Pré-candidato ao Palácio do Planalto, senador mira eleitores que “não se declaram nem de direita nem de esquerda”. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, vem ajustando o tom de seu discurso para tentar corrigir uma percepção “errônea” identificada nos eleitores, de acordo com aliados do parlamentar.
Flávio já vinha se colocando como contraponto mais comedido ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a mudança na comunicação foi reforçada após pesquisas internas mostrarem um público moderado desconfiado de uma suposta identificação do senador com militares – carreira da qual ele nunca fez parte. A equipe do parlamentar passou então a defender a necessidade de um movimento ao centro.
Nos últimos dias, o senador fez publicações defendendo o carnaval e a luta antirracismo do jogador Vinicius Jr. e endossou post do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, voltado à comunidade LGBT+.
“Não podemos nos calar e deixar o racismo silenciar um dos maiores talentos do nosso futebol. Vini, você tem todo o nosso apoio. O Brasil está do seu lado!”, escreveu Flávio após denúncia de racismo feita pelo jogador durante uma partida entre o seu clube, Real Madrid, e o português Benfica.
Cultura
Flávio também explorou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que teve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como tema. A oposição aponta propaganda eleitoral antecipada, o que é vedado por lei. Na segunda-feira (16), ele escreveu nas redes uma mensagem para as pessoas que “não são simpatizantes nem de Bolsonaro nem de Lula” e que “não se declaram nem de direita nem de esquerda” para criticar o desfile.
“Lula zomba do povo. O carnaval é cultura, merece respeito. O que não dá para aceitar é usar dinheiro público para atacar a fé de milhões de brasileiros enquanto políticos aplaudem de camarote”, publicou o senador, em referência à fantasia que retratou famílias conservadoras dentro de latas de conserva.
Na quarta (18), Flávio voltou ao tema, mas com um discurso de enaltecimento ao carnaval. “A gente está testemunhando o trabalho duro de milhares de pessoas: costureiras, artesãos, músicos, coreógrafos, ferreiros, pintores, carnavalescos, produtores culturais, comerciantes, profissionais do turismo, policiais. Carnaval não é só festa, é muito trabalho. É um exemplo de como o Brasil pode ser criativo e fazer muito, mesmo com pouco”, afirmou num vídeo.
Liberdade
Eduardo Bolsonaro entrou na estratégia. Na terça (17), compartilhou post de um apoiador gay segundo o qual “Flávio apoia a liberdade de todos”. Abaixo do texto, imagem gerada por inteligência artificial mostra o apoiador dando um beijo na bochecha de um Flávio sorridente, à frente de uma bandeira LGBT. “Vocês já ouviram alguma fala homofóbica de Flávio?”, diz a mensagem. O senador curtiu a publicação.
“O que ele tem feito e dito tem muito pouco de cálculo e mais de espontaneidade. Ele tem a essência da defesa dos valores que representam a direita, mas não é uma direita truculenta”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Após pesquisas internas, Flávio Bolsonaro faz acenos a negros, LGBT+ e carnaval
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, senador mira eleitores que “não se declaram nem de direita nem de esquerda”. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, vem ajustando o tom de seu discurso para tentar corrigir uma percepção “errônea” identificada nos eleitores, de acordo com aliados do parlamentar.
Flávio já vinha se colocando como contraponto mais comedido ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a mudança na comunicação foi reforçada após pesquisas internas mostrarem um público moderado desconfiado de uma suposta identificação do senador com militares – carreira da qual ele nunca fez parte. A equipe do parlamentar passou então a defender a necessidade de um movimento ao centro.
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“Não podemos nos calar e deixar o racismo silenciar um dos maiores talentos do nosso futebol. Vini, você tem todo o nosso apoio. O Brasil está do seu lado!”, escreveu Flávio após denúncia de racismo feita pelo jogador durante uma partida entre o seu clube, Real Madrid, e o português Benfica.
Cultura
Flávio também explorou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que teve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como tema. A oposição aponta propaganda eleitoral antecipada, o que é vedado por lei. Na segunda-feira (16), ele escreveu nas redes uma mensagem para as pessoas que “não são simpatizantes nem de Bolsonaro nem de Lula” e que “não se declaram nem de direita nem de esquerda” para criticar o desfile.
“Lula zomba do povo. O carnaval é cultura, merece respeito. O que não dá para aceitar é usar dinheiro público para atacar a fé de milhões de brasileiros enquanto políticos aplaudem de camarote”, publicou o senador, em referência à fantasia que retratou famílias conservadoras dentro de latas de conserva.
Na quarta (18), Flávio voltou ao tema, mas com um discurso de enaltecimento ao carnaval. “A gente está testemunhando o trabalho duro de milhares de pessoas: costureiras, artesãos, músicos, coreógrafos, ferreiros, pintores, carnavalescos, produtores culturais, comerciantes, profissionais do turismo, policiais. Carnaval não é só festa, é muito trabalho. É um exemplo de como o Brasil pode ser criativo e fazer muito, mesmo com pouco”, afirmou num vídeo.
Liberdade
Eduardo Bolsonaro entrou na estratégia. Na terça (17), compartilhou post de um apoiador gay segundo o qual “Flávio apoia a liberdade de todos”. Abaixo do texto, imagem gerada por inteligência artificial mostra o apoiador dando um beijo na bochecha de um Flávio sorridente, à frente de uma bandeira LGBT. “Vocês já ouviram alguma fala homofóbica de Flávio?”, diz a mensagem. O senador curtiu a publicação.
“O que ele tem feito e dito tem muito pouco de cálculo e mais de espontaneidade. Ele tem a essência da defesa dos valores que representam a direita, mas não é uma direita truculenta”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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