As sanções contra Alexandre de Moraes foram impostas em julho, em meio às pressões do governo americano para tentar influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. (Foto: Luiz Silveira/STF)
A decisão do governo americano de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviani Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky gerou reações entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Alguns parlamentares da oposição que se manifestaram nas redes sociais criticaram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que se sentiam traídos e decepcionados.
“O sentimento, não escondamos, é de traição. Certamente o preço cobrado por Trump não foi baixo, e em breve saberemos se Lula ofereceu as terras brasileiras ou o apoio na queda de Nicolás Maduro”, disse o vice-líder da oposição na Câmara, o deputado federal Maurício Marcon (Podemos-RS), em uma publicação no X.
“Trump pensou nos EUA, com seu slogan ‘American First’”, acrescentou.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse que a Lei Magnitsky foi “banalizada” por Trump e que o presidente americano é uma “grande decepção”.
“Não existe ‘ex-violador de direitos humanos’. Infelizmente colocamos esperanças em alguém que só queria negociar. Uma grande decepção com o presidente americano e uma enorme lição para nós: não terceirizemos nossa responsabilidade”, declarou.
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE), também fez críticas, dizendo que “o sistema se fechou em si e nos seus próprios interesses” apesar do “sacrifício” de Eduardo Bolsonaro.
A retirada das sanções, anunciada na sexta-feira (12/12), era defendida pelo governo brasileiro em conversas mantidas com interlocutores da administração norte-americana.
Em uma publicação no X, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), atribuiu a decisão a uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Foi Lula quem colocou esta revogação na mesa de Donald Trump, num diálogo altivo e soberano”, afirmou.
“É uma grande derrota da família de Jair Bolsonaro, traidores que conspiram contra o Brasil e contra a Justiça”.
As sanções contra Alexandre de Moraes foram impostas em julho, em meio às pressões do governo americano para tentar influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em setembro, a esposa de Moraes também foi incluída na lista, assim como a empresa administrada por ela e pelos três filhos do casal.
Na época, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que estava trabalhando para que isso acontecesse, e que a sanção era uma pressão por anistia
Na tarde desta sexta-feira, pouco depois do anúncio do fim das sanções, Eduardo se manifestou sobre o assunto.
Em uma publicação no X, o parlamentar divulgou uma nota conjunta com o influenciador Paulo Figueiredo. Eles disseram receber com “pesar” a notícia, mas que eram “gratos pelo suporte dado pelo presidente Trump demonstrado durante este processo e pela atenção que ele deu a esta séria crise de liberdade afetando o Brasil”
Eduardo e Paulo Figueiredo foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por articular as sanções para tentar influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro. No mês passado, o parlamentar se tornou réu em um processo no STF por coação no curso do processo.
Seguindo a linha de Eduardo, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também agradeceu a Donald Trump pela “ajuda”, disse que a aplicação da Lei Magnitsky “abriu janela para o Brasil” e que restava aos brasileiros, agora, fazer sua parte.
“A guerra para tirar a suprema esquerda do poder no Brasil será nossa, dos brasileiros”, escreveu.
“Quem mais sofre nesse processo são os inocentes que são presos políticos e o próprio presidente Bolsonaro. Como ele já disse certa vez: não é o fim”, afirmou.
Parlamentares da base do governo viram a retirada da sanções como uma derrota do bolsonarismo.
“É uma vitória da diplomacia de Lula e uma prova de solidez da nossa democracia. Expõe o fracasso da campanha bolsonarista de tentar deslegitimar o Brasil no exterior e atacar a nossa soberania”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE) nas redes sociais.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), chamou a medida de uma “derrota histórica dos traidores da pátria que tentaram negociar sanções internacionais, revogação de vistos, tarifas e a chamada ‘pena de morte financeira’ contra o ministro”.
Já o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) atribuiu a vitória à “química” entre o presidente Lula e Trump, fazendo referência a uma fala do presidente americano, durante a Assembleia Geral da ONU, de que havia uma “química excelente” entre ele e o líder brasileiro.
“Nova vitória da diplomacia do presidente Lula. Química continua produzindo bons resultados”, afirmou o parlamentar. Com informações do portal BBC News.
