89% dos brasileiros temem clonagem de voz. (Foto: Reprodução)
A inteligência artificial gera hype, mas também provoca medo. Entre os brasileiros, 89% já manifestam o temor de que sua voz seja clonada por IA em golpes virtuais, revela pesquisa da Mastercard. Além disso, 81% dos brasileiros acreditam que deepfakes — os vídeos falsos criados por IA — podem ameaçar a segurança nacional já no próximo ano.
Os dados sobre o Brasil são parte de um estudo global de cibersegurança encomendado pela bandeira de cartão Mastercard e conduzido pela The Harris Poll entre 8 e 25 de setembro. A pesquisa ouviu 13.077 consumidores em 15 mercados, sendo 1.006 entrevistados no Brasil.
O levantamento detectou que 59% dos consumidores brasileiros dizem que sentiriam vergonha se fossem vítimas de golpe virtual. Quase três quartos (74%) deixariam de comprar em pequenos negócios se fossem vítimas de fraude, passando a comprar apenas em grandes varejistas ou marcas conhecidas. Sessenta e três por cento deixariam de comprar com o varejista onde a fraude ocorreu.
Mais conectada, a geração Z é também a mais vulnerável. Jovens com idades entre 18 e 27 anos são os que mais interagiram com tentativas de golpe no último ano (29%), mas também são os que menos adotam práticas básicas de segurança (50%).
Casos reais
Criminosos têm usado softwares capazes de recriar a voz e a aparência de pessoas para aplicar golpes. Essas ferramentas permitem sincronizar expressões faciais, movimentos labiais e tons de voz, produzindo falsificações muito parecidas com vídeos e áudios reais.
No Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança Pública emitiu um alerta sobre o chamado “golpe do roubo da voz”. Nessa modalidade, os criminosos se passam por representantes da secretaria ou de delegacias de polícia e entram em contato com as vítimas, supostamente para tratar de “uma ocorrência”.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve uma alta de 17 % nos casos de estelionato por meio eletrônico. O advogado criminalista Leonardo Mendonça, especialista em Direito Penal Econômico e Crimes Cibernéticos, explica por quê o crime é de difícil repressão.
“Porque envolve prova subjetiva e reconstrução de contexto de engano. Quando adicionamos a inteligência artificial ou adequação, a situação ainda se agrava. A vítima pode ser enganada até por quem acredita estar vendo ou ouvindo. É uma forma de fraude que desafia os próprios sentidos humanos”.
De acordo com o estudo, não há benefícios perceptíveis oferecidos pelos modelos de ultra-definição. (Foto: Reprodução) Fabricantes de TVs com telas 4K e 8K afirmam que elas oferecem uma melhor experiência de visualização do que as opções de menor resolução, como os painéis 2K ou Full HD. No entanto, pesquisadores britânicos sugerem que essa diferença …
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A mais nova fobia brasileira: ter a voz clonada pela inteligência artificial em golpe virtual
89% dos brasileiros temem clonagem de voz. (Foto: Reprodução)
A inteligência artificial gera hype, mas também provoca medo. Entre os brasileiros, 89% já manifestam o temor de que sua voz seja clonada por IA em golpes virtuais, revela pesquisa da Mastercard. Além disso, 81% dos brasileiros acreditam que deepfakes — os vídeos falsos criados por IA — podem ameaçar a segurança nacional já no próximo ano.
Os dados sobre o Brasil são parte de um estudo global de cibersegurança encomendado pela bandeira de cartão Mastercard e conduzido pela The Harris Poll entre 8 e 25 de setembro. A pesquisa ouviu 13.077 consumidores em 15 mercados, sendo 1.006 entrevistados no Brasil.
O levantamento detectou que 59% dos consumidores brasileiros dizem que sentiriam vergonha se fossem vítimas de golpe virtual. Quase três quartos (74%) deixariam de comprar em pequenos negócios se fossem vítimas de fraude, passando a comprar apenas em grandes varejistas ou marcas conhecidas. Sessenta e três por cento deixariam de comprar com o varejista onde a fraude ocorreu.
Mais conectada, a geração Z é também a mais vulnerável. Jovens com idades entre 18 e 27 anos são os que mais interagiram com tentativas de golpe no último ano (29%), mas também são os que menos adotam práticas básicas de segurança (50%).
Casos reais
Criminosos têm usado softwares capazes de recriar a voz e a aparência de pessoas para aplicar golpes. Essas ferramentas permitem sincronizar expressões faciais, movimentos labiais e tons de voz, produzindo falsificações muito parecidas com vídeos e áudios reais.
No Rio de Janeiro, a Secretaria de Segurança Pública emitiu um alerta sobre o chamado “golpe do roubo da voz”. Nessa modalidade, os criminosos se passam por representantes da secretaria ou de delegacias de polícia e entram em contato com as vítimas, supostamente para tratar de “uma ocorrência”.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve uma alta de 17 % nos casos de estelionato por meio eletrônico. O advogado criminalista Leonardo Mendonça, especialista em Direito Penal Econômico e Crimes Cibernéticos, explica por quê o crime é de difícil repressão.
“Porque envolve prova subjetiva e reconstrução de contexto de engano. Quando adicionamos a inteligência artificial ou adequação, a situação ainda se agrava. A vítima pode ser enganada até por quem acredita estar vendo ou ouvindo. É uma forma de fraude que desafia os próprios sentidos humanos”.
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