Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro.
Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil
Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro. (Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)
Conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e figura histórica do PT, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha afirma não ver razão para o partido ter comemorado a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL) como sucessor de Jair Bolsonaro na disputa presidencial. Na avaliação dele, ao contrário do que sustenta a maior parte dos petistas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria um adversário mais fácil de derrotar do que Flávio, principalmente porque a rejeição ao sobrenome “Bolsonaro” já está “precificada” e tende a mudar pouco na campanha.
“Nos períodos recentes, governador de São Paulo não ganha eleição no Brasil. O padrão cultural de gestão paulista não entra no Brasil. São Paulo perdeu com Doria, que não conseguiu ser candidato, com Serra, com Alckmin, com Covas, com Quércia, com Montoro. Em segundo lugar, a rejeição do Flávio, ou dos Bolsonaro, é uma rejeição já medida, precificada. Sabemos que qualquer coisa que a gente jogar no Flávio não vai pegar, porque a rejeição já está no limite, assim como a do Lula. O Tarcísio é um candidato novo, meio desconhecido no Brasil, um carioca que deu certo em São Paulo, não tem charme, não tem carisma. Quando ele começar a fazer campanha no Brasil e todo mundo começar a criticar, a rejeição dele pode passar a do Flávio. Essa história de que o Tarcísio seria mais difícil (de derrotar do que o Flávio) eu acho que é uma bobagem”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro. Apesar de o governo ostentar seus resultados econômicos, João Paulo acredita que a economia não estará no centro do debate eleitoral, e o grande desafio do PT será fazer uma campanha sem cometer muitos erros.
“Eu acho que nós perdemos um pouco do tempo. Isso que o pessoal da direção do PT e do governo está fazendo agora, ir atrás de MDB, PSD e de todos os partidos de centro, se a gente tivesse começado isso há um ano, um ano e pouco atrás, talvez estivéssemos em uma situação um pouco melhor”, prosseguiu.
A pedido de Lula, João Paulo retorna à disputa por uma vaga de deputado federal, anos depois de ter sua carreira política interrompida pelo escândalo do mensalão, que resultou em sua prisão. O ex-parlamentar traça um paralelo entre o episódio e o caso do Banco Master, sustentando que todo processo de investigação que tem como base o espetáculo não produz coisa boa para o País. “Tenho muito receio de virar um negócio de Deus nos acuda.”
“Eu não sei o que tem por trás da parede do Master ou da CPI do INSS e outros casos que estão rondando. O que eu tenho como ideia básica é a seguinte: todo processo de investigação que gera crise e que tem como base o espetáculo não produz coisa boa para o país. Eu tenho a impressão que, se você fizesse uma investigação profunda sobre o Master, mas dentro das quatro linhas, que evite a espetacularização, eu acho que o Brasil ganharia, a justiça ganharia, seria feito de fato um acerto de contas. Agora, vaza (informação), começa a ser muito politizado, ninguém sabe onde vai dar isso, ninguém sabe o que está por trás disso”, finalizou.
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Eleições 2026: Flávio Bolsonaro é mais difícil de derrotar que Tarcísio, diz João Paulo Cunha, conselheiro de Lula
Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro.
Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil
Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro. (Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)
Conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e figura histórica do PT, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha afirma não ver razão para o partido ter comemorado a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL) como sucessor de Jair Bolsonaro na disputa presidencial. Na avaliação dele, ao contrário do que sustenta a maior parte dos petistas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria um adversário mais fácil de derrotar do que Flávio, principalmente porque a rejeição ao sobrenome “Bolsonaro” já está “precificada” e tende a mudar pouco na campanha.
“Nos períodos recentes, governador de São Paulo não ganha eleição no Brasil. O padrão cultural de gestão paulista não entra no Brasil. São Paulo perdeu com Doria, que não conseguiu ser candidato, com Serra, com Alckmin, com Covas, com Quércia, com Montoro. Em segundo lugar, a rejeição do Flávio, ou dos Bolsonaro, é uma rejeição já medida, precificada. Sabemos que qualquer coisa que a gente jogar no Flávio não vai pegar, porque a rejeição já está no limite, assim como a do Lula. O Tarcísio é um candidato novo, meio desconhecido no Brasil, um carioca que deu certo em São Paulo, não tem charme, não tem carisma. Quando ele começar a fazer campanha no Brasil e todo mundo começar a criticar, a rejeição dele pode passar a do Flávio. Essa história de que o Tarcísio seria mais difícil (de derrotar do que o Flávio) eu acho que é uma bobagem”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro. Apesar de o governo ostentar seus resultados econômicos, João Paulo acredita que a economia não estará no centro do debate eleitoral, e o grande desafio do PT será fazer uma campanha sem cometer muitos erros.
“Eu acho que nós perdemos um pouco do tempo. Isso que o pessoal da direção do PT e do governo está fazendo agora, ir atrás de MDB, PSD e de todos os partidos de centro, se a gente tivesse começado isso há um ano, um ano e pouco atrás, talvez estivéssemos em uma situação um pouco melhor”, prosseguiu.
A pedido de Lula, João Paulo retorna à disputa por uma vaga de deputado federal, anos depois de ter sua carreira política interrompida pelo escândalo do mensalão, que resultou em sua prisão. O ex-parlamentar traça um paralelo entre o episódio e o caso do Banco Master, sustentando que todo processo de investigação que tem como base o espetáculo não produz coisa boa para o País. “Tenho muito receio de virar um negócio de Deus nos acuda.”
“Eu não sei o que tem por trás da parede do Master ou da CPI do INSS e outros casos que estão rondando. O que eu tenho como ideia básica é a seguinte: todo processo de investigação que gera crise e que tem como base o espetáculo não produz coisa boa para o país. Eu tenho a impressão que, se você fizesse uma investigação profunda sobre o Master, mas dentro das quatro linhas, que evite a espetacularização, eu acho que o Brasil ganharia, a justiça ganharia, seria feito de fato um acerto de contas. Agora, vaza (informação), começa a ser muito politizado, ninguém sabe onde vai dar isso, ninguém sabe o que está por trás disso”, finalizou.
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