Dois recuos que reforçam a ideia de que Toffoli toma decisões incomuns em tudo o que se relaciona ao Caso Master, mas não resiste a pressões para mantê-las. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)
Um movimento que incluiu a patacoada empreendida pelo TCU sobre o BC nas últimas semanas, com ameaças de suspensão da liquidação do Master, entre outras ameaças; e a esdrúxula acareação entre um diretor do BC e dois acusados, antes da tomada de depoimento dos três pela PF.
No meio da tarde desta quarta-feira, Toffoli reviu sua decisão inicial. Determinou que o material apreendido fosse encaminhado à PGR. Repetiu o que já fizera em relação à acareação, reconsiderado a inusitada deliberação — ainda assim, não mandou o material recolhido à PF, como seria o usual.
Dois recuos que reforçam a ideia de que Toffoli toma decisões incomuns em tudo o que se relaciona ao Caso Master, mas não resiste a pressões para mantê-las.
A condução das investigações sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem provocado desconforto entre integrantes da Corte e acendido alertas sobre o impacto institucional do caso.
Nos bastidores, ministros avaliam que decisões tomadas no âmbito do inquérito extrapolaram o padrão habitual de atuação do Tribunal e contribuíram para tensões com outros órgãos envolvidos na apuração, como a Polícia Federal (PF).
O Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após a identificação de irregularidades em operações financeiras. As investigações conduzidas pela PF apuram indícios de fraudes e eventuais crimes financeiros envolvendo a instituição e seus dirigentes.
Desde que o caso chegou ao STF, sob a relatoria de Toffoli, o andamento da apuração passou a ser acompanhado com reserva por parte de ministros, que veem com preocupação a exposição do Supremo em um processo ainda em fase preliminar de coleta de provas.
Longe do padrão
Entre os pontos que mais geraram incômodo está o embate gerado com a PF na condução das investigações. Ministros ouvidos reservadamente apontam que a definição de agendas, a interferência em cronogramas de diligências e a condução direta de atos instrutórios fogem do padrão observado em outros inquéritos semelhantes.
Há, ainda, preocupação com o impacto externo das decisões, especialmente diante do interesse do Congresso no caso e da movimentação de parlamentares que passaram a questionar a atuação de Toffoli. Para ministros do STF, o avanço desse tipo de embate político amplia o risco de desgaste da Corte e pode comprometer a percepção de imparcialidade institucional.
https://www.osul.com.br/ministro-do-supremo-dias-toffoli-acumula-decisoes-inusuais-no-caso-master-e-postura-causa-incomodo-entre-ministros-do-tribunal/ Ministro do Supremo Dias Toffoli acumula decisões inusuais no caso Master, e postura causa incômodo entre ministros do tribunal 2026-01-17
Os interessados em ocupar uma cadeira do TCU devem ter no mínimo 35 anos, idoneidade moral e reputação ilibada. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) A confusão provocada pela tentativa do Tribunal de Contas da União (TCU) de interferir diretamente na liquidação do Banco Master mostrou por que o cargo de ministro da Corte se tornou …
Trump decidiu retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris e tem histórico de posicionamentos negacionistas na seara climática. (Foto: Reprodução) Na última Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump surpreendeu o mundo ao afirmar que tinha se encontrado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que, naquele breve …
Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a escolha é um “desrespeito com o presidente Lula” e beira uma “provocação”. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados) A escolha do secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP), que pediu exoneração temporária do cargo para reassumir a vaga de deputado, …
Aos 45 anos, Jorge Messias construiu sua carreira jurídica com forte ligação com o PT e o presidente. (Foto: Victor Piemonte/STF) Escolhido por Lula para o STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, conta com dois cabos eleitorais principais para conseguir aprovar sua indicação no Senado. Os principais ajudantes de Messias hoje são o senador …
Ministro do Supremo Dias Toffoli acumula decisões inusuais no caso Master, e postura causa incômodo entre ministros do tribunal
Dois recuos que reforçam a ideia de que Toffoli toma decisões incomuns em tudo o que se relaciona ao Caso Master, mas não resiste a pressões para mantê-las. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)
Um movimento que incluiu a patacoada empreendida pelo TCU sobre o BC nas últimas semanas, com ameaças de suspensão da liquidação do Master, entre outras ameaças; e a esdrúxula acareação entre um diretor do BC e dois acusados, antes da tomada de depoimento dos três pela PF.
