A convivência diária com ambientes digitais faz com que adolescentes circulem por espaços pouco conhecidos pelos adultos.
Foto: Freepik
A convivência diária com ambientes digitais faz com que adolescentes circulem por espaços pouco conhecidos pelos adultos. (Foto: Freepik)
Você sabe o que seus filhos, netos ou alunos pesquisam nas redes sociais? A convivência diária com ambientes digitais faz com que adolescentes circulem por espaços pouco conhecidos pelos adultos — alguns inofensivos, outros marcados por discursos de ódio, incitação à violência, misoginia, desafios autodestrutivos e mecanismos de cooptação. Para ajudar famílias, educadores e profissionais da segurança pública a entender esse universo, foi lançado nesta semana o Glossário Analítico das Subculturas Violentas e Linguagens Digitais, iniciativa inédita no país.
O documento foi criado pelo procurador de Justiça gaúcho Fábio Costa Pereira, com colaboração de Michele Prado, Taís Soares Olímpio e Ana Paula Nosari Solari. Ele reúne expressões presentes em comunidades extremistas, fóruns anônimos, grupos fechados e canais digitais usados para disseminar violência simbólica e física. Segundo os autores, o glossário foi construído ao longo de dois anos e é resultado de pesquisas em múltiplas plataformas, análises de casos e contato com especialistas nacionais e internacionais.
Pereira, que chefia o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema do Ministério Público do Rio Grande do Sul e coordena o Projeto Sinais, explica que a linguagem é parte central do processo de radicalização juvenil. “Esses grupos usam gírias, siglas e códigos próprios. Entender o vocabulário é compreender a porta de entrada para conteúdos mais graves”, afirma. Ele diz que, após palestras e capacitações, pais e professores costumam pedir ajuda para decifrar o que os jovens conversam online. “O glossário surgiu dessa necessidade real de interpretação do mundo digital.”
O material organiza dezenas de verbetes em ordem alfabética e divide os termos em categorias, como terrorismo e violência extrema, autoagressão, misoginia, crimes digitais, fandoms e cultura de fóruns. Alguns conceitos são conhecidos, outros operam de forma velada. Há expressões ligadas à estetização da violência, à idealização de autores de massacres, à manipulação emocional e a práticas que normalizam a automutilação entre adolescentes vulneráveis.
Doxxing Ato de expor dados pessoais de alguém sem consentimento, como forma de intimidação, retaliação ou perseguição.
Eflúvio No contexto digital, usado em comunidades de autoagressão para descrever períodos de descontrole emocional, muitas vezes associados a comportamentos impulsivos.
Fandom tóxico Grupos de admiradores que ultrapassam limites e passam a direcionar ataques, perseguições e incitamento ao ódio contra desafetos ou figuras públicas.
Grooming Estratégia de aproximação de adultos com menores nas redes, visando manipulação emocional ou abuso.
Hatewatch Prática de monitorar e compartilhar discursos de ódio, comum em grupos que transformam a agressividade em entretenimento.
Incel Homens que se definem como celibatários involuntários e que, em alguns fóruns, reproduzem misoginia, ressentimento e ideias extremistas.
Jihadismo digital Usado para se referir à propaganda extremista que utiliza redes sociais para recrutar ou difundir conteúdo violento.
Kek Termo usado em fóruns como 4chan, associado à cultura troll e, em alguns contextos, ligado à extrema direita online.
Lulz Divertimento obtido às custas do sofrimento alheio. Muito comum em comunidades que incentivam humilhação e ataques.
Normie Pessoa comum, vista como “de fora” das subculturas digitais. O termo é usado de forma pejorativa.
Pigposting Publicação de conteúdo grotesco ou ofensivo para chocar ou expulsar usuários indesejados.
Quickbait Estratégia de autopromoção rápida por meio de conteúdos apelativos, usados para atrair públicos vulneráveis.
Radicalização Processo gradual de adesão a crenças extremistas a partir do consumo de conteúdo online.
