A manifestação pelo cão Orelha reuniu na Redenção mais de 500 pessoas
Foto: Renata Zanardi
A manifestação pelo cão Orelha reuniu na Redenção mais de 500 pessoas. (Foto: Renata Zanardi)
A morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, provocou uma onda de indignação que ultrapassou fronteiras e chegou com força a Porto Alegre. Neste domingo, o Parque da Redenção foi palco de uma manifestação que reuniu centenas de pessoas em defesa da causa animal. Com faixas, camisetas, cartazes e a presença de protetores independentes, ONGs e cidadãos acompanhados de seus cães, o ato se somou às mobilizações realizadas em diversas cidades brasileiras.
Segundo estimativas de entidades de proteção, cerca de 500 pessoas participaram da caminhada, que começou em frente aos Arcos da Redenção e percorreu o parque em clima pacífico e de união. A cada passo, novos apoiadores se juntavam ao grupo, ampliando a força simbólica do protesto.
Voz da sociedade civil
A coordenadora do Abrigo do Gasômetro, Renata Zanardi, destacou o caráter pacífico e mobilizador do evento: “Foi um evento muito bacana, muito tranquilo, muito pacífico. Nos encontramos todos ali na frente dos arcos. O pessoal levou cachorro, camisetas, várias entidades estiveram presentes. Estava todo mundo pela mesma causa. À medida que a gente ia caminhando, as pessoas iam aderindo também. Quando chegamos de volta aos arcos, o pessoal começou a bater palma. Se pediu justiça pelo Orelha, se pediu maioridade penal, se pediu muito pelos animais, que era o principal. Estávamos ali por eles.”
Renata reforçou que Porto Alegre não poderia ficar de fora da mobilização nacional: “Hoje, em todo o Brasil, está tendo manifestação. E a da Redenção aqui foi excelente. Não houve confusão, não houve nada além de união e o objetivo claro: pedir justiça pelo Orelha e por tantos outros animais que sofrem diariamente.”
Repercussão social
O caso Orelha gerou comoção nacional e reacendeu debates sobre temas sensíveis. Entre os pedidos feitos durante a manifestação estavam a federalização da investigação, a redução da maioridade penal e o endurecimento das penas para crimes de crueldade contra animais. Nas redes sociais, milhares de mensagens reforçaram o clamor por justiça, com hashtags que se tornaram tendência e mobilizaram cidadãos de diferentes estados.
Especialistas em direito animal apontam que o episódio extrapola o conceito de maus-tratos, já considerado gravíssimo, e deve ser enquadrado como crime de crueldade, dada a intensidade e o dolo evidente. Para muitos manifestantes, o caso é emblemático e pode se tornar um marco na luta por legislação mais rigorosa.
Mobilização nacional
A manifestação em Porto Alegre integrou um movimento nacional que tomou praças e parques em várias capitais. Em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, atos semelhantes reuniram milhares de pessoas. A causa animal, frequentemente invisibilizada, ganhou protagonismo diante da comoção social. Orelha tornou-se símbolo de luta e resistência, representando milhares de animais que vivem em ruas e praças brasileiras.
Um marco para a causa animal
O ato na Redenção mostrou que a sociedade porto-alegrense está disposta a transformar indignação em ação. A energia das palmas, os gritos por justiça e a união de entidades e cidadãos revelaram que o caso Orelha não será esquecido. Como sintetizou Renata Zanardi: “Não é só pelo Orelha. São muitos. Isso é interminável. E a gente está brigando por isso. Porto Alegre mostrou que está junto nessa luta.” (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
https://www.osul.com.br/2102658-2/ Porto Alegre se mobiliza por justiça ao cão Orelha: manifestação na Redenção reúne centenas de pessoas 2026-02-01
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Porto Alegre se mobiliza por justiça ao cão Orelha: manifestação na Redenção reúne centenas de pessoas
A manifestação pelo cão Orelha reuniu na Redenção mais de 500 pessoas
Foto: Renata Zanardi
A manifestação pelo cão Orelha reuniu na Redenção mais de 500 pessoas. (Foto: Renata Zanardi)
A morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, provocou uma onda de indignação que ultrapassou fronteiras e chegou com força a Porto Alegre. Neste domingo, o Parque da Redenção foi palco de uma manifestação que reuniu centenas de pessoas em defesa da causa animal. Com faixas, camisetas, cartazes e a presença de protetores independentes, ONGs e cidadãos acompanhados de seus cães, o ato se somou às mobilizações realizadas em diversas cidades brasileiras.
Segundo estimativas de entidades de proteção, cerca de 500 pessoas participaram da caminhada, que começou em frente aos Arcos da Redenção e percorreu o parque em clima pacífico e de união. A cada passo, novos apoiadores se juntavam ao grupo, ampliando a força simbólica do protesto.
Voz da sociedade civil
A coordenadora do Abrigo do Gasômetro, Renata Zanardi, destacou o caráter pacífico e mobilizador do evento: “Foi um evento muito bacana, muito tranquilo, muito pacífico. Nos encontramos todos ali na frente dos arcos. O pessoal levou cachorro, camisetas, várias entidades estiveram presentes. Estava todo mundo pela mesma causa. À medida que a gente ia caminhando, as pessoas iam aderindo também. Quando chegamos de volta aos arcos, o pessoal começou a bater palma. Se pediu justiça pelo Orelha, se pediu maioridade penal, se pediu muito pelos animais, que era o principal. Estávamos ali por eles.”
Renata reforçou que Porto Alegre não poderia ficar de fora da mobilização nacional: “Hoje, em todo o Brasil, está tendo manifestação. E a da Redenção aqui foi excelente. Não houve confusão, não houve nada além de união e o objetivo claro: pedir justiça pelo Orelha e por tantos outros animais que sofrem diariamente.”
Repercussão social
O caso Orelha gerou comoção nacional e reacendeu debates sobre temas sensíveis. Entre os pedidos feitos durante a manifestação estavam a federalização da investigação, a redução da maioridade penal e o endurecimento das penas para crimes de crueldade contra animais. Nas redes sociais, milhares de mensagens reforçaram o clamor por justiça, com hashtags que se tornaram tendência e mobilizaram cidadãos de diferentes estados.
Especialistas em direito animal apontam que o episódio extrapola o conceito de maus-tratos, já considerado gravíssimo, e deve ser enquadrado como crime de crueldade, dada a intensidade e o dolo evidente. Para muitos manifestantes, o caso é emblemático e pode se tornar um marco na luta por legislação mais rigorosa.
Mobilização nacional
A manifestação em Porto Alegre integrou um movimento nacional que tomou praças e parques em várias capitais. Em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, atos semelhantes reuniram milhares de pessoas. A causa animal, frequentemente invisibilizada, ganhou protagonismo diante da comoção social. Orelha tornou-se símbolo de luta e resistência, representando milhares de animais que vivem em ruas e praças brasileiras.
Um marco para a causa animal
O ato na Redenção mostrou que a sociedade porto-alegrense está disposta a transformar indignação em ação. A energia das palmas, os gritos por justiça e a união de entidades e cidadãos revelaram que o caso Orelha não será esquecido. Como sintetizou Renata Zanardi: “Não é só pelo Orelha. São muitos. Isso é interminável. E a gente está brigando por isso. Porto Alegre mostrou que está junto nessa luta.” (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
https://www.osul.com.br/2102658-2/
Porto Alegre se mobiliza por justiça ao cão Orelha: manifestação na Redenção reúne centenas de pessoas
2026-02-01
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