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A decisão do governo americano de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviani Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky gerou reações entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Alguns parlamentares da oposição que se manifestaram nas redes sociais criticaram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que se sentiam traídos e decepcionados.
“O sentimento, não escondamos, é de traição. Certamente o preço cobrado por Trump não foi baixo, e em breve saberemos se Lula ofereceu as terras brasileiras ou o apoio na queda de Nicolás Maduro”, disse o vice-líder da oposição na Câmara, o deputado federal Maurício Marcon (Podemos-RS), em uma publicação no X.
“Trump pensou nos EUA, com seu slogan ‘American First’”, acrescentou.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse que a Lei Magnitsky foi “banalizada” por Trump e que o presidente americano é uma “grande decepção”.
“Não existe ‘ex-violador de direitos humanos’. Infelizmente colocamos esperanças em alguém que só queria negociar. Uma grande decepção com o presidente americano e uma enorme lição para nós: não terceirizemos nossa responsabilidade”, declarou.
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE), também fez críticas, dizendo que “o sistema se fechou em si e nos seus próprios interesses” apesar do “sacrifício” de Eduardo Bolsonaro.
A retirada das sanções, anunciada na sexta-feira (12/12), era defendida pelo governo brasileiro em conversas mantidas com interlocutores da administração norte-americana.
Em uma publicação no X, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), atribuiu a decisão a uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Foi Lula quem colocou esta revogação na mesa de Donald Trump, num diálogo altivo e soberano”, afirmou.
“É uma grande derrota da família de Jair Bolsonaro, traidores que conspiram contra o Brasil e contra a Justiça”.
As sanções contra Alexandre de Moraes foram impostas em julho, em meio às pressões do governo americano para tentar influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em setembro, a esposa de Moraes também foi incluída na lista, assim como a empresa administrada por ela e pelos três filhos do casal.
Na época, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que estava trabalhando para que isso acontecesse, e que a sanção era uma pressão por anistia
Na tarde desta sexta-feira, pouco depois do anúncio do fim das sanções, Eduardo se manifestou sobre o assunto.
Em uma publicação no X, o parlamentar divulgou uma nota conjunta com o influenciador Paulo Figueiredo. Eles disseram receber com “pesar” a notícia, mas que eram “gratos pelo suporte dado pelo presidente Trump demonstrado durante este processo e pela atenção que ele deu a esta séria crise de liberdade afetando o Brasil”
Eduardo e Paulo Figueiredo foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por articular as sanções para tentar influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro. No mês passado, o parlamentar se tornou réu em um processo no STF por coação no curso do processo.
Seguindo a linha de Eduardo, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também agradeceu a Donald Trump pela “ajuda”, disse que a aplicação da Lei Magnitsky “abriu janela para o Brasil” e que restava aos brasileiros, agora, fazer sua parte.
“A guerra para tirar a suprema esquerda do poder no Brasil será nossa, dos brasileiros”, escreveu.
“Quem mais sofre nesse processo são os inocentes que são presos políticos e o próprio presidente Bolsonaro. Como ele já disse certa vez: não é o fim”, afirmou.
Parlamentares da base do governo viram a retirada da sanções como uma derrota do bolsonarismo.
“É uma vitória da diplomacia de Lula e uma prova de solidez da nossa democracia. Expõe o fracasso da campanha bolsonarista de tentar deslegitimar o Brasil no exterior e atacar a nossa soberania”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE) nas redes sociais.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), chamou a medida de uma “derrota histórica dos traidores da pátria que tentaram negociar sanções internacionais, revogação de vistos, tarifas e a chamada ‘pena de morte financeira’ contra o ministro”.
Já o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) atribuiu a vitória à “química” entre o presidente Lula e Trump, fazendo referência a uma fala do presidente americano, durante a Assembleia Geral da ONU, de que havia uma “química excelente” entre ele e o líder brasileiro.
“Nova vitória da diplomacia do presidente Lula. Química continua produzindo bons resultados”, afirmou o parlamentar. Com informações do portal BBC News.
https://www.osul.com.br/bolsonaristas-falam-de-traicao-e-decepcao-com-trump-apos-retirada-de-sancoes-contra-alexandre-de-moraes/
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2025-12-13
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