Irma Passoni militou contra a ditadura e exerceu três mandatos de deputada federal. (Foto: Reprodução)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, protagonizou um episódio considerado um ato falho durante entrevista concedida nessa quinta-feira (5) ao portal UOL. Ao abordar o tema da polarização política no Brasil, o chefe do Executivo acabou confundindo a ex-presidente Dilma Rousseff com a ex-deputada federal Irma Passoni, histórica militante do Partido dos Trabalhadores (PT) que teve trajetória ligada à Igreja Católica antes de ingressar na vida política institucional.
Durante a conversa, Lula afirmou: “A radicalização nas eleições começou na disputa do Aécio Neves contra a Irma Passoni”. A declaração chamou atenção porque a referência correta, no contexto mencionado, seria à eleição presidencial de 2014, disputada entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, e não à ex-parlamentar petista. A fala repercutiu por evidenciar a troca de nomes envolvendo duas figuras femininas relevantes da história política recente do País.
Irma Passoni teve uma trajetória marcada pela atuação social e política desde a juventude. Ligada às Comunidades Eclesiais de Base, movimento de inspiração cristã que ganhou força durante a ditadura militar, ela deixou a vida religiosa para se dedicar à militância em movimentos sociais, especialmente aqueles voltados ao combate ao aumento do custo de vida e à defesa de direitos sociais. Sua atuação ocorreu em um contexto de restrições às liberdades políticas e civis no Brasil.
Em 1978, Irma Passoni foi eleita deputada estadual em São Paulo pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda que reunia a oposição permitida ao regime militar. Com o processo de redemocratização, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e, posteriormente, exerceu três mandatos como deputada federal pelo PT, entre os anos de 1983 e 1995. No Congresso Nacional, destacou-se por pautas ligadas aos direitos sociais, à participação popular e à ampliação da cidadania.
No ano de 2001, Irma participou da criação do Instituto de Tecnologia Social (ITS), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) voltada à promoção da inclusão digital de trabalhadores e jovens, buscando ampliar o acesso às tecnologias da informação. Em 2018, recebeu, em conjunto com as demais deputadas que integraram a Bancada Feminina da Assembleia Nacional Constituinte de 1987, o Diploma Bertha Lutz, honraria concedida pelo Senado Federal a mulheres que se destacaram na política brasileira.
Irma Passoni afastou-se das atividades do ITS-Brasil em 2020, durante a pandemia de covid-19. Em 2023, foi agraciada com a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados, em reconhecimento aos serviços prestados ao Congresso Nacional ao longo de seus três mandatos parlamentares. (Com informações do colunista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo)
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Em ato falho, Lula confunde Dilma com ex-freira do PT
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Em 1978, Irma Passoni foi eleita deputada estadual em São Paulo pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda que reunia a oposição permitida ao regime militar. Com o processo de redemocratização, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e, posteriormente, exerceu três mandatos como deputada federal pelo PT, entre os anos de 1983 e 1995. No Congresso Nacional, destacou-se por pautas ligadas aos direitos sociais, à participação popular e à ampliação da cidadania.
No ano de 2001, Irma participou da criação do Instituto de Tecnologia Social (ITS), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) voltada à promoção da inclusão digital de trabalhadores e jovens, buscando ampliar o acesso às tecnologias da informação. Em 2018, recebeu, em conjunto com as demais deputadas que integraram a Bancada Feminina da Assembleia Nacional Constituinte de 1987, o Diploma Bertha Lutz, honraria concedida pelo Senado Federal a mulheres que se destacaram na política brasileira.
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