Toffoli se afastou recentemente do caso. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem dito a colegas que julgará as prisões do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e do cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, que foram presos nessa quarta-feira (4), pela Polícia Federal (PF). O julgamento virtual será na Segunda Turma da Corte a partir da próxima semana.
Sem demonstrar constrangimento, Toffoli vem se ancorando na decisão dos próprios pares, que em uma nota conjunta disseram que não havia suspeição ou impedimento por parte do magistrado na condução do processo.
“(Os ministros) expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, diz o texto divulgado pela Corte no último dia 12.
Quando o STF endossou publicamente a postura de Toffoli e inventou uma “saída honrosa” para o relator, sem admitir suspeição, juristas já apontavam que a Corte criava mais um capítulo de desgastes. Era o óbvio: da mesma forma que o ministro não se considerou impedido na ocasião, por que o faria agora, com o avanço das investigações?
Naquele mesmo dia, Toffoli se afastou do caso. Poucas horas antes, o ministro admitira que é sócio e recebeu dividendos da Maridt, empresa familiar que fez negócios com um fundo de investimentos do cunhado de Vorcaro. O ministro divulgou uma nota sobre esses negócios depois que a Polícia Federal (PF) apresentou ao STF um relatório sobre menções ao nome de Toffoli encontradas no telefone celular do dono do Master – que incluem diálogos entre os dois.
Os dois resorts da rede Tayayá, localizados no Paraná, que tinham entre os sócios uma empresa do ministro de Toffoli, são avaliados em mais de R$ 400 milhões. A relação financeira entre Toffoli e Vorcaro passa pelo resort Tayayá. A Maridt, empresa do ministro, vendeu metade de sua participação societária de R$ 6,6 milhões na incorporadora e na administradora do hotel para o fundo Arleen que, como revelou o Estadão, tinha o pastor Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, como único sócio.
Essa cifra de R$ 3,3 milhões foi usada pelo fundo para comprar sua parte do controle da empresa junto a outros sócios. Mas o Arleen não comprou só essa participação. Adquiriu também uma parte do empreendimento. E declarou em suas demonstrações financeiras ter investido R$ 20 milhões no Tayayá.
A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Uma casa de 130 metros quadrados cuja pintura e o piso estão desgastados pelo tempo sem manutenção. Foi lá que a mulher de José Eugênio, Cássia Pires Toffoli, disse: “Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa!”. Ela negou saber qualquer informação da Maridt. (Com informações da Coluna do Estadão)
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo, tem dito a colegas que julgará as prisões do dono do Banco Master
Toffoli se afastou recentemente do caso.
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Toffoli se afastou recentemente do caso. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem dito a colegas que julgará as prisões do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e do cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, que foram presos nessa quarta-feira (4), pela Polícia Federal (PF). O julgamento virtual será na Segunda Turma da Corte a partir da próxima semana.
Sem demonstrar constrangimento, Toffoli vem se ancorando na decisão dos próprios pares, que em uma nota conjunta disseram que não havia suspeição ou impedimento por parte do magistrado na condução do processo.
“(Os ministros) expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, diz o texto divulgado pela Corte no último dia 12.
Quando o STF endossou publicamente a postura de Toffoli e inventou uma “saída honrosa” para o relator, sem admitir suspeição, juristas já apontavam que a Corte criava mais um capítulo de desgastes. Era o óbvio: da mesma forma que o ministro não se considerou impedido na ocasião, por que o faria agora, com o avanço das investigações?
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Os dois resorts da rede Tayayá, localizados no Paraná, que tinham entre os sócios uma empresa do ministro de Toffoli, são avaliados em mais de R$ 400 milhões. A relação financeira entre Toffoli e Vorcaro passa pelo resort Tayayá. A Maridt, empresa do ministro, vendeu metade de sua participação societária de R$ 6,6 milhões na incorporadora e na administradora do hotel para o fundo Arleen que, como revelou o Estadão, tinha o pastor Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, como único sócio.
Essa cifra de R$ 3,3 milhões foi usada pelo fundo para comprar sua parte do controle da empresa junto a outros sócios. Mas o Arleen não comprou só essa participação. Adquiriu também uma parte do empreendimento. E declarou em suas demonstrações financeiras ter investido R$ 20 milhões no Tayayá.
A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro. Uma casa de 130 metros quadrados cuja pintura e o piso estão desgastados pelo tempo sem manutenção. Foi lá que a mulher de José Eugênio, Cássia Pires Toffoli, disse: “Moço, dá uma olhada na minha casa. Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa!”. Ela negou saber qualquer informação da Maridt. (Com informações da Coluna do Estadão)
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