Procurada, a Receita Federal não respondeu aos questionamentos.(Foto: Agência Brasil)
A proibição das filmagens da série “Aeroporto-Área Restrita” pela Polícia Federal abriu uma crise entre servidores da Receita Federal e o comando da instituição.
Auditores fiscais acusam a Receita, que está sob o comando de Robinson Barreirinhas, de agir com “omissão” e dar uma “resposta tímida” à Polícia Federal, que proibiu, na sexta-feira, 30, a entrada das equipes de filmagem da série no aeroporto do Galeão, no Rio. Segundo eles, a falta de uma resposta política mais enérgica “apequena” a instituição.
“A omissão ou a resposta tímida diante de atos ilegais contribui para o apequenamento da Receita Federal e abre um precedente perigoso: o de que suas prerrogativas constitucionais podem ser relativizadas sem consequência”.
Procurada, a Receita Federal não respondeu aos questionamentos.
A série mostra os bastidores de operações da Receita Federal e outros órgãos em alguns dos maiores aeroportos do País. A série está na sétima temporada e já começaram as gravações da oitava temporada.
Auditores cobram cúpula da Receita
Os funcionários da Receita vão divulgar nesta terça-feira uma nota, obtida pela Coluna, na qual dizem ser insuficiente a resposta da cúpula do órgão à PF. O texto é assinado pelo presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral.
“Causa perplexidade que, diante de ofícios intimidatórios, ameaça explícita de uso de força e tentativas de constrangimento institucional, a reação institucional tenha se limitado a manifestações internas ou notas de caráter excessivamente protocolar”.
Proibição de gravação de série em aeroporto revela disputa de competências entre PF e Receita Federal
Documento obtido pela Coluna mostra que a Receita Federal tinha aprovado, em 16 de janeiro, a entrada de equipes de filmagem em áreas restritas dos aeroportos, reforçando ser da instituição a competência para deliberar sobre o tema. O texto é assinado conjuntamente pelos titulares da Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana) e pela Coordenação-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho (Corep).
“A Receita Federal é competente para disciplinar a entrada, a permanência e a saída de pessoas, veículos e unidades de carga e mercadorias nos locais alfandegados, sem que isso implique em prejuízo da atuação de outros órgãos que atuam nos referidos locais”, diz o documento.
Na semana passada, entretanto, a PF impediu a gravação. Em ofício enviado à chefe alfandegária do Galeão, Patrícia Miranda Menezes Bichara Moreira, o delegado José Paulo Martins Duval afirma que equipes de filmagem não poderão se credenciar e nem entrar em áreas de segurança do aeroporto do Rio, justamente onde a série é gravada.
Segundo Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal(Unafisco), o clima já estava tenso há algum tempo entre policiais federais e auditores da Receita porque a série passou a focar, ao longo dos anos, mais nos casos envolvendo o órgão do que nas histórias da PF.
Ele diz estar havendo uma “ciumeira institucional” e que a ordem de proibir as gravações teria vindo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Procurado, Rodrigues disse que “o ofício é autoexplicativo”.
Procurada nesta terça-feira, a Polícia Federal afirmou que segue valendo a nota publicada no último sábado, na qual disse que a vedação da entrada das equipes de filmagem ‘decorre do estrito cumprimento de normas constitucionais, legais e regulamentares que regem a segurança da aviação civil no Brasil’. O texto também aponta que “não há qualquer disputa institucional no episódio”. Confira mais abaixo a íntegra da nota.
O que é ‘Aeroporto – Área Restrita’, série que teve filmagens proibidas pela Polícia Federal
No fluxo de passageiros que entram e saem do País, os profissionais se veem frente a esquemas de tráfico internacional de drogas e medicamentos, transporte de substâncias ilícitas, imigração ilegal, crimes ambientais, entre outros. “Aeroporto – Área Restrita” tem sete temporadas com 12 episódios cada e já prepara a gravação da oitava temporada. A mais recente estreou em outubro de 2025. (Coluna de opinião do portal Estadão, por Roseann Kennedy).
“Recente votação na Câmara e outras medidas foram passos visíveis, mas não os únicos” que resultaram na retirada do ministro da lista de sancionados. (Foto: Victor Piemonte/STF) De acordo com o advogado, a “recente votação na Câmara e outras medidas foram passos visíveis, mas não os únicos”. “O que vem a seguir dependerá de saber …
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Duas dessas medidas perdem validade no dia 9 de fevereiro e uma terceira “caduca” no dia 24 de fevereiro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) A Câmara dos Deputados inicia em 2 de fevereiro os trabalhos legislativos do ano com cinco medidas provisórias próximas do vencimento. As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso …
Fux integra atualmente a 1ª Turma, grupo responsável por julgar os réus da trama golpista. Foto: Victor Piemonte/STF Fux integra atualmente a 1ª Turma, grupo responsável por julgar os réus da trama golpista. (Foto: Victor Piemonte/STF) Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux pediu para ser transferido da 1ª Turma para a 2ª Turma …
Proibição de gravação abre crise entre auditores fiscais e Receita Federal
Procurada, a Receita Federal não respondeu aos questionamentos.(Foto: Agência Brasil)
A proibição das filmagens da série “Aeroporto-Área Restrita” pela Polícia Federal abriu uma crise entre servidores da Receita Federal e o comando da instituição.
Auditores fiscais acusam a Receita, que está sob o comando de Robinson Barreirinhas, de agir com “omissão” e dar uma “resposta tímida” à Polícia Federal, que proibiu, na sexta-feira, 30, a entrada das equipes de filmagem da série no aeroporto do Galeão, no Rio. Segundo eles, a falta de uma resposta política mais enérgica “apequena” a instituição.
“A omissão ou a resposta tímida diante de atos ilegais contribui para o apequenamento da Receita Federal e abre um precedente perigoso: o de que suas prerrogativas constitucionais podem ser relativizadas sem consequência”.
Procurada, a Receita Federal não respondeu aos questionamentos.
A série mostra os bastidores de operações da Receita Federal e outros órgãos em alguns dos maiores aeroportos do País. A série está na sétima temporada e já começaram as gravações da oitava temporada.
Auditores cobram cúpula da Receita
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Segundo Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal(Unafisco), o clima já estava tenso há algum tempo entre policiais federais e auditores da Receita porque a série passou a focar, ao longo dos anos, mais nos casos envolvendo o órgão do que nas histórias da PF.
Ele diz estar havendo uma “ciumeira institucional” e que a ordem de proibir as gravações teria vindo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Procurado, Rodrigues disse que “o ofício é autoexplicativo”.
Procurada nesta terça-feira, a Polícia Federal afirmou que segue valendo a nota publicada no último sábado, na qual disse que a vedação da entrada das equipes de filmagem ‘decorre do estrito cumprimento de normas constitucionais, legais e regulamentares que regem a segurança da aviação civil no Brasil’. O texto também aponta que “não há qualquer disputa institucional no episódio”. Confira mais abaixo a íntegra da nota.
O que é ‘Aeroporto – Área Restrita’, série que teve filmagens proibidas pela Polícia Federal
No fluxo de passageiros que entram e saem do País, os profissionais se veem frente a esquemas de tráfico internacional de drogas e medicamentos, transporte de substâncias ilícitas, imigração ilegal, crimes ambientais, entre outros. “Aeroporto – Área Restrita” tem sete temporadas com 12 episódios cada e já prepara a gravação da oitava temporada. A mais recente estreou em outubro de 2025. (Coluna de opinião do portal Estadão, por Roseann Kennedy).
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