Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento executados conforme indicações de deputados e senadores
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento executados conforme indicações de deputados e senadores. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
O governo federal fechou o ano passado com a maior quantia paga em emendas parlamentares em um único ano na história do Brasil. Ao todo, foram pagos R$ 31,5 bilhões em emendas impositivas ou discricionárias (quando não há obrigatoriedade de pagamento).
Os dados foram extraídos do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento executados conforme indicações de deputados e senadores. Elas representam uma parte cada vez mais significativa do Orçamento da União. São recursos que os parlamentares destinam a seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos.
No Orçamento público, a etapa do empenho é quando o ente público se compromete com uma despesa que será executada. Ela não necessariamente precisa ser paga no mesmo ano.
Já a etapa da liquidação é quando a despesa é executada, ou seja, quando o governo recebe a obra ou a contrapartida pelo serviço prestado.
Por fim, o pagamento é o ato de desembolso financeiro pelo serviço prestado ou bem adquirido.
Os restos a pagar são tudo aquilo não processado. São recursos que foram reservados (empenhados) dentro do Orçamento anual para uma finalidade específica, mas não foram pagos naquele ano.
Entre as emendas pagas, a maior parte delas foram impositivas (83,1%). Foram R$ 19,9 bilhões para emendas individuais, que levam o selo de classificação de cada um dos parlamentares que fizeram as indicações e outros R$ 6,3 bilhões em emendas das bancadas estaduais.
Outros R$ 5,3 bilhões foram pagos em emendas não obrigatórias, de poder das comissões temáticas do Congresso. Elas também foram as emendas com o menor percentual de pagamento neste ano: 47,4%.
Entretanto, apesar da baixa execução de pagamentos, o governo empenhou quase a totalidade das emendas de comissão previstas no Orçamento: R$ 11,2 bilhões (98%). Assim, tudo que foi empenhado e não foi pago deve ser reclassificado como “restos a pagar” e poderá ser pago nos próximos anos.
Aumento exponencial
Nos últimos anos, o Congresso Nacional tem avançado sobre o Orçamento da União e aumentado cada vez mais o poder sobre as receitas do governo com a justificativa de entender melhor as necessidades regionais da população, Estados e municípios.
Em uma década, o valor total destinado a emendas parlamentares do Congresso Nacional aumentou cinco vezes, saltando de R$ 9 bilhões em 2016 para R$ 48,5 bilhões em 2025.
Nos três primeiros anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Congresso teve direito a R$ 83,7 bilhões em emendas, nos quais R$ 81,8 bilhões (98%) foram empenhadas.
https://www.osul.com.br/governo-federal-paga-r-315-bilhoes-em-emendas-parlamentares-em-2025-o-maior-valor-da-historia/ Governo federal paga R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares em 2025, o maior valor da história 2026-01-02
Também dizem que Flávio não pontua tão bem nas pesquisas eleitorais quanto Tarcísio. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) Parte dos integrantes da cúpula dos partidos de Centrão que articulam uma candidatura de oposição para 2026 critica a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho, como candidato a …
Ministro acusou Lava Jato da mesma prática alegada pela defesa dos réus da trama golpista. (Foto: Foto: Victor Piemonte/STF) O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), refutou nessa quinta-feira (11), um argumento das defesas dos réus sobre a trama golpista do qual costumava lançar mão quando ele mesmo era …
A Constituição limita o salário de servidores públicos de todos os Poderes e entes federativos ao pago a ministros do STF. (Foto: Luiz Silveira/STF) Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa prevê a criação de uma espécie de escada para o teto da remuneração de prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais com base em …
Amplitude de investigações sobre bolsonarismo é incógnita 6 anos após 1º inquérito. (Foto: Ton Molina/STF) O número, amplitude e conteúdo das investigações sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), relacionadas ao bolsonarismo permanece uma incógnita às vésperas do mais importante julgamento do mundo político em 2025. A corte julga …
Governo federal paga R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares em 2025, o maior valor da história
Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento executados conforme indicações de deputados e senadores
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento executados conforme indicações de deputados e senadores. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
O governo federal fechou o ano passado com a maior quantia paga em emendas parlamentares em um único ano na história do Brasil. Ao todo, foram pagos R$ 31,5 bilhões em emendas impositivas ou discricionárias (quando não há obrigatoriedade de pagamento).
