Condenado por violência doméstica, o ator anunciou ser pré-candidato pelo partido ao cargo de deputado federal. (Foto: Reprodução de TV)
O MDB Mulher criticou a filiação de Dado Dolabella ao partido, anunciada na última terça-feira (3), para concorrer ao cargo de deputado federal pela legenda. Na quinta (5), a secretária nacional do MDB e presidente estadual do MDB Mulher/RJ, Kátia Lobo, divulgou uma nota condenando o anúncio.
“Recebi com estarrecimento, surpresa e repúdio a notícia da filiação do ator Dado Dolabella -um homem agressor de mulheres, como todo o Brasil o conhece”, registrou, em um trecho do comunicado. Kátia destacou, ainda, que a filiação acontece em um momento delicado e grave, considerando o aumento de casos de violência contra a mulher, como os feminicídios.
“Em pleno mês de março, conhecido por ser o ‘mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres. Nenhuma mulher merece ser representada por quem trata a violência como espetáculo”, completou a liderança partidária.
Em um post realizado nas redes sociais sobre a pré-candidatura, Dado Dolabela disse que vai atuar em prol de pessoas que se sentem injustiçadas, e citou casos envolvendo homens. “Eu não tô entrando nisso por vaidade, eu tô entrando porque senti na pele o que é ser injustiçado”, declarou.
Ele também disse que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência pelo partido, é o mais alinhado às ideias que defende para o País.
Histórico
Ao longo de quase duas décadas, Dado acumula denúncias e condenações relacionadas principalmente a episódios de agressão e violência doméstica. O caso de maior repercussão ocorreu em 2008, quando foi denunciado pela atriz Luana Piovani após um episódio de agressão em uma boate no Rio de Janeiro. A Justiça o condenou a cerca de dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, além de indenização a uma funcionária que também teria sido agredida.
Em 2009, surgiram acusações de violência contra sua então esposa, Viviane Sarahyba, que resultaram em medidas judiciais e condenação por ameaça e ofensas. Anos depois, em 2020, sua ex-namorada e prima Marina Dolabella denunciou agressões físicas, caso que levou a uma condenação em 2025 a dois anos e quatro meses de detenção em regime aberto.
Dado também foi alvo de outras acusações públicas, incluindo relatos da modelo Dani Souza (Mulher Samambaia) durante o reality show A Fazenda e da ex-namorada Marcela Tomaszewski. O ator nega parte das acusações e, em alguns processos, sua defesa recorreu das decisões judiciais.
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MDB Mulher reage à filiação de Dado Dolabella ao partido
Condenado por violência doméstica, o ator anunciou ser pré-candidato pelo partido ao cargo de deputado federal. (Foto: Reprodução de TV)
O MDB Mulher criticou a filiação de Dado Dolabella ao partido, anunciada na última terça-feira (3), para concorrer ao cargo de deputado federal pela legenda. Na quinta (5), a secretária nacional do MDB e presidente estadual do MDB Mulher/RJ, Kátia Lobo, divulgou uma nota condenando o anúncio.
“Recebi com estarrecimento, surpresa e repúdio a notícia da filiação do ator Dado Dolabella -um homem agressor de mulheres, como todo o Brasil o conhece”, registrou, em um trecho do comunicado. Kátia destacou, ainda, que a filiação acontece em um momento delicado e grave, considerando o aumento de casos de violência contra a mulher, como os feminicídios.
“Em pleno mês de março, conhecido por ser o ‘mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres. Nenhuma mulher merece ser representada por quem trata a violência como espetáculo”, completou a liderança partidária.
Em um post realizado nas redes sociais sobre a pré-candidatura, Dado Dolabela disse que vai atuar em prol de pessoas que se sentem injustiçadas, e citou casos envolvendo homens. “Eu não tô entrando nisso por vaidade, eu tô entrando porque senti na pele o que é ser injustiçado”, declarou.
Ele também disse que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência pelo partido, é o mais alinhado às ideias que defende para o País.
Histórico
Ao longo de quase duas décadas, Dado acumula denúncias e condenações relacionadas principalmente a episódios de agressão e violência doméstica. O caso de maior repercussão ocorreu em 2008, quando foi denunciado pela atriz Luana Piovani após um episódio de agressão em uma boate no Rio de Janeiro. A Justiça o condenou a cerca de dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, além de indenização a uma funcionária que também teria sido agredida.
Em 2009, surgiram acusações de violência contra sua então esposa, Viviane Sarahyba, que resultaram em medidas judiciais e condenação por ameaça e ofensas. Anos depois, em 2020, sua ex-namorada e prima Marina Dolabella denunciou agressões físicas, caso que levou a uma condenação em 2025 a dois anos e quatro meses de detenção em regime aberto.
Dado também foi alvo de outras acusações públicas, incluindo relatos da modelo Dani Souza (Mulher Samambaia) durante o reality show A Fazenda e da ex-namorada Marcela Tomaszewski. O ator nega parte das acusações e, em alguns processos, sua defesa recorreu das decisões judiciais.
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