Daniel Vorcaro e outras três pessoas tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo Supremo. (Foto: Divulgação)
A Polícia Federal (PF) colheu indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro e sua equipe usaram uma técnica hacker conhecida como “Spear Phishing” para roubar senhas de funcionários do Ministério Público Federal (MPF), invadir o sistema do órgão e obter acesso a documentos de investigações sigilosas. Por meio dessas ações, também conseguiram abrir caminho para acessar sistemas de investigação de organismos internacionais, como a Interpol e o FBI.
Esse foi um dos motivos para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ter decretado as prisões preventivas de Vorcaro e outras três pessoas, cumpridas nessa quarta-feira (4).
Os investigadores classificaram a operação como “sofisticada” e ainda estão se aprofundando para saber a extensão da invasão. A suspeita surgiu a partir dos diálogos do banqueiro, que indicaram a contratação de hackers e a encomenda desse serviço para a invasão dos sistemas.
Essa técnica consistiu em enviar e-mails ou outras formas de comunicações para os funcionários do Ministério Público com aparência de veracidade e que solicitava a inserção de seus dados de acesso e senha do sistema interno da instituição.
Por meio desses ataques, pessoas ligadas a Vorcaro conseguiram invadir o sistema interno e obter dados dos gabinetes de vários investigadores, até conseguir puxar documentos de investigações sigilosas do interesse direto do banqueiro.
Em sua decisão, Mendonça descreveu o acesso da equipe de Vorcaro aos dados sigilosos.
Os advogados negam ainda “as alegações atribuídas a Vorcaro” e afirmam que o banqueiro confia que “o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”. A defesa reiterou ainda sua “confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Neste sábado, a prisão foi convertida em preventiva para a garantia da ordem pública. Ainda cabe recurso da condenação.
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Equipe de Daniel Vorcaro usou técnica hacker para roubar senhas de funcionários do Ministério Público
Daniel Vorcaro e outras três pessoas tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo Supremo. (Foto: Divulgação)
A Polícia Federal (PF) colheu indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro e sua equipe usaram uma técnica hacker conhecida como “Spear Phishing” para roubar senhas de funcionários do Ministério Público Federal (MPF), invadir o sistema do órgão e obter acesso a documentos de investigações sigilosas.
Por meio dessas ações, também conseguiram abrir caminho para acessar sistemas de investigação de organismos internacionais, como a Interpol e o FBI.
Esse foi um dos motivos para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ter decretado as prisões preventivas de Vorcaro e outras três pessoas, cumpridas nessa quarta-feira (4).
Os investigadores classificaram a operação como “sofisticada” e ainda estão se aprofundando para saber a extensão da invasão. A suspeita surgiu a partir dos diálogos do banqueiro, que indicaram a contratação de hackers e a encomenda desse serviço para a invasão dos sistemas.
Essa técnica consistiu em enviar e-mails ou outras formas de comunicações para os funcionários do Ministério Público com aparência de veracidade e que solicitava a inserção de seus dados de acesso e senha do sistema interno da instituição.
Por meio desses ataques, pessoas ligadas a Vorcaro conseguiram invadir o sistema interno e obter dados dos gabinetes de vários investigadores, até conseguir puxar documentos de investigações sigilosas do interesse direto do banqueiro.
Em sua decisão, Mendonça descreveu o acesso da equipe de Vorcaro aos dados sigilosos.
Os advogados negam ainda “as alegações atribuídas a Vorcaro” e afirmam que o banqueiro confia que “o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”. A defesa reiterou ainda sua “confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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