Segundo ele, o bloco europeu deve simplificar e aprofundar o mercado interno e deixar de lado o Mercosul do Lula.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo ele, o bloco europeu deve simplificar e aprofundar o mercado interno e deixar de lado o Mercosul do Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a União Europeia (UE) adote um mecanismo de endividamento conjunto, como a emissão de eurobônus, para viabilizar investimentos em larga escala e fortalecer o bloco frente à hegemonia do dólar norte-americano.
Em entrevistas concedidas a jornais franceses, Macron argumentou que a UE dispõe de margem fiscal para ampliar seus investimentos estratégicos.
“A UE está pouco endividada em comparação com os Estados Unidos e a China. Num momento de corrida por investimentos tecnológicos, não aproveitar essa capacidade de endividamento é um erro grave”, afirmou o presidente a veículos como o Le Monde.
Macron também reiterou que a Europa precisa proteger melhor suas indústrias e voltou a classificar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul como um “mau negócio”. Segundo ele, o bloco europeu deve simplificar e aprofundar o mercado interno, pois “os planos para tornar a Europa mais soberana não estão avançando com rapidez suficiente”.
O líder francês alertou ainda que a Europa não deve interpretar uma eventual trégua nas tensões com Washington como uma mudança estrutural nas relações. Apesar da redução recente de atritos envolvendo temas como Groenlândia, comércio e tecnologia, Macron afirmou que o cenário exige cautela.
“Quando há um ato claro de agressão, o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo. Tentamos essa estratégia por meses e ela não está funcionando”, declarou. Ele acrescentou que o governo do ex-presidente Donald Trump adotava uma postura “abertamente antieuropeia” e buscava o “desmembramento” da UE.
Macron também avaliou que os Estados Unidos podem retaliar países do bloco, como França e Espanha, caso avancem com propostas para restringir o acesso de crianças às redes sociais.
As declarações antecedem a reunião dos chefes de Estado e de governo da UE, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, que terá como foco a competitividade do bloco.
O presidente francês comentou ainda o projeto do Sistema Aéreo de Combate do Futuro (SCAF, na sigla em francês), desenvolvido por França, Alemanha e Espanha para substituir os caças Rafale e Eurofighter. Macron classificou a iniciativa como “um bom projeto” e afirmou que “as coisas precisam avançar”, apesar das divergências entre as indústrias envolvidas.
“É um bom projeto e não tive nenhuma manifestação alemã dizendo o contrário. Quando industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa, mas não cabe a nós endossá-las”, afirmou a veículos como Le Monde e The Economist, acrescentando que voltará a tratar do tema com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Questionado se o programa estaria encerrado, Macron respondeu de forma direta: “Não”. Segundo ele, a expectativa é que o projeto avance, apesar das dificuldades nas negociações entre os países parceiros.
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Presidente da França diz que acordo com Mercosul é “mau negócio” e que é hora de a União Europeia desafiar o dólar americano com empréstimos conjuntos
Segundo ele, o bloco europeu deve simplificar e aprofundar o mercado interno e deixar de lado o Mercosul do Lula.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo ele, o bloco europeu deve simplificar e aprofundar o mercado interno e deixar de lado o Mercosul do Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu que a União Europeia (UE) adote um mecanismo de endividamento conjunto, como a emissão de eurobônus, para viabilizar investimentos em larga escala e fortalecer o bloco frente à hegemonia do dólar norte-americano.
Em entrevistas concedidas a jornais franceses, Macron argumentou que a UE dispõe de margem fiscal para ampliar seus investimentos estratégicos.
“A UE está pouco endividada em comparação com os Estados Unidos e a China. Num momento de corrida por investimentos tecnológicos, não aproveitar essa capacidade de endividamento é um erro grave”, afirmou o presidente a veículos como o Le Monde.
Macron também reiterou que a Europa precisa proteger melhor suas indústrias e voltou a classificar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul como um “mau negócio”. Segundo ele, o bloco europeu deve simplificar e aprofundar o mercado interno, pois “os planos para tornar a Europa mais soberana não estão avançando com rapidez suficiente”.
O líder francês alertou ainda que a Europa não deve interpretar uma eventual trégua nas tensões com Washington como uma mudança estrutural nas relações. Apesar da redução recente de atritos envolvendo temas como Groenlândia, comércio e tecnologia, Macron afirmou que o cenário exige cautela.
“Quando há um ato claro de agressão, o que devemos fazer não é nos curvar ou tentar chegar a um acordo. Tentamos essa estratégia por meses e ela não está funcionando”, declarou. Ele acrescentou que o governo do ex-presidente Donald Trump adotava uma postura “abertamente antieuropeia” e buscava o “desmembramento” da UE.
Macron também avaliou que os Estados Unidos podem retaliar países do bloco, como França e Espanha, caso avancem com propostas para restringir o acesso de crianças às redes sociais.
As declarações antecedem a reunião dos chefes de Estado e de governo da UE, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, que terá como foco a competitividade do bloco.
O presidente francês comentou ainda o projeto do Sistema Aéreo de Combate do Futuro (SCAF, na sigla em francês), desenvolvido por França, Alemanha e Espanha para substituir os caças Rafale e Eurofighter. Macron classificou a iniciativa como “um bom projeto” e afirmou que “as coisas precisam avançar”, apesar das divergências entre as indústrias envolvidas.
“É um bom projeto e não tive nenhuma manifestação alemã dizendo o contrário. Quando industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa, mas não cabe a nós endossá-las”, afirmou a veículos como Le Monde e The Economist, acrescentando que voltará a tratar do tema com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Questionado se o programa estaria encerrado, Macron respondeu de forma direta: “Não”. Segundo ele, a expectativa é que o projeto avance, apesar das dificuldades nas negociações entre os países parceiros.
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