Estratégia do dono do Banco Master dá certo: contratar serviços de autoridades e pessoas influentes nas mais diversas áreas e espectros políticos do País, arrastando para o seu redemoinho figuras poderosas em Brasília
Com bilhões de reais captados via CDBs por anos, Daniel Vorcaro (foto) teve recursos para conquistar influência sobre autoridades. (Foto: Reprodução)
O que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) revela é que o banqueiro foi bem-sucedido no plano. A principal Corte do País se perdeu ao lidar com o caso, primeiro pelas decisões tomadas por Dias Toffoli e agora pela nota corporativista divulgada pelos dez ministros elogiando Toffoli e querendo crer que a simples troca de relatoria irá abafar todas as suspeitas que recaem sobre o magistrado.
O que os números mostram é que o Master vinha aumentando exponencialmente as captações no mercado. Para se ter uma ideia, em 2021, os passivos do banco aumentaram em R$ 4,07 bilhões. Esse é o fluxo de “dinheiro novo” que entrou na instituição financeira. Em 2022, esse número saltou para R$ 9,16 bilhões, indo a R$ 14,94 bi em 2023, e disparando para R$ 43,46 bilhões em 2024.
Essa montanha bilionária de recursos, captada via CDBs de pessoas físicas, letras financeiras vendidas a fundos de pensão e carteiras de crédito podres vendidas ao BRB – tudo em uma espécie de pirâmide – deu a ele um poder financeiro gigantesco para contratar “serviços e participações” em empresas e consultorias que encheram as contas bancárias de empresários, políticos, advogados, investidores e ganharam a simpatia de uma meia dúzia de sites travestidos de jornalísticos.
A incredulidade do País com Toffoli não deve dar em nada porque, na outra ponta, há o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem cabe pautar processos de impeachment de ministros do STF. O senador também deve explicações sobre a atuação de um fundo de pensão do Amapá, o seu Estado, que investiu em letras financeiras do Master e perdeu milhões em recursos.
A Amprev era presidida por Jocildo Ramos, um aliado de Alcolumbre e indicado por ele ao cargo. Há ainda diversos deputados e senadores sem nenhum interesse em abrir a caixa-preta do Master em ano eleitoral.
Com bilhões e bilhões entrando no banco a cada ano, Vorcaro teve recursos para se cercar de todos os lados: com integrantes do STF, TCU, Senado, Câmara e do Executivo. A dúvida que recai sobre o País é se essas instituições terão força para cortar na própria carne e investigar a fundo se houve malfeitos, doa a quem doer.
O que o caso Toffoli no STF revela é que dificilmente esse cenário vai acontecer. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Luiz Fux havia dito no passado, que precisava examinar a delação premiada de Cid, justamente pela quantidade de depoimentos. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, afirmou nessa terça-feira (2), que o fato de o ex-ajudante de ordens ter realizado 11 depoimentos não significa que haja falha na delação premiada. Isso porque o …
O motivo seria a estratégia de Motta para “enterrar” o projeto que concede anistia a Bolsonaro e a condenados pelos 8 de Janeiro. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) Em almoço nessa terça-feira (16), em Brasília (DF), três dos principais nomes do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados criticaram duramente o presidente da Casa, Hugo …
Ele segue com “antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) O ex-presidente Jair Bolsonaro, nas últimas 24 horas, manteve-se estável clinicamente, sem febre e sem intercorrências, mas segue sem previsão de alta hospitalar. A informação consta no boletim médico divulgado neste domingo (22) pelo hospital DF Star, em Brasília, …
Paulinho da Força tenta convencer partido de Bolsonaro a apoiar proposta alternativa que não envolva o perdão. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) Relator do projeto de lei da redução de penas aos condenados pelos atos golpistas, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que a fala do presidente Donald Trump sobre ter uma “excelente química” …
Estratégia do dono do Banco Master dá certo: contratar serviços de autoridades e pessoas influentes nas mais diversas áreas e espectros políticos do País, arrastando para o seu redemoinho figuras poderosas em Brasília
Com bilhões de reais captados via CDBs por anos, Daniel Vorcaro (foto) teve recursos para conquistar influência sobre autoridades. (Foto: Reprodução)
O que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) revela é que o banqueiro foi bem-sucedido no plano. A principal Corte do País se perdeu ao lidar com o caso, primeiro pelas decisões tomadas por Dias Toffoli e agora pela nota corporativista divulgada pelos dez ministros elogiando Toffoli e querendo crer que a simples troca de relatoria irá abafar todas as suspeitas que recaem sobre o magistrado.
