Magid Nauef Láuar acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público.
Foto: Divulgação/Juarez Rodrigues/TJMG
Magid Nauef Láuar acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público. (Foto: Divulgação/Juarez Rodrigues/TJMG)
O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), retomou a condenação do homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12, em Indianópolis (MG). O magistrado, que antes havia argumentado que existia “vínculo afetivo consensual” entre o réu e a vítima, acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado.
Na decisão desta quarta-feira (25), tomada pelo desembargador de forma monocrática, ele determinou a restauração da sentença dada em 1ª instância em novembro do ano passado, que havia decidido pela condenação do homem. Antes, ele havia sido preso em flagrante no dia 8 de abril de 2024, quando admitiu ter relações sexuais com a menina. Os dois também estavam morando juntos e a menor havia deixado de frequentar a escola.
Ele afirma que o magistrado tentou abusar sexualmente dele na adolescência, quando tinha 14 anos e trabalhava com o parente. Saulo relatou que decidiu falar pela primeira vez publicamente sobre o ocorrido depois da repercussão da decisão tomada pelo magistrado no caso da menina de 12 anos.
“Estava levando a minha vida com esse trauma da maneira que dava. Mas me vi na obrigação de não deixar isso passar e resolvi denunciar”, conta Saulo em sua primeira entrevista sobre o caso. “Nunca tinha falado sobre o que passei. Minha mãe só soube depois de anos, e mais ninguém. Era um segredo meu”, prosseguiu.
Nas redes sociais, em postagem de grande repercussão, Saulo narrou que o abuso só não se consumou porque ele conseguiu fugir:
“O que ele fez comigo causou muita tristeza. Uma tristeza latente. Ela fica ali. Se mistura com outras dores, alimenta outras dores. E também uma vontade de estar sempre fugindo, necessidade de me esconder o tempo todo”, escreveu.
Na mesma publicação, uma mulher comentou afirmando ter sido “vítima dessa mesma pessoa”. Ela também foi ouvida pela Corregedoria do CNJ ontem. Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que recebeu “uma representação noticiando os fatos em questão” e também instaurou procedimento administrativo para apuração de eventual falta funcional.
“Na época, eu e minha irmã trabalhávamos para a família dele, eu trabalhava para a irmã, e a minha irmã para a mãe. Eu era nova, confiava naquele lugar e guardei tudo em silêncio por muito tempo. A gente tenta seguir a vida, fingir que esqueceu, mas não esquece. Fica guardado na memória, no corpo e na alma. Seu desabafo trouxe à tona lembranças difíceis, mas também me fez perceber que o silêncio só protege quem errou. Hoje me recuso a continuar calada”, escreveu a mulher na postagem de Saulo. (Com informações do jornal O Globo)
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Desembargador que absolveu homem de 35 anos por estupro de menina de 12 anos reconsidera e decide por condenação
Magid Nauef Láuar acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público.
Foto: Divulgação/Juarez Rodrigues/TJMG
Magid Nauef Láuar acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público. (Foto: Divulgação/Juarez Rodrigues/TJMG)
O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), retomou a condenação do homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12, em Indianópolis (MG). O magistrado, que antes havia argumentado que existia “vínculo afetivo consensual” entre o réu e a vítima, acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado.
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Ele afirma que o magistrado tentou abusar sexualmente dele na adolescência, quando tinha 14 anos e trabalhava com o parente. Saulo relatou que decidiu falar pela primeira vez publicamente sobre o ocorrido depois da repercussão da decisão tomada pelo magistrado no caso da menina de 12 anos.
“Estava levando a minha vida com esse trauma da maneira que dava. Mas me vi na obrigação de não deixar isso passar e resolvi denunciar”, conta Saulo em sua primeira entrevista sobre o caso. “Nunca tinha falado sobre o que passei. Minha mãe só soube depois de anos, e mais ninguém. Era um segredo meu”, prosseguiu.
Nas redes sociais, em postagem de grande repercussão, Saulo narrou que o abuso só não se consumou porque ele conseguiu fugir:
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Na mesma publicação, uma mulher comentou afirmando ter sido “vítima dessa mesma pessoa”. Ela também foi ouvida pela Corregedoria do CNJ ontem. Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que recebeu “uma representação noticiando os fatos em questão” e também instaurou procedimento administrativo para apuração de eventual falta funcional.
“Na época, eu e minha irmã trabalhávamos para a família dele, eu trabalhava para a irmã, e a minha irmã para a mãe. Eu era nova, confiava naquele lugar e guardei tudo em silêncio por muito tempo. A gente tenta seguir a vida, fingir que esqueceu, mas não esquece. Fica guardado na memória, no corpo e na alma. Seu desabafo trouxe à tona lembranças difíceis, mas também me fez perceber que o silêncio só protege quem errou. Hoje me recuso a continuar calada”, escreveu a mulher na postagem de Saulo. (Com informações do jornal O Globo)
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