Os evangélicos representam apenas 26,9% dos brasileiros, mas têm capacidade de mobilização superior a esse percentual. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Na semana passada foram publicadas algumas pesquisas revelando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está estagnado ou em queda e Flávio Bolsonaro, filho do ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro, crescendo. O governo naturalmente se preocupou. Mas se isso era a novidade da pesquisa, outro item divulgado era uma repetição de uma dor de cabeça constante para o Palácio do Planalto: a rejeição a Lula entre os evangélicos manteve-se em patamares altos. O governo trabalha hoje com uma certeza em relação à eleição de 2026: o calcanhar de Aquiles de Lula continua sendo os evangélicos.
Na quinta-feira (5) desta semana, uma nova rodada de pesquisas do Datafolha será divulgada. Entre os assessores de Lula, ninguém duvida da manutenção deste quadro. Ainda mais depois do desfile da Acadêmicos de Niterói no sambódromo, no carnaval do Rio de Janeiro, que foi tido como desastroso pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, e por integrantes da alta cúpula do PT: um motivo para deteriorar ainda mais a já atritada relação de Lula com os evangélicos.
Essa é uma vulnerabilidade resistente que o governo não consegue superar. Já se apresentava assim na eleição de 2022 e manteve-se praticamente intocada nos últimos quatro anos.
Os evangélicos representam 26,9% dos brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas têm capacidade de mobilização superior a esse percentual.
Aos números: na última pesquisa Quaest, de fevereiro, 61% dos evangélicos declararam desaprovar o governo, contra 34% que aprovavam. Em abril de 2023, meses depois de o Lula 3 ter se iniciado, a mesma Quaest apurou que 55% desaprovavam e 44% aprovavam.
Apesar de diversas tentativas de aproximação do PT, o resultado é frustrante para o partido e para Lula. Vários acenos foram feitos:
* Líderes evangélicos, como os bispos Manoel Ferreira e Samuel Ferreira, líderes da Assembleia de Deus, já foram recebidos por Lula.
* Lula fez uma grande cerimônia no Palácio do Planalto quando sancionou o Dia Nacional do Gospel, com pastores orando.
Indicou o evangélico Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em quatro anos, o PT e o governo não conseguiram a fórmula de diminuir a rejeição. Mas ela é vital para a vitória de Lula em outubro. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo)
No campo econômico, Lula deve buscar avanços em relação às tarifas impostas a produtos brasileiros, ainda parcialmente em vigor. Foto: Arquivo/White House No campo econômico, Lula deve buscar avanços em relação às tarifas impostas a produtos brasileiros, ainda parcialmente em vigor. (Foto: Arquivo/White House) O Palácio do Planalto iniciou os preparativos para a viagem do …
A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado) O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de lei que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE), conhecido como “SUS da Educação”. …
Alessandro Vieira, por sua vez, afirmou que qualificar sua interpretação como “juvenil jogo de palavras” não altera a natureza do ato praticado. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado) O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu nesta quinta-feira 16 à Procuradoria-Geral da República a rejeição do ofício apresentado contra ele pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Relator …
Em entrevista, Lula afirmou que deve apresentar projeto de governo em junho. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Durante entrevista nessa quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou em aberto sua candidatura à Presidência nas eleições deste ano — que até o momento, vinha sendo dada como certa. “Falo que eu não decidi ser …
Planalto avalia que relação com evangélicos ainda é o ponto frágil de Lula
Os evangélicos representam apenas 26,9% dos brasileiros, mas têm capacidade de mobilização superior a esse percentual. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Na semana passada foram publicadas algumas pesquisas revelando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está estagnado ou em queda e Flávio Bolsonaro, filho do ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro, crescendo. O governo naturalmente se preocupou. Mas se isso era a novidade da pesquisa, outro item divulgado era uma repetição de uma dor de cabeça constante para o Palácio do Planalto: a rejeição a Lula entre os evangélicos manteve-se em patamares altos. O governo trabalha hoje com uma certeza em relação à eleição de 2026: o calcanhar de Aquiles de Lula continua sendo os evangélicos.
Na quinta-feira (5) desta semana, uma nova rodada de pesquisas do Datafolha será divulgada. Entre os assessores de Lula, ninguém duvida da manutenção deste quadro. Ainda mais depois do desfile da Acadêmicos de Niterói no sambódromo, no carnaval do Rio de Janeiro, que foi tido como desastroso pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, e por integrantes da alta cúpula do PT: um motivo para deteriorar ainda mais a já atritada relação de Lula com os evangélicos.
Essa é uma vulnerabilidade resistente que o governo não consegue superar. Já se apresentava assim na eleição de 2022 e manteve-se praticamente intocada nos últimos quatro anos.
Os evangélicos representam 26,9% dos brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas têm capacidade de mobilização superior a esse percentual.
Aos números: na última pesquisa Quaest, de fevereiro, 61% dos evangélicos declararam desaprovar o governo, contra 34% que aprovavam. Em abril de 2023, meses depois de o Lula 3 ter se iniciado, a mesma Quaest apurou que 55% desaprovavam e 44% aprovavam.
Apesar de diversas tentativas de aproximação do PT, o resultado é frustrante para o partido e para Lula. Vários acenos foram feitos:
* Líderes evangélicos, como os bispos Manoel Ferreira e Samuel Ferreira, líderes da Assembleia de Deus, já foram recebidos por Lula.
* Lula fez uma grande cerimônia no Palácio do Planalto quando sancionou o Dia Nacional do Gospel, com pastores orando.
Indicou o evangélico Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em quatro anos, o PT e o governo não conseguiram a fórmula de diminuir a rejeição. Mas ela é vital para a vitória de Lula em outubro. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo)
Related Posts
Lula se prepara para situações inesperadas com Trump
No campo econômico, Lula deve buscar avanços em relação às tarifas impostas a produtos brasileiros, ainda parcialmente em vigor. Foto: Arquivo/White House No campo econômico, Lula deve buscar avanços em relação às tarifas impostas a produtos brasileiros, ainda parcialmente em vigor. (Foto: Arquivo/White House) O Palácio do Planalto iniciou os preparativos para a viagem do …
Senado aprova o projeto que cria o “SUS da Educação”
A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado) O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de lei que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE), conhecido como “SUS da Educação”. …
Senador Alessandro Vieira pede ao Procurador-geral da República que enterre ação do ministro do Supremo Gilmar Mendes contra relatório de CPI
Alessandro Vieira, por sua vez, afirmou que qualificar sua interpretação como “juvenil jogo de palavras” não altera a natureza do ato praticado. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado) O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu nesta quinta-feira 16 à Procuradoria-Geral da República a rejeição do ofício apresentado contra ele pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Relator …
Eleições 2026: Lula diz que ainda não decidiu sobre candidatura, mas que dificilmente deixará de concorrer
Em entrevista, Lula afirmou que deve apresentar projeto de governo em junho. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Durante entrevista nessa quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou em aberto sua candidatura à Presidência nas eleições deste ano — que até o momento, vinha sendo dada como certa. “Falo que eu não decidi ser …