O presidente elogiou Hugo Motta, de quem se reaproximou no fim do ano.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente elogiou Hugo Motta, de quem se reaproximou no fim do ano. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Lula (PT) realizou na noite dessa quarta-feira (4) um jantar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da base governista e do centrão. O petista fez afagos ao chefe da Casa, amenizou atritos pelo lançamento de candidaturas presidenciais por partidos aliados e se emocionou ao intercalar seu discurso com músicas como “Disparada”, conhecida na voz de Jair Rodrigues, e “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré.
Lula agradeceu aos deputados pela aprovação de projetos importantes para o governo, como a reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda, e não se alongou sobre propostas que ainda serão votadas, apenas citando o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho via aplicativo. Nesse contexto, o presidente marcou para semana que vem uma reunião com Motta e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) para debater o assunto. Disse que mesmo parlamentares que votaram contra pautas de interesse do Planalto podem ter colaborado dando quórum.
O presidente também elogiou Hugo Motta, de quem se reaproximou no fim do ano. O petista afirmou que o deputado enfrentou um “ano muito difícil”, com muitas pautas delicadas. Destacou que o presidente da Câmara é jovem e que, por vezes, indagava se o parlamentar estaria bem diante de um cenário hostil. Por fim, Lula destacou a paciência do congressista e disse que Motta poderia contar com ele, pois “os amigos se mostram nas horas difíceis”.
De acordo com um dos presentes, o chefe do Legislativo foi aplaudido quando falou do pacto contra o feminicídio, lançado nesta quarta pelos três Poderes, e também disse que há momentos de divergência e convergência com o governo. Lula ainda abordou as eleições. Afirmou que está animado para a disputa e que tem “certeza” de que chegará ao quarto mandato.
O petista disse que “a eleição não está ganha”, mas que vai trabalhar para isso. Para tal, disse querer contar com o apoio do máximo de partidos que tenham o mínimo de parâmetros democráticos, mas afirmou entender que campanhas eleitorais geram discordâncias. O chefe do governo também disse que compararia seu governo com as gestões de seus adversários, inclusive nos Estados –e citou os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
O presidente se dirigiu aos partidos do centrão e minimizou que siglas com ministérios lancem nomes próprios na corrida pelo Planalto. Lula disse que entende o fato de essas siglas articularem candidaturas, destacando que deseja manter uma boa relação com a base. Foi um recado indireto ao PSD, que tem três pré-candidatos à Presidência enquanto mantém três ministérios na Esplanada.
Lula busca alianças nos Estados com políticos de partidos que, nacional e oficialmente, não deverão apoiá-lo –como União Brasil, PP, PSD e MDB. Deputados de regiões onde o presidente tem maior popularidade, como nos Estados do Nordeste, têm interesse em associar seus grupos políticos aos dele. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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Durante jantar, Lula afaga o presidente da Câmara dos Deputados, agradece por aprovações e minimiza atritos com o Centrão sobre as eleições
O presidente elogiou Hugo Motta, de quem se reaproximou no fim do ano.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente elogiou Hugo Motta, de quem se reaproximou no fim do ano. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Lula (PT) realizou na noite dessa quarta-feira (4) um jantar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da base governista e do centrão. O petista fez afagos ao chefe da Casa, amenizou atritos pelo lançamento de candidaturas presidenciais por partidos aliados e se emocionou ao intercalar seu discurso com músicas como “Disparada”, conhecida na voz de Jair Rodrigues, e “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré.
Lula agradeceu aos deputados pela aprovação de projetos importantes para o governo, como a reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda, e não se alongou sobre propostas que ainda serão votadas, apenas citando o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho via aplicativo. Nesse contexto, o presidente marcou para semana que vem uma reunião com Motta e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) para debater o assunto. Disse que mesmo parlamentares que votaram contra pautas de interesse do Planalto podem ter colaborado dando quórum.
O presidente também elogiou Hugo Motta, de quem se reaproximou no fim do ano. O petista afirmou que o deputado enfrentou um “ano muito difícil”, com muitas pautas delicadas. Destacou que o presidente da Câmara é jovem e que, por vezes, indagava se o parlamentar estaria bem diante de um cenário hostil. Por fim, Lula destacou a paciência do congressista e disse que Motta poderia contar com ele, pois “os amigos se mostram nas horas difíceis”.
De acordo com um dos presentes, o chefe do Legislativo foi aplaudido quando falou do pacto contra o feminicídio, lançado nesta quarta pelos três Poderes, e também disse que há momentos de divergência e convergência com o governo. Lula ainda abordou as eleições. Afirmou que está animado para a disputa e que tem “certeza” de que chegará ao quarto mandato.
O petista disse que “a eleição não está ganha”, mas que vai trabalhar para isso. Para tal, disse querer contar com o apoio do máximo de partidos que tenham o mínimo de parâmetros democráticos, mas afirmou entender que campanhas eleitorais geram discordâncias. O chefe do governo também disse que compararia seu governo com as gestões de seus adversários, inclusive nos Estados –e citou os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
O presidente se dirigiu aos partidos do centrão e minimizou que siglas com ministérios lancem nomes próprios na corrida pelo Planalto. Lula disse que entende o fato de essas siglas articularem candidaturas, destacando que deseja manter uma boa relação com a base. Foi um recado indireto ao PSD, que tem três pré-candidatos à Presidência enquanto mantém três ministérios na Esplanada.
Lula busca alianças nos Estados com políticos de partidos que, nacional e oficialmente, não deverão apoiá-lo –como União Brasil, PP, PSD e MDB. Deputados de regiões onde o presidente tem maior popularidade, como nos Estados do Nordeste, têm interesse em associar seus grupos políticos aos dele. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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