O que os números mostram é que o Master vinha aumentando exponencialmente as captações no mercado. Para se ter uma ideia, em 2021, os passivos do banco aumentaram em R$ 4,07 bilhões. Esse é o fluxo de “dinheiro novo” que entrou na instituição financeira. Em 2022, esse número saltou para R$ 9,16 bilhões, indo a R$ 14,94 bi em 2023, e disparando para R$ 43,46 bilhões em 2024.
Essa montanha bilionária de recursos, captada via CDBs de pessoas físicas, letras financeiras vendidas a fundos de pensão e carteiras de crédito podres vendidas ao BRB – tudo em uma espécie de pirâmide – deu a ele um poder financeiro gigantesco para contratar “serviços e participações” em empresas e consultorias que encheram as contas bancárias de empresários, políticos, advogados, investidores e ganharam a simpatia de uma meia dúzia de sites travestidos de jornalísticos.
A incredulidade do País com Toffoli não deve dar em nada porque, na outra ponta, há o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem cabe pautar processos de impeachment de ministros do STF. O senador também deve explicações sobre a atuação de um fundo de pensão do Amapá, o seu Estado, que investiu em letras financeiras do Master e perdeu milhões em recursos.
A Amprev era presidida por Jocildo Ramos, um aliado de Alcolumbre e indicado por ele ao cargo. Há ainda diversos deputados e senadores sem nenhum interesse em abrir a caixa-preta do Master em ano eleitoral.
Com bilhões e bilhões entrando no banco a cada ano, Vorcaro teve recursos para se cercar de todos os lados: com integrantes do STF, TCU, Senado, Câmara e do Executivo. A dúvida que recai sobre o País é se essas instituições terão força para cortar na própria carne e investigar a fundo se houve malfeitos, doa a quem doer.
O que o caso Toffoli no STF revela é que dificilmente esse cenário vai acontecer. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Related Posts
Defesa do tenente-coronel Cid, ex-assessor de Bolsonaro, diz a Luiz Fux que 11 depoimentos não refletem falhas na delação premiada
Luiz Fux havia dito no passado, que precisava examinar a delação premiada de Cid, justamente pela quantidade de depoimentos. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, afirmou nessa terça-feira (2), que o fato de o ex-ajudante de ordens ter realizado 11 depoimentos não significa que haja falha na delação premiada. Isso porque o …
Em almoço, lideranças do partido de Bolsonaro se dizem traídas pelo presidente da Câmara dos Deputados
O motivo seria a estratégia de Motta para “enterrar” o projeto que concede anistia a Bolsonaro e a condenados pelos 8 de Janeiro. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) Em almoço nessa terça-feira (16), em Brasília (DF), três dos principais nomes do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados criticaram duramente o presidente da Casa, Hugo …
Mesmo estável e sem febre, Bolsonaro segue sem previsão de alta hospitalar
Ele segue com “antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) O ex-presidente Jair Bolsonaro, nas últimas 24 horas, manteve-se estável clinicamente, sem febre e sem intercorrências, mas segue sem previsão de alta hospitalar. A informação consta no boletim médico divulgado neste domingo (22) pelo hospital DF Star, em Brasília, …
Relator diz que declaração de Trump deveria fazer o partido de Bolsonaro desistir do projeto de anistia e aceitar acordo para reduzir penas
Paulinho da Força tenta convencer partido de Bolsonaro a apoiar proposta alternativa que não envolva o perdão. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) Relator do projeto de lei da redução de penas aos condenados pelos atos golpistas, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que a fala do presidente Donald Trump sobre ter uma “excelente química” …