Na última segunda (2), o nome de Flávio foi formalmente incluído nos autos da execução penal de Jair Bolsonaro.(Foto: Beto Barata/Divulgação/PL)
A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de integrar formalmente a defesa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, reproduz uma estratégia já adotada pelo PT em 2018, quando o então ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad passou a atuar como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que o petista estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Assim como em 2018, quando Lula articulava sua estratégia eleitoral de dentro da prisão, com o movimento, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode participar mais ativamente de decisões políticas e da construção de alianças para 2026, como a própria pré-candidatura de Flávio à Presidência.
Em 2018, Haddad, bacharel em Direito pela USP e com registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), foi incluído na equipe jurídica de Lula a pedido do próprio ex-presidente. Como advogado constituído, passou a ter livre acesso à sala onde o petista cumpria pena de 12 anos e um mês. Aliados afirmavam que a medida permitiria aos dois discutir com mais frequência a formulação do plano de governo, em meio à incerteza sobre a candidatura de Lula, que poderia ser barrada pela Lei da Ficha Limpa. Meses depois, impedido de disputar a eleição, Lula foi substituído por Haddad na cabeça da chapa presidencial.
O movimento agora se repete em outro espectro político. Na última segunda-feira (2), o nome de Flávio foi formalmente incluído nos autos da execução penal de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. A execução penal é a fase em que se discutem o cumprimento da pena, eventuais progressões de regime e outros benefícios previstos em lei.
A inclusão ocorreu após petição apresentada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, estabelecendo que o senador atuará em conjunto com os demais integrantes da defesa.
Com a formalização, Flávio passa a ter acesso integral ao processo, podendo protocolar petições, acompanhar despachos e participar das estratégias jurídicas. Na prática, também poderá visitar o pai diariamente na unidade prisional da Papudinha, em Brasília, a qualquer horário, prerrogativa que vai além das visitas regulares a que teria direito como filho, limitadas a dois dias por semana.
Advogado inscrito na OAB no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, Flávio mantém escritório registrado em Brasília e já atuou em processos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. O exercício da advocacia por parlamentares é permitido pelo Estatuto da OAB, com restrições específicas para causas que envolvam diretamente a União e suas autarquias. A entrada do senador na defesa ocorreu após o ministro do STF Alexandre de Moraes negar novamente pedido para que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar.
Nos últimos anos, Flávio assinou petições no Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo a defesa de ex-sócios de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, presos na Operação Kriptos sob acusação de crimes contra o sistema financeiro. Também atuou na defesa de policiais militares acusados de homicídio no Rio de Janeiro e em uma ação trabalhista que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual representou um ex-executivo do setor financeiro. (Com informações do jornal O Globo)
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Ao virar advogado de Bolsonaro, Flávio repete tática do PT
Na última segunda (2), o nome de Flávio foi formalmente incluído nos autos da execução penal de Jair Bolsonaro.(Foto: Beto Barata/Divulgação/PL)
A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de integrar formalmente a defesa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, reproduz uma estratégia já adotada pelo PT em 2018, quando o então ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad passou a atuar como advogado de Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que o petista estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Assim como em 2018, quando Lula articulava sua estratégia eleitoral de dentro da prisão, com o movimento, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode participar mais ativamente de decisões políticas e da construção de alianças para 2026, como a própria pré-candidatura de Flávio à Presidência.
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O movimento agora se repete em outro espectro político. Na última segunda-feira (2), o nome de Flávio foi formalmente incluído nos autos da execução penal de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. A execução penal é a fase em que se discutem o cumprimento da pena, eventuais progressões de regime e outros benefícios previstos em lei.
A inclusão ocorreu após petição apresentada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, estabelecendo que o senador atuará em conjunto com os demais integrantes da defesa.
Com a formalização, Flávio passa a ter acesso integral ao processo, podendo protocolar petições, acompanhar despachos e participar das estratégias jurídicas. Na prática, também poderá visitar o pai diariamente na unidade prisional da Papudinha, em Brasília, a qualquer horário, prerrogativa que vai além das visitas regulares a que teria direito como filho, limitadas a dois dias por semana.
Advogado inscrito na OAB no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, Flávio mantém escritório registrado em Brasília e já atuou em processos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. O exercício da advocacia por parlamentares é permitido pelo Estatuto da OAB, com restrições específicas para causas que envolvam diretamente a União e suas autarquias. A entrada do senador na defesa ocorreu após o ministro do STF Alexandre de Moraes negar novamente pedido para que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar.
Nos últimos anos, Flávio assinou petições no Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo a defesa de ex-sócios de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, presos na Operação Kriptos sob acusação de crimes contra o sistema financeiro. Também atuou na defesa de policiais militares acusados de homicídio no Rio de Janeiro e em uma ação trabalhista que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual representou um ex-executivo do setor financeiro. (Com informações do jornal O Globo)
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