Caciques opinam que ele não teria condições de assumir o cargo e que nome afasta eleitores que fogem da polarização. (Foto: Reprodução/YouTube)
Integrantes do Centrão avaliam como “precipitada” a possibilidade levantada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, de nomear um de seus irmãos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no Ministério das Relações Exteriores, caso vença o pleito deste ano.
Fora do Brasil desde o ano passado, Eduardo perdeu o mandato na Câmara dos Deputados e teme ser preso, caso volte ao país. Caciques de partidos de centro opinam que ele não teria condições de assumir o cargo e que, ao acenar com a possibilidade, Flávio afasta eleitores que fogem da polarização simbolizada pelo antagonismo entre bolsonarismo e petismo.
Mais do que isso, o nome de Eduardo dificultaria o apoio de partidos de Centro à empreitada.
Em uma transmissão, Flávio definiu o irmão como “um craque nas relações internacionais” e disse ser uma honra poder contar com ele para a função. Eduardo compareceu à posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado, e passou a articular meios de pressão para que a pena ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, fosse relaxada, ainda antes do julgamento por participação na trama golpista.
Depois de ver o Brasil sofrer sanções comerciais do governo norte-americano, sob o argumento de que isso ocorria pelo fato de Trump considerar “injustas” as acusações feitas a Bolsonaro, Eduardo viu uma aproximação dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que culminou acordos para redução das tarifas e a retirada a sanções contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Temos um craque em casa, nessa parte de relações internacionais. É um privilégio poder contar com o próprio irmão, ou seja, a lealdade é 100%, é sangue do meu sangue”, declarou Flávio.
Na mesma ocasião, o senador disse que pretende anunciar o seu possível ministro da Economia antes das eleições. Ele disse que o escolhido seguirá o perfil de Paulo Guedes, que ocupou o cargo durante o mandato do patriarca do clã Bolsonaro.
Para o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, Flávio “se precipitou”. Outras lideranças afirmam que a escolha pode afastar eleitores “moderados” e acena apenas para a “bolha bolsonarista”.
Integrantes desses partidos, que ainda se mostram resistentes à escolha por Flávio para concorrer ao cargo, dizem que o nome de Eduardo pode ainda dificultar o apoio do Centrão à candidatura endossada por Bolsonaro.
Caciques de partidos como PP, União Brasil e Republicanos mostraram descontentamento com o fato de Bolsonaro ter escolhido por Flávio sem consulta ao grupo político.
“Eu vejo esta possibilidade (de nomear o Eduardo no Itamaraty) tão distante, que primeiro Flávio tem que se preocupar em ganhar a eleição. Se ganhar, ele nomeia quem quiser. Não é hora disso, é distante, é algo precipitado”, diz Ciro.
Resistências
O encontro entre caciques do Centrão e Flávio, realizado no mês passado, em Brasília, teve momentos de tensão em função do anúncio feito dias antes por ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro, que escolheu o filho primogênito para concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.
Contrariados por não terem sido avisados previamente da movimentação, os presidentes do União Brasil, Antônio de Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, questionaram a Flávio o motivo pelo qual não houve diálogo prévio e afirmaram que seguem tendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como nome favorito.
Pessoas que participaram do encontro relataram que Flávio foi questionado se queria “trazer para si” o ativo da direita e construir uma candidatura sem alianças. Rueda e Ciro lembraram movimentações que representaram “renúncias” aos dois partidos em nome da parceria, como o desembarque do governo e a expulsão de membros que seguiram ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disseram não enxergar viabilidade no projeto encabeçado por Flávio. (Com informações do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/centrao-avalia-que-flavio-bolsonaro-se-precipitou-ao-cogitar-eduardo-como-ministro-das-relacoes-exteriores-primeiro-precisa-ganhar-a-eleicao/ Centrão avalia que Flávio Bolsonaro se precipitou ao cogitar Eduardo como ministro das Relações Exteriores: “Primeiro, precisa ganhar a eleição” 2026-01-07
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Centrão avalia que Flávio Bolsonaro se precipitou ao cogitar Eduardo como ministro das Relações Exteriores: “Primeiro, precisa ganhar a eleição”
Caciques opinam que ele não teria condições de assumir o cargo e que nome afasta eleitores que fogem da polarização. (Foto: Reprodução/YouTube)
Integrantes do Centrão avaliam como “precipitada” a possibilidade levantada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, de nomear um de seus irmãos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no Ministério das Relações Exteriores, caso vença o pleito deste ano.
Fora do Brasil desde o ano passado, Eduardo perdeu o mandato na Câmara dos Deputados e teme ser preso, caso volte ao país. Caciques de partidos de centro opinam que ele não teria condições de assumir o cargo e que, ao acenar com a possibilidade, Flávio afasta eleitores que fogem da polarização simbolizada pelo antagonismo entre bolsonarismo e petismo.
Mais do que isso, o nome de Eduardo dificultaria o apoio de partidos de Centro à empreitada.
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“Temos um craque em casa, nessa parte de relações internacionais. É um privilégio poder contar com o próprio irmão, ou seja, a lealdade é 100%, é sangue do meu sangue”, declarou Flávio.
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Caciques de partidos como PP, União Brasil e Republicanos mostraram descontentamento com o fato de Bolsonaro ter escolhido por Flávio sem consulta ao grupo político.
“Eu vejo esta possibilidade (de nomear o Eduardo no Itamaraty) tão distante, que primeiro Flávio tem que se preocupar em ganhar a eleição. Se ganhar, ele nomeia quem quiser. Não é hora disso, é distante, é algo precipitado”, diz Ciro.
Resistências
O encontro entre caciques do Centrão e Flávio, realizado no mês passado, em Brasília, teve momentos de tensão em função do anúncio feito dias antes por ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro, que escolheu o filho primogênito para concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.
Contrariados por não terem sido avisados previamente da movimentação, os presidentes do União Brasil, Antônio de Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, questionaram a Flávio o motivo pelo qual não houve diálogo prévio e afirmaram que seguem tendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como nome favorito.
Pessoas que participaram do encontro relataram que Flávio foi questionado se queria “trazer para si” o ativo da direita e construir uma candidatura sem alianças. Rueda e Ciro lembraram movimentações que representaram “renúncias” aos dois partidos em nome da parceria, como o desembarque do governo e a expulsão de membros que seguiram ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disseram não enxergar viabilidade no projeto encabeçado por Flávio. (Com informações do jornal O Globo)
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2026-01-07
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