Parlamentares do PL do Rio de Janeiro negam acusações. (Fotos: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
A PF (Polícia Federal) deflagrou uma operação que atingiu os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, ambos do PL do Rio de Janeiro. A instituição encontrou R$ 430 mil em espécie apreendido em um endereço ligado a Sóstenes, que nega acusações de corrupção, assim como Jordy.
Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), entretanto, há indícios de desvio de recurso público, que teria ocorrido com a ajuda de assessores dos parlamentares.
O desvio envolveria o uso de cotas parlamentares, valor entregue a deputados para custear despesas com o exercício do mandato.
Segundo o ministro, relatórios financeiros e conversas extraídas de celulares dos investigados revelam “indícios robustos” de possível prática de lavagem de dinheiro por meio do fracionamento de saques e depósitos de até R$ 9.999, além de “elevadas movimentações financeiras, de vários investigados, possivelmente ligados aos deputados federais citados, sem identificação da origem dos recursos”.
O objetivo da operação é aprofundar as investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, segundo a corporação.
“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.
A operação é um desdobramento de outra realizada em dezembro de 2024 e investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A cota parlamentar é um valor mensal que o deputado recebe para custear despesas do exercício do mandato, como aluguel de escritório no estado, passagens aéreas e aluguel de carro.
A suspeita da polícia é que uma empresa de locação de carros contratada por Jordy e Sóstenes Cavalcante continuou recebendo dinheiro mesmo depois de dissolvida.
A instituição cita transferências entre uma suposta empresa de fachada de locação de carros e um assessor de Jordy, “demonstrando um possível caminho do dinheiro”.
“Conquanto dissolvida irregularmente, a referida sociedade empresária continua a receber pagamentos feitos pelos parlamentares deputado federal Carlos Jordy e deputado federal Sóstenes Cavalcante, os quais são reembolsados como despesas pagas com cota parlamentar, relativa a locação ou fretamento de veículos automotores”, afirmou a PF.
Para a PGR (Procuradoria-Geral da República), Sóstenes e Jordy desviaram recursos da cota parlamentar por intermédio de assessores, que ajudariam a dar aparência de legalidade ao esquema em que haveria o reembolso das cotas.
Sóstenes afirmou à imprensa que sofre perseguição por ser de direita e que o dinheiro vivo encontrado em seu endereço se deve à venda de um imóvel.
Ele disse que o comprador quis lhe pagar em dinheiro e que não havia conseguido fazer o depósito do valor.
“Acabei não fazendo depósito, mas faria. Inclusive, parte dele, eu tenho pensado em fazer outros negócios e tudo, acabei não fazendo o depósito”, afirmou.
Já Jordy chamou de “tosca” a alegação da PF envolvendo corrupção com a empresa de locação de carros. Em um vídeo nas redes sociais, ele também chamou a operação de “covarde”. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Empresa e assessores estariam envolvidos em desvios; entenda o que é cota parlamentar e as suspeitas do caso
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“Conquanto dissolvida irregularmente, a referida sociedade empresária continua a receber pagamentos feitos pelos parlamentares deputado federal Carlos Jordy e deputado federal Sóstenes Cavalcante, os quais são reembolsados como despesas pagas com cota parlamentar, relativa a locação ou fretamento de veículos automotores”, afirmou a PF.
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Sóstenes afirmou à imprensa que sofre perseguição por ser de direita e que o dinheiro vivo encontrado em seu endereço se deve à venda de um imóvel.
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Já Jordy chamou de “tosca” a alegação da PF envolvendo corrupção com a empresa de locação de carros. Em um vídeo nas redes sociais, ele também chamou a operação de “covarde”. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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