Os dados foram extraídos do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Emendas parlamentares são recursos reservados no Orçamento executados conforme indicações de deputados e senadores. Elas representam uma parte cada vez mais significativa do Orçamento da União. São recursos que os parlamentares destinam a seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos.
No Orçamento público, a etapa do empenho é quando o ente público se compromete com uma despesa que será executada. Ela não necessariamente precisa ser paga no mesmo ano.
Já a etapa da liquidação é quando a despesa é executada, ou seja, quando o governo recebe a obra ou a contrapartida pelo serviço prestado.
Por fim, o pagamento é o ato de desembolso financeiro pelo serviço prestado ou bem adquirido.
Os restos a pagar são tudo aquilo não processado. São recursos que foram reservados (empenhados) dentro do Orçamento anual para uma finalidade específica, mas não foram pagos naquele ano.
Entre as emendas pagas, a maior parte delas foram impositivas (83,1%). Foram R$ 19,9 bilhões para emendas individuais, que levam o selo de classificação de cada um dos parlamentares que fizeram as indicações e outros R$ 6,3 bilhões em emendas das bancadas estaduais.
Outros R$ 5,3 bilhões foram pagos em emendas não obrigatórias, de poder das comissões temáticas do Congresso. Elas também foram as emendas com o menor percentual de pagamento neste ano: 47,4%.
Entretanto, apesar da baixa execução de pagamentos, o governo empenhou quase a totalidade das emendas de comissão previstas no Orçamento: R$ 11,2 bilhões (98%). Assim, tudo que foi empenhado e não foi pago deve ser reclassificado como “restos a pagar” e poderá ser pago nos próximos anos.
Aumento exponencial
Nos últimos anos, o Congresso Nacional tem avançado sobre o Orçamento da União e aumentado cada vez mais o poder sobre as receitas do governo com a justificativa de entender melhor as necessidades regionais da população, Estados e municípios.
Em uma década, o valor total destinado a emendas parlamentares do Congresso Nacional aumentou cinco vezes, saltando de R$ 9 bilhões em 2016 para R$ 48,5 bilhões em 2025.
Nos três primeiros anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Congresso teve direito a R$ 83,7 bilhões em emendas, nos quais R$ 81,8 bilhões (98%) foram empenhadas.
https://www.osul.com.br/governo-federal-paga-r-315-bilhoes-em-emendas-parlamentares-em-2025-o-maior-valor-da-historia/
Governo federal paga R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares em 2025, o maior valor da história
2026-01-02
Related Posts
Eleições presidenciais: integrantes do Centrão rejeitam Flávio Bolsonaro para 2026 e avaliam neutralidade
Também dizem que Flávio não pontua tão bem nas pesquisas eleitorais quanto Tarcísio. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) Parte dos integrantes da cúpula dos partidos de Centrão que articulam uma candidatura de oposição para 2026 critica a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho mais velho, como candidato a …
Ministro do Supremo Cristiano Zanin refuta tese que costumava evocar quando era advogado de Lula
Ministro acusou Lava Jato da mesma prática alegada pela defesa dos réus da trama golpista. (Foto: Foto: Victor Piemonte/STF) O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), refutou nessa quinta-feira (11), um argumento das defesas dos réus sobre a trama golpista do qual costumava lançar mão quando ele mesmo era …
Reforma administrativa prevê “escada” para salários de prefeitos
A Constituição limita o salário de servidores públicos de todos os Poderes e entes federativos ao pago a ministros do STF. (Foto: Luiz Silveira/STF) Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa prevê a criação de uma espécie de escada para o teto da remuneração de prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais com base em …
Investigações sobre fake news e milícias digitais ligadas ao bolsonarismo sob comando de Alexandre de Moraes geraram ramificações que continuam em sigilo no Supremo
Amplitude de investigações sobre bolsonarismo é incógnita 6 anos após 1º inquérito. (Foto: Ton Molina/STF) O número, amplitude e conteúdo das investigações sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), relacionadas ao bolsonarismo permanece uma incógnita às vésperas do mais importante julgamento do mundo político em 2025. A corte julga …