Jucimar Fonseca da Silva não convenceu os parlamentares sobre os motivos da liberação de descontos em aposentadorias.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Jucimar Fonseca da Silva não convenceu os parlamentares sobre os motivos da liberação de descontos em aposentadorias. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), depôs na segunda-feira (1º) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no órgão, mas não convenceu os parlamentares sobre os motivos da liberação de descontos em aposentadorias e pensões durante sua gestão, mesmo com um parecer contrário do Ministério Público.
Silva foi conduzido pela Polícia Legislativa do Senado a prestar depoimento na CPMI, acompanhado por um oficial de Justiça. Foi a primeira condução coercitiva realizada desde que a comissão foi instaurada, após duas tentativas de convocação do depoente, sem sucesso. Ele havia apresentado atestados médicos, conseguindo cancelar os depoimentos anteriormente agendados, mas faltou a uma perícia médica do Senado.
Após quase nove horas de depoimento, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou à Polícia Legislativa do Senado que efetuasse a prisão do depoente, diante das contradições apontadas e da recusa de Silva dar explicações ao colegiado.
O ex-coordenador-geral de Pagamentos de Benefícios foi afastado do INSS em decorrência da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em abril deste ano, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), após as investigações revelarem um grande esquema de descontos associativos em benefícios feitos de maneira irregular.
Ele ainda completou:.
“E quem fazia o pagamento da ordem bancária para a conta das entidades era a Diretoria de Orçamento, Finanças e Logística do INSS, que fazia a transferência bancária para o Banco do Brasil, para as entidades.”
Segundo o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), de 2022 a 2024, os descontos associativos no INSS cresceram progressivamente. Na gestão de Silva, os acordos de cooperação técnica (ACTs) assinados entre o INSS e as entidades associativas subiram de 16 para 40.
Ainda de acordo com a CPMI do INSS, em 2022, os descontos passaram de R$ 800 milhões; em 2023, chegaram a R$ 1,6 bilhão; e, em 2024, atingiram R$ 3,5 bilhões.
“Eu tinha poder de sugestão para me manifestar tecnicamente sobre a razoabilidade ou não de uma determinada situação. Mas eu não tinha poder decisório. Vocês sabem que, hierarquicamente, os meus diretores e o presidente do INSS poderiam revogar ou pedir ou negar ou indeferir ou não concordar com as minhas sugestões técnicas”, disse Silva.
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Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Jucimar Fonseca da Silva não convenceu os parlamentares sobre os motivos da liberação de descontos em aposentadorias. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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O ex-coordenador-geral de Pagamentos de Benefícios foi afastado do INSS em decorrência da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em abril deste ano, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), após as investigações revelarem um grande esquema de descontos associativos em benefícios feitos de maneira irregular.
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Ainda de acordo com a CPMI do INSS, em 2022, os descontos passaram de R$ 800 milhões; em 2023, chegaram a R$ 1,6 bilhão; e, em 2024, atingiram R$ 3,5 bilhões.
“Eu tinha poder de sugestão para me manifestar tecnicamente sobre a razoabilidade ou não de uma determinada situação. Mas eu não tinha poder decisório. Vocês sabem que, hierarquicamente, os meus diretores e o presidente do INSS poderiam revogar ou pedir ou negar ou indeferir ou não concordar com as minhas sugestões técnicas”, disse Silva.
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2025-12-02
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