Santos Categoria usada para designar autores de ataques violentos que se tornam “referência” dentro de comunidades extremistas.
Vaporwave extremista Estética visual usada para suavizar discursos radicais e atrair jovens com linguagem pop.
(Com informações do O Estado de S.Paulo)
https://www.osul.com.br/voce-sabe-o-que-significam-os-termos-perigosos-que-adolescentes-pesquisam-nas-redes-veja-glossario/ Você sabe o que significam os termos perigosos que adolescentes pesquisam nas redes? Veja glossário 2025-12-09
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Você sabe o que significam os termos perigosos que adolescentes pesquisam nas redes? Veja glossário
A convivência diária com ambientes digitais faz com que adolescentes circulem por espaços pouco conhecidos pelos adultos.
Foto: Freepik
A convivência diária com ambientes digitais faz com que adolescentes circulem por espaços pouco conhecidos pelos adultos. (Foto: Freepik)
Você sabe o que seus filhos, netos ou alunos pesquisam nas redes sociais? A convivência diária com ambientes digitais faz com que adolescentes circulem por espaços pouco conhecidos pelos adultos — alguns inofensivos, outros marcados por discursos de ódio, incitação à violência, misoginia, desafios autodestrutivos e mecanismos de cooptação. Para ajudar famílias, educadores e profissionais da segurança pública a entender esse universo, foi lançado nesta semana o Glossário Analítico das Subculturas Violentas e Linguagens Digitais, iniciativa inédita no país.
O documento foi criado pelo procurador de Justiça gaúcho Fábio Costa Pereira, com colaboração de Michele Prado, Taís Soares Olímpio e Ana Paula Nosari Solari. Ele reúne expressões presentes em comunidades extremistas, fóruns anônimos, grupos fechados e canais digitais usados para disseminar violência simbólica e física. Segundo os autores, o glossário foi construído ao longo de dois anos e é resultado de pesquisas em múltiplas plataformas, análises de casos e contato com especialistas nacionais e internacionais.
Pereira, que chefia o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema do Ministério Público do Rio Grande do Sul e coordena o Projeto Sinais, explica que a linguagem é parte central do processo de radicalização juvenil. “Esses grupos usam gírias, siglas e códigos próprios. Entender o vocabulário é compreender a porta de entrada para conteúdos mais graves”, afirma. Ele diz que, após palestras e capacitações, pais e professores costumam pedir ajuda para decifrar o que os jovens conversam online. “O glossário surgiu dessa necessidade real de interpretação do mundo digital.”
O material organiza dezenas de verbetes em ordem alfabética e divide os termos em categorias, como terrorismo e violência extrema, autoagressão, misoginia, crimes digitais, fandoms e cultura de fóruns. Alguns conceitos são conhecidos, outros operam de forma velada. Há expressões ligadas à estetização da violência, à idealização de autores de massacres, à manipulação emocional e a práticas que normalizam a automutilação entre adolescentes vulneráveis.
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Grooming
Estratégia de aproximação de adultos com menores nas redes, visando manipulação emocional ou abuso.
Hatewatch
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Incel
Homens que se definem como celibatários involuntários e que, em alguns fóruns, reproduzem misoginia, ressentimento e ideias extremistas.
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Kek
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Publicação de conteúdo grotesco ou ofensivo para chocar ou expulsar usuários indesejados.
Quickbait
Estratégia de autopromoção rápida por meio de conteúdos apelativos, usados para atrair públicos vulneráveis.
Radicalização
Processo gradual de adesão a crenças extremistas a partir do consumo de conteúdo online.
Santos
Categoria usada para designar autores de ataques violentos que se tornam “referência” dentro de comunidades extremistas.
Vaporwave extremista
Estética visual usada para suavizar discursos radicais e atrair jovens com linguagem pop.
(Com informações do O Estado de S.Paulo)
https://www.osul.com.br/voce-sabe-o-que-significam-os-termos-perigosos-que-adolescentes-pesquisam-nas-redes-veja-glossario/
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2025-12-09
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