O desempenho da cidade fica abaixo dos dados mais recentes disponíveis para o Brasil.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O desempenho da cidade fica abaixo dos dados mais recentes disponíveis para o Brasil. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Porto Alegre alcançou a menor taxa de mortalidade infantil de sua história em 2025 com 7,2 óbitos a cada mil nascidos vivos. Os dados são do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), da Diretoria de Vigilância em Saúde. O índice representa 98 óbitos em um universo de 13.518 nascimentos.
O desempenho da cidade fica abaixo dos dados mais recentes disponíveis para o Brasil, que registrou coeficiente de 12,3 por mil nascidos vivos em 2024, e do Rio Grande do Sul, com 10,0 por mil no mesmo período. Como os dados nacionais e estaduais possuem defasagem de aproximadamente dois anos para consolidação, o resultado de Porto Alegre em 2025 posiciona o município em patamar ainda mais expressivo no cenário comparativo.
Os dados preliminares de 2025 apontam como principais causas de óbitos as afecções originadas no período perinatal, seguidas de malformações congênitas e causas externas. Observa-se redução importante dos óbitos por doenças respiratórias, resultado associado à ampliação da cobertura vacinal e à promoção do aleitamento materno.
Por outro lado, chama atenção o número de mortes por causas externas, especialmente por asfixia relacionada ao compartilhamento de leito, situação considerada evitável e que reforça a necessidade de intensificar orientações sobre sono seguro.
A análise por faixa etária mostra que o maior desafio permanece na primeira semana de vida. O coeficiente neonatal precoce, de zero a seis dias, foi de 3,18 por mil nascidos vivos, superando os períodos neonatal tardio e pós-neonatal.
“Esse é um marco que deve ser celebrado e valorizado, assim como cada vida deve ser priorizada. Nossa gestão trabalha diariamente para que toda criança tenha o direito de nascer, crescer e se desenvolver com dignidade. Mas, o cuidado começa ainda antes, com a cobertura vacinal e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à gestação, principalmente para comunidades mais vulneráveis”, disse o prefeito Sebastião Melo.
Para o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, o indicador reflete o compromisso permanente da rede assistencial com o cuidado integral. “Esse resultado histórico é fruto de planejamento, qualificação técnica e monitoramento contínuo. Cada número representa uma vida preservada e demonstra que investir na Atenção Primária, no pré-natal qualificado e na integração com a rede hospitalar salva vidas”, afirma.
Apesar do resultado histórico, persistem desigualdades. O coeficiente entre filhos de mães brancas foi de 6,7 por mil nascidos vivos, enquanto entre filhos de mães pretas e pardas chegou a 12,3 por mil. Também há variações entre distritos, com índices mais elevados em regiões como Restinga, Extremo Sul, Centro-Sul e Humaitá Navegantes, enquanto Cruzeiro, Centro e Noroeste apresentam os menores coeficientes.
Entre os desafios identificados estão as condições sociais das famílias, a presença de doenças crônicas pré-existentes à gestação, como hipertensão, diabetes e obesidade, e a necessidade de ampliar o acompanhamento sistemático das crianças por meio da puericultura.
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Porto Alegre alcança a menor taxa de mortalidade infantil de sua história
O desempenho da cidade fica abaixo dos dados mais recentes disponíveis para o Brasil.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O desempenho da cidade fica abaixo dos dados mais recentes disponíveis para o Brasil. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Porto Alegre alcançou a menor taxa de mortalidade infantil de sua história em 2025 com 7,2 óbitos a cada mil nascidos vivos. Os dados são do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), da Diretoria de Vigilância em Saúde. O índice representa 98 óbitos em um universo de 13.518 nascimentos.
O desempenho da cidade fica abaixo dos dados mais recentes disponíveis para o Brasil, que registrou coeficiente de 12,3 por mil nascidos vivos em 2024, e do Rio Grande do Sul, com 10,0 por mil no mesmo período. Como os dados nacionais e estaduais possuem defasagem de aproximadamente dois anos para consolidação, o resultado de Porto Alegre em 2025 posiciona o município em patamar ainda mais expressivo no cenário comparativo.
Os dados preliminares de 2025 apontam como principais causas de óbitos as afecções originadas no período perinatal, seguidas de malformações congênitas e causas externas. Observa-se redução importante dos óbitos por doenças respiratórias, resultado associado à ampliação da cobertura vacinal e à promoção do aleitamento materno.
Por outro lado, chama atenção o número de mortes por causas externas, especialmente por asfixia relacionada ao compartilhamento de leito, situação considerada evitável e que reforça a necessidade de intensificar orientações sobre sono seguro.
A análise por faixa etária mostra que o maior desafio permanece na primeira semana de vida. O coeficiente neonatal precoce, de zero a seis dias, foi de 3,18 por mil nascidos vivos, superando os períodos neonatal tardio e pós-neonatal.
“Esse é um marco que deve ser celebrado e valorizado, assim como cada vida deve ser priorizada. Nossa gestão trabalha diariamente para que toda criança tenha o direito de nascer, crescer e se desenvolver com dignidade. Mas, o cuidado começa ainda antes, com a cobertura vacinal e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à gestação, principalmente para comunidades mais vulneráveis”, disse o prefeito Sebastião Melo.
Para o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, o indicador reflete o compromisso permanente da rede assistencial com o cuidado integral. “Esse resultado histórico é fruto de planejamento, qualificação técnica e monitoramento contínuo. Cada número representa uma vida preservada e demonstra que investir na Atenção Primária, no pré-natal qualificado e na integração com a rede hospitalar salva vidas”, afirma.
Apesar do resultado histórico, persistem desigualdades. O coeficiente entre filhos de mães brancas foi de 6,7 por mil nascidos vivos, enquanto entre filhos de mães pretas e pardas chegou a 12,3 por mil. Também há variações entre distritos, com índices mais elevados em regiões como Restinga, Extremo Sul, Centro-Sul e Humaitá Navegantes, enquanto Cruzeiro, Centro e Noroeste apresentam os menores coeficientes.
Entre os desafios identificados estão as condições sociais das famílias, a presença de doenças crônicas pré-existentes à gestação, como hipertensão, diabetes e obesidade, e a necessidade de ampliar o acompanhamento sistemático das crianças por meio da puericultura.
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