Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março deste ano.
Foto: Divulgação
Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março deste ano. (Foto: Divulgação)
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita, no domingo (1º), em que sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março deste ano. No texto, ele também critica ataques vindos de setores da própria direita e faz um apelo por unidade entre aliados.
“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu Bolsonaro. A menção ocorre em meio a disputas internas no campo conservador sobre a condução das estratégias eleitorais e a ocupação de espaços políticos, incluindo vagas ao Senado.
Na carta, o ex-presidente explica que a ex-primeira-dama estaria “por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”. A referência introduz um elemento pessoal no debate político, ao associar a decisão a questões familiares e de saúde.
Bolsonaro também aborda o cenário eleitoral. “Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, registrou. A declaração sugere incômodo com críticas públicas dentro do próprio campo político e sinaliza defesa de uma estratégia baseada na negociação interna.
Michelle Bolsonaro tem sido citada por aliados como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal em 2026, cenário que ganhou força após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Dentro do PL e do campo conservador, a definição das candidaturas ao Senado é estratégica e envolve disputa por espaço político e capital eleitoral.
O texto termina com um agradecimento “pelo carinho e consideração” e com a frase: “Da nossa união o futuro do Brasil”.
Michelle passou por atritos recentes com o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que manifestaram incômodo com o que consideram falta de entusiasmo da primeira-dama em defesa da candidatura presidencial de Flávio.
A manifestação ocorre num contexto de intensa especulação sobre a sucessão presidencial na direita brasileira a pouco mais de seis meses das eleições gerais de outubro de 2026. Com a condenação e prisão de Bolsonaro barrando a sua participação, o nome de Michelle tem sido tema de debate público e midiático como uma possível figura política relevante, tanto dentro do seu partido, o Partido Liberal (PL), quanto no conjunto da direita conservadora.
Analistas destacam que a ex-primeira-dama consolidou nos últimos meses perfil de liderança entre certos setores — especialmente eleitores evangélicos e feminino — e foi cogitada como potencial candidata em pesquisas e cenários eleitorais, ainda que nem sempre com entusiasmo unânime no próprio PL. (Com informações do jornal O Globo)
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Bolsonaro condena ataques a Michelle após atrito com os filhos: Lamento críticas da direita
Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março deste ano.
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Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março deste ano. (Foto: Divulgação)
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita, no domingo (1º), em que sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Bolsonaro afirma ter pedido a sua mulher que só envolva nas articulações políticas após março deste ano. No texto, ele também critica ataques vindos de setores da própria direita e faz um apelo por unidade entre aliados.
“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu Bolsonaro. A menção ocorre em meio a disputas internas no campo conservador sobre a condução das estratégias eleitorais e a ocupação de espaços políticos, incluindo vagas ao Senado.
Na carta, o ex-presidente explica que a ex-primeira-dama estaria “por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”. A referência introduz um elemento pessoal no debate político, ao associar a decisão a questões familiares e de saúde.
Bolsonaro também aborda o cenário eleitoral. “Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, registrou. A declaração sugere incômodo com críticas públicas dentro do próprio campo político e sinaliza defesa de uma estratégia baseada na negociação interna.
Michelle Bolsonaro tem sido citada por aliados como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal em 2026, cenário que ganhou força após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Dentro do PL e do campo conservador, a definição das candidaturas ao Senado é estratégica e envolve disputa por espaço político e capital eleitoral.
O texto termina com um agradecimento “pelo carinho e consideração” e com a frase: “Da nossa união o futuro do Brasil”.
Michelle passou por atritos recentes com o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que manifestaram incômodo com o que consideram falta de entusiasmo da primeira-dama em defesa da candidatura presidencial de Flávio.
A manifestação ocorre num contexto de intensa especulação sobre a sucessão presidencial na direita brasileira a pouco mais de seis meses das eleições gerais de outubro de 2026. Com a condenação e prisão de Bolsonaro barrando a sua participação, o nome de Michelle tem sido tema de debate público e midiático como uma possível figura política relevante, tanto dentro do seu partido, o Partido Liberal (PL), quanto no conjunto da direita conservadora.
Analistas destacam que a ex-primeira-dama consolidou nos últimos meses perfil de liderança entre certos setores — especialmente eleitores evangélicos e feminino — e foi cogitada como potencial candidata em pesquisas e cenários eleitorais, ainda que nem sempre com entusiasmo unânime no próprio PL. (Com informações do jornal O Globo)
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