Esta sexta-feira, 20 de fevereiro, marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. (Foto: GAI Media)
Atuando no acolhimento especializado de quem enfrenta dificuldades relacionadas ao abuso de substâncias psicoativas, os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) de Porto Alegre acompanham atualmente mais de 4 mil indivíduos. As unidades são vinculadas à prefeitura por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
O serviço tem por base o sistema de “portas abertas”, ou seja, não há exigência de encaminhamento médico do paciente. Trata-se de um atendimento direto e especializado da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que também articula e coordena ações em parceria com postos desaúde, assistência social e outras políticas públicas.
Esta sexta-feira, 20 de fevereiro, marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. A efeméride serve como mote para reforçar a necessidade de atenção especial esse segmento populacional cujo drama muitas vezes atinge toda uma rede de familiares, amigos e colegas.
”Aqui em Porto Alegre, reforçamos que buscar apoio é um ato de cuidado e que a rede municipal está preparada para receber, orientar e acompanhar essas pessoas de forma contínua e humanizada”, salienta o titular da SMS, Fernando Ritter.
Ele acrescenta que o enfrentamento ao uso problemático de álcool e outras drogas passa necessariamente pela compreensão das vulnerabilidades sociais:
“Temos um cenário desafiador, com aumento da população em situação de rua e regiões com altos índices de vulnerabilidade. Por isso, a secretaria tem investido na ampliação dos Consultórios na Rua, na implantação de duas Unidades de Acolhimento e no fortalecimento da Atenção Primária, garantindo acesso e continuidade do cuidado”.
A coordenadora de Saúde Mental da SMS, Marta Fadrique, observa que o cuidado começa no momento em que surge a dúvida:
“Quando a pessoa começa a se perguntar se o seu consumo está se tornando um problema, esse já é um sinal importante. A principal orientação é buscar ajuda. O Caps AD está de portas abertas, mas esse cuidado também pode começar na unidade de saúde, com a família, no trabalho ou na escola”.
Trabalho amplo
Desde setembro de 2024, a Atenção Primária passou a contar também com equipes multidisciplinares, as Emulti, que hoje alcançam aproximadamente 45% de cobertura. Elas atuam tanto no acompanhamento de usuários quanto na prevenção de agravos em saúde mental e uso de substâncias psicoativas.
O atendimento nos Caps AD conta com com psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro, técnico de enfermagem, oficineiro e redutor de danos. Além das consultas individuais, são disponibilizados grupos de apoio, oficinas e outras atividades capazes de fortaler vínculos, promover autonomia e reinserção social. O acompanhamento também envolve a própria rede de apoio do usuário.
A redução de danos é uma diretriz central do cuidado. Marta Fadrique comenta: “A abordagem prioriza o acolhimento e o respeito à autonomia, com foco na diminuição de riscos, na proteção e melhoria da qualidade de vida. A abstinência pode fazer parte do projeto terapêutico, mas não é a única estratégia de trabalho”.
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Mais de 4 mil porto-alegrenses estão em tratamento na rede municipal de saúde por abuso de álcool e outras drogas
Esta sexta-feira, 20 de fevereiro, marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. (Foto: GAI Media)
Atuando no acolhimento especializado de quem enfrenta dificuldades relacionadas ao abuso de substâncias psicoativas, os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) de Porto Alegre acompanham atualmente mais de 4 mil indivíduos. As unidades são vinculadas à prefeitura por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
O serviço tem por base o sistema de “portas abertas”, ou seja, não há exigência de encaminhamento médico do paciente. Trata-se de um atendimento direto e especializado da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que também articula e coordena ações em parceria com postos desaúde, assistência social e outras políticas públicas.
Esta sexta-feira, 20 de fevereiro, marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. A efeméride serve como mote para reforçar a necessidade de atenção especial esse segmento populacional cujo drama muitas vezes atinge toda uma rede de familiares, amigos e colegas.
”Aqui em Porto Alegre, reforçamos que buscar apoio é um ato de cuidado e que a rede municipal está preparada para receber, orientar e acompanhar essas pessoas de forma contínua e humanizada”, salienta o titular da SMS, Fernando Ritter.
Ele acrescenta que o enfrentamento ao uso problemático de álcool e outras drogas passa necessariamente pela compreensão das vulnerabilidades sociais:
“Temos um cenário desafiador, com aumento da população em situação de rua e regiões com altos índices de vulnerabilidade. Por isso, a secretaria tem investido na ampliação dos Consultórios na Rua, na implantação de duas Unidades de Acolhimento e no fortalecimento da Atenção Primária, garantindo acesso e continuidade do cuidado”.
A coordenadora de Saúde Mental da SMS, Marta Fadrique, observa que o cuidado começa no momento em que surge a dúvida:
“Quando a pessoa começa a se perguntar se o seu consumo está se tornando um problema, esse já é um sinal importante. A principal orientação é buscar ajuda. O Caps AD está de portas abertas, mas esse cuidado também pode começar na unidade de saúde, com a família, no trabalho ou na escola”.
Trabalho amplo
Desde setembro de 2024, a Atenção Primária passou a contar também com equipes multidisciplinares, as Emulti, que hoje alcançam aproximadamente 45% de cobertura. Elas atuam tanto no acompanhamento de usuários quanto na prevenção de agravos em saúde mental e uso de substâncias psicoativas.
O atendimento nos Caps AD conta com com psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro, técnico de enfermagem, oficineiro e redutor de danos. Além das consultas individuais, são disponibilizados grupos de apoio, oficinas e outras atividades capazes de fortaler vínculos, promover autonomia e reinserção social. O acompanhamento também envolve a própria rede de apoio do usuário.
A redução de danos é uma diretriz central do cuidado. Marta Fadrique comenta: “A abordagem prioriza o acolhimento e o respeito à autonomia, com foco na diminuição de riscos, na proteção e melhoria da qualidade de vida. A abstinência pode fazer parte do projeto terapêutico, mas não é a única estratégia de trabalho”.
(Marcello Campos)
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