Segunda fase da Compliance Zero prendeu cunhado de CEO do banco e cumpriu mandado de busca e apreensão contra empresário. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
“Pelo contrário, passamos meses esperando essa operação”, diz uma fonte que acompanha de perto as investigações.
“Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”, escreveu Toffoli.
Segundo os mesmos investigadores da PF, a segunda fase da operação não tinha ocorrido até ontem porque a corporação ainda não tinha em mãos os endereços para deflagrá-la. O último deles só foi obtido na noite da última terça (13), quando a instituição peticionou no STF em caráter de urgência solicitando a prisão preventiva de Zettel e as buscas contra Tanure.
O pedido teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi acatado por Toffoli, mas sob protestos.
O ministro fez questão de destacar o horário em que os investigadores da Polícia Federal acionaram o Supremo: 19h13m da última terça. A PGR, por sua vez, se manifestou favoravelmente às solicitações pouco mais de uma hora e meia depois, às 20h49.
A PF, por sua vez, justificou na petição ao Supremo que o embarque de Zettel para Dubai no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde foi preso nesta manhã, representava uma “oportunidade única” para a “obtenção de elementos que corroborem, ainda mais, sua participação” nos fatos investigados, além de eventuais provas de outros crimes que os investigadores suspeitam que ele tenha cometido.
No caso de Tanure, abordado no embarque de um voo doméstico no Aeroporto Internacional do Galeão com destino para Curitiba (PR), a Polícia Federal argumentou ser necessário uma busca e apreensão no local em que o empresário fosse encontrado, e não em sua casa.
Isso porque, considerando a previsão de decolagem do voo, às 7h30, ele poderia deixar sua residência no Rio antes do horário permitido por lei para cumprimentos de mandados judiciais, 5h da manhã.
Outro alvo é João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, administradora de diversos fundos suspeitos de integrar o esquema de fraudes do Master de Daniel Vorcaro. Como publicou o colunista Lauro Jardim, Mansur está no exterior.
Tensão
Esta não é a primeira vez que a Polícia Federal e o gabinete de Toffoli se desentendem sobre o caso Master.
No mês passado, o depoimento de Vorcaro no STF foi marcado pelo desconforto e momentos de tensão na equipe de delegados da PF liderada por Janaina Palazzo e os procuradores da República que participavam da audiência.
Toffoli mandou entregar aos investigadores 82 perguntas para que fossem feitas a Vorcaro, mas a delegada disse que não poderia fazer perguntas que não tinham sido preparadas por ela. Janaina só aceitou submeter a Vorcaro as questões de Toffoli depois que ficou registrado na ata do depoimento que tinham sido apresentadas pelo gabinete do relator.
As perguntas Toffoli para Vorcaro eram divididas em seis blocos, que tratavam de temas como a venda do Master ao BRB e a reunião do banqueiro com integrantes do Banco Central em 17 de novembro, mesmo dia em que acabou sendo preso por decisão da Justiça Federal de Brasília. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/investigadores-da-policia-federal-rebatem-o-ministro-dias-toffoli-sobre-inercia-em-operacao-do-caso-do-banco-master/ Investigadores da Polícia Federal rebatem o ministro Dias Toffoli sobre “inércia” em operação do caso do Banco Master 2026-01-14
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Investigadores da Polícia Federal rebatem o ministro Dias Toffoli sobre “inércia” em operação do caso do Banco Master
Segunda fase da Compliance Zero prendeu cunhado de CEO do banco e cumpriu mandado de busca e apreensão contra empresário. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
“Pelo contrário, passamos meses esperando essa operação”, diz uma fonte que acompanha de perto as investigações.
“Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”, escreveu Toffoli.
Segundo os mesmos investigadores da PF, a segunda fase da operação não tinha ocorrido até ontem porque a corporação ainda não tinha em mãos os endereços para deflagrá-la. O último deles só foi obtido na noite da última terça (13), quando a instituição peticionou no STF em caráter de urgência solicitando a prisão preventiva de Zettel e as buscas contra Tanure.
O pedido teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi acatado por Toffoli, mas sob protestos.
O ministro fez questão de destacar o horário em que os investigadores da Polícia Federal acionaram o Supremo: 19h13m da última terça. A PGR, por sua vez, se manifestou favoravelmente às solicitações pouco mais de uma hora e meia depois, às 20h49.
A PF, por sua vez, justificou na petição ao Supremo que o embarque de Zettel para Dubai no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde foi preso nesta manhã, representava uma “oportunidade única” para a “obtenção de elementos que corroborem, ainda mais, sua participação” nos fatos investigados, além de eventuais provas de outros crimes que os investigadores suspeitam que ele tenha cometido.
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Isso porque, considerando a previsão de decolagem do voo, às 7h30, ele poderia deixar sua residência no Rio antes do horário permitido por lei para cumprimentos de mandados judiciais, 5h da manhã.
Outro alvo é João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, administradora de diversos fundos suspeitos de integrar o esquema de fraudes do Master de Daniel Vorcaro. Como publicou o colunista Lauro Jardim, Mansur está no exterior.
Tensão
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No mês passado, o depoimento de Vorcaro no STF foi marcado pelo desconforto e momentos de tensão na equipe de delegados da PF liderada por Janaina Palazzo e os procuradores da República que participavam da audiência.
Toffoli mandou entregar aos investigadores 82 perguntas para que fossem feitas a Vorcaro, mas a delegada disse que não poderia fazer perguntas que não tinham sido preparadas por ela. Janaina só aceitou submeter a Vorcaro as questões de Toffoli depois que ficou registrado na ata do depoimento que tinham sido apresentadas pelo gabinete do relator.
As perguntas Toffoli para Vorcaro eram divididas em seis blocos, que tratavam de temas como a venda do Master ao BRB e a reunião do banqueiro com integrantes do Banco Central em 17 de novembro, mesmo dia em que acabou sendo preso por decisão da Justiça Federal de Brasília. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/investigadores-da-policia-federal-rebatem-o-ministro-dias-toffoli-sobre-inercia-em-operacao-do-caso-do-banco-master/
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2026-01-14
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