Fachin está preocupado com os contornos políticos do evento em pleno ano eleitoral. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ainda não bateu o martelo se deve mesmo comparecer à cerimônia desta quinta-feira (8) organizada pelo governo Lula para marcar os três anos dos ataques golpistas do 8 de Janeiro.
Segundo informações apuradas pelo blog da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Fachin está preocupado com os contornos políticos do evento em pleno ano eleitoral – e com o risco de o presidente Lula anunciar na ocasião o veto ao PL da Dosimetria, que deve encurtar o tempo de prisão dos condenados nas investigações do 8 de Janeiro, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do chamado núcleo crucial da trama golpista.
Conforme informou o jornal O Globo, aliados do presidente da República têm defendido que Lula não use a solenidade para vetar projeto de lei da dosimetria na presença dos chefes do Legislativo, já que isso poderia ser encarado como mais um ato de enfrentamento ao Congresso Nacional em um momento em que o Palácio do Planalto ainda tenta aparar as arestas com os parlamentares.
“Lula está avaliando se veta a dosimetria no evento. Alcolumbre e Hugo Motta ainda são incerteza no ato, estão conversando todos, inclusive o Executivo. Se houver o veto na cerimônia, Fachin não deve ir”, diz uma fonte que acompanha de perto as movimentações nos bastidores.
No entorno de Fachin, há o receio de que uma eventual participação em um evento de anúncio do veto ao PL da Dosimetria possa ser interpretada pela opinião pública como um endosso do STF – e do presidente da Corte em particular – à decisão política de Lula de barrar o projeto.
“Nosso compromisso é com a Constituição. Repito: ao direito, o que é do direito. À política, o que é da política”, discursou Fachin em sua cerimônia de posse, dias depois a condenação de Bolsonaro, dando o tom de sua gestão, avessa a conchavos políticos nos bastidores.
Agenda própria
Fachin deve priorizar no 8 de Janeiro a programação montada pelo próprio STF.
A equipe de Fachin programou uma série de eventos na sede do tribunal em torno do 8 de Janeiro, com a abertura de uma exposição e a exibição de um documentário produzido pela TV Justiça, intitulado “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, que traz depoimentos de funcionários do STF que presenciaram os ataques e atuaram na reconstrução do prédio do tribunal, a sede de poder mais vilipendiada pelos manifestantes há três anos.
Também foi programada uma mesa redonda no salão nobre do STF, no salão nobre do STF, com pesquisadores, historiadores e advogados. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
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Segundo informações apuradas pelo blog da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Fachin está preocupado com os contornos políticos do evento em pleno ano eleitoral – e com o risco de o presidente Lula anunciar na ocasião o veto ao PL da Dosimetria, que deve encurtar o tempo de prisão dos condenados nas investigações do 8 de Janeiro, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Conforme informou o jornal O Globo, aliados do presidente da República têm defendido que Lula não use a solenidade para vetar projeto de lei da dosimetria na presença dos chefes do Legislativo, já que isso poderia ser encarado como mais um ato de enfrentamento ao Congresso Nacional em um momento em que o Palácio do Planalto ainda tenta aparar as arestas com os parlamentares.
“Lula está avaliando se veta a dosimetria no evento. Alcolumbre e Hugo Motta ainda são incerteza no ato, estão conversando todos, inclusive o Executivo. Se houver o veto na cerimônia, Fachin não deve ir”, diz uma fonte que acompanha de perto as movimentações nos bastidores.
No entorno de Fachin, há o receio de que uma eventual participação em um evento de anúncio do veto ao PL da Dosimetria possa ser interpretada pela opinião pública como um endosso do STF – e do presidente da Corte em particular – à decisão política de Lula de barrar o projeto.
“Nosso compromisso é com a Constituição. Repito: ao direito, o que é do direito. À política, o que é da política”, discursou Fachin em sua cerimônia de posse, dias depois a condenação de Bolsonaro, dando o tom de sua gestão, avessa a conchavos políticos nos bastidores.
Agenda própria
Fachin deve priorizar no 8 de Janeiro a programação montada pelo próprio STF.
A equipe de Fachin programou uma série de eventos na sede do tribunal em torno do 8 de Janeiro, com a abertura de uma exposição e a exibição de um documentário produzido pela TV Justiça, intitulado “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, que traz depoimentos de funcionários do STF que presenciaram os ataques e atuaram na reconstrução do prédio do tribunal, a sede de poder mais vilipendiada pelos manifestantes há três anos.
Também foi programada uma mesa redonda no salão nobre do STF, no salão nobre do STF, com pesquisadores, historiadores e advogados. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/a-cautela-do-presidente-do-supremo-com-o-evento-de-lula-sobre-os-tres-anos-dos-atos-extremistas/
A cautela do presidente do Supremo com o evento de Lula sobre os três anos dos atos extremistas
2026-01-07
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