No meio da tarde desta quarta-feira, Toffoli reviu sua decisão inicial. Determinou que o material apreendido fosse encaminhado à PGR. Repetiu o que já fizera em relação à acareação, reconsiderado a inusitada deliberação — ainda assim, não mandou o material recolhido à PF, como seria o usual.
Dois recuos que reforçam a ideia de que Toffoli toma decisões incomuns em tudo o que se relaciona ao Caso Master, mas não resiste a pressões para mantê-las.
A condução das investigações sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem provocado desconforto entre integrantes da Corte e acendido alertas sobre o impacto institucional do caso.
Nos bastidores, ministros avaliam que decisões tomadas no âmbito do inquérito extrapolaram o padrão habitual de atuação do Tribunal e contribuíram para tensões com outros órgãos envolvidos na apuração, como a Polícia Federal (PF).
O Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após a identificação de irregularidades em operações financeiras. As investigações conduzidas pela PF apuram indícios de fraudes e eventuais crimes financeiros envolvendo a instituição e seus dirigentes.
Desde que o caso chegou ao STF, sob a relatoria de Toffoli, o andamento da apuração passou a ser acompanhado com reserva por parte de ministros, que veem com preocupação a exposição do Supremo em um processo ainda em fase preliminar de coleta de provas.
Longe do padrão
Entre os pontos que mais geraram incômodo está o embate gerado com a PF na condução das investigações. Ministros ouvidos reservadamente apontam que a definição de agendas, a interferência em cronogramas de diligências e a condução direta de atos instrutórios fogem do padrão observado em outros inquéritos semelhantes.
Há, ainda, preocupação com o impacto externo das decisões, especialmente diante do interesse do Congresso no caso e da movimentação de parlamentares que passaram a questionar a atuação de Toffoli. Para ministros do STF, o avanço desse tipo de embate político amplia o risco de desgaste da Corte e pode comprometer a percepção de imparcialidade institucional.
https://www.osul.com.br/ministro-do-supremo-dias-toffoli-acumula-decisoes-inusuais-no-caso-master-e-postura-causa-incomodo-entre-ministros-do-tribunal/
Ministro do Supremo Dias Toffoli acumula decisões inusuais no caso Master, e postura causa incômodo entre ministros do tribunal
2026-01-17
Related Posts
Câmara dos Deputados retoma os trabalhos em fevereiro em meio a disputa por cadeira do Tribunal de Contas da União
Os interessados em ocupar uma cadeira do TCU devem ter no mínimo 35 anos, idoneidade moral e reputação ilibada. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) A confusão provocada pela tentativa do Tribunal de Contas da União (TCU) de interferir diretamente na liquidação do Banco Master mostrou por que o cargo de ministro da Corte se tornou …
Estados Unidos não enviarão representantes à Cúpula de Líderes, que acontece nas próximas quinta e sexta-feira em Belém do Pará, antecedendo a COP30
Trump decidiu retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris e tem histórico de posicionamentos negacionistas na seara climática. (Foto: Reprodução) Na última Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump surpreendeu o mundo ao afirmar que tinha se encontrado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que, naquele breve …
Líder do PT diz que escolha do presidente da Câmara dos Deputados é “desrespeito” a Lula
Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a escolha é um “desrespeito com o presidente Lula” e beira uma “provocação”. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados) A escolha do secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP), que pediu exoneração temporária do cargo para reassumir a vaga de deputado, …
Os principais cabos eleitorais do escolhido de Lula ao Supremo
Aos 45 anos, Jorge Messias construiu sua carreira jurídica com forte ligação com o PT e o presidente. (Foto: Victor Piemonte/STF) Escolhido por Lula para o STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, conta com dois cabos eleitorais principais para conseguir aprovar sua indicação no Senado. Os principais ajudantes de Messias hoje são o senador …