O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino está cada vez mais isolado numa batalha que deveria ser de todos: o combate à corrupção com o dinheiro das emendas parlamentares. …
Exonerações no governo federal atingem o Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas, e Lula refaz sua base aliada
Articulação política liga a parlamentares em busca de apoio a matérias econômicas, mas deputados cobram emendas. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) Depois de retirar indicações do PP, PL, MDB e PSD, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou, na terça-feira (14), nomes ligados ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio …