O presidente do Senado quer desenterrar a PEC que prevê o fim da reeleição. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
O Senado pode votar em dezembro a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022, para acabar com a possibilidade de um segundo mandato para presidente, governadores e prefeitos. Pelas estimativas, o texto deve retornar para uma nova análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, o que pode ser feito nas próximas semanas. Depois, vai ao plenário.
O relator Marcelo Castro (MBD-PI) conversou sobre o assunto com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), no fim de semana. O tema também foi discutido entre os dois na terça-feira (25).
Um dos trechos em discussão era a duração dos mandatos dos senadores. A CCJ fixou mandatos de cinco anos, mas os senadores devem alterá-lo para 10 anos.
Outro ponto seria uma emenda do senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), que permitiria um terceiro mandato para prefeitos reeleitos em 2024. Pela sugestão, “prefeitos eleitos em 2024, para primeiro ou segundo mandato, poderão se candidatar à reeleição”. Castro tem sido pressionado por prefeitos a acatar a emenda, mas ainda analisa os impactos da medida.
Caso aprovada pelo Congresso, a PEC não afetaria uma eventual tentativa de reeleição de Lula, porque não valeria para as eleições de 2026. Além de mandatos de dez anos para senadores, a proposta estabelece mandato de cinco anos para o Executivo, deputados e vereadores. No caso do Legislativo, continuaria havendo possibilidade de reeleições.
Proposta original
De acordo com a proposta original, os mandatos de presidentes, governadores e prefeitos passariam de quatro para cinco anos, com proibição de reeleição imediata. Também seriam de cinco anos os mandatos de deputados federais, estaduais e distritais, e vereadores eles, no entanto, ainda poderiam buscar a reeleição.
Para senadores, a minuta inicial projetava ampliar o mandato de oito para dez anos, e a articulação de Alcolumbre é exatamente para retomar esse ponto.
Represália
A ampliação dos mandatos de senadores de oito para dez anos preocupa o governo. A avaliação no Palácio do Planalto é que um Senado ainda mais forte dificultaria as articulações políticas, sobretudo no cenário em que Alcolumbre decidiu romper com os líderes do presidente Lula (PT) no Congresso Nacional.
Nesse contexto, ressuscitar a PEC é visto como uma nova represália de Alcolumbre contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ele está insatisfeito porque defendia a escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a cadeira que foi de Luís Roberto Barroso.
“Vou mostrar ao governo o que é não ter o presidente do Senado como aliado”, afirmou Alcolumbre no dia 20, a portas fechadas, depois de saber que Lula confirmara a escolha de Messias.
Logo depois do anúncio de Messias, o presidente do Senado começou a desengavetar projetos que aumentam os gastos públicos, além de propostas que incomodam Lula. Com informações da Carta Capital e O Estado de S. Paulo.
https://www.osul.com.br/senado-pode-ressuscitar-proposta-de-emenda-a-constituicao-do-fim-da-reeleicao-em-dezembro/ Senado pode ressuscitar Proposta de Emenda à Constituição do fim da reeleição em dezembro 2025-11-26
Um aliado de Pacheco disse que o episódio pode ser usado como trunfo na corrida pelo Supremo e o aconselhou a não procurar outro partido por ora. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem insistido no nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o STF (Supremo Tribunal Federal) …
Dados mostram que 73,1% dos entrevistados dessa faixa etária acompanham a CPI do INSS ante 24,2% que não vê as reuniões. (Foto: Agência Brasil) A maioria dos brasileiros acredita que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem relação com o esquema fraudulento de descontos em aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social …
Para Flávio Dino, entre outras irregularidades, o cálculo introduzido pela reforma para as aposentadorias por invalidez fere princípios constitucionais. (Foto: Rosinei Coutinho/STF) O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nessa sexta-feira (24) o seu voto no julgamento virtual que analisa as mudanças na reforma da Previdência que reduziram a aposentadoria por incapacidade …
A defesa ressaltou ainda que, embora o acordo de colaboração premiada preveja proteção da Polícia Federal a ele e seus familiares, a medida não é considerada necessária no momento. (Foto: Ton Molina/STF) A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de extinção …
Senado pode ressuscitar Proposta de Emenda à Constituição do fim da reeleição em dezembro
O presidente do Senado quer desenterrar a PEC que prevê o fim da reeleição. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
O Senado pode votar em dezembro a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022, para acabar com a possibilidade de um segundo mandato para presidente, governadores e prefeitos. Pelas estimativas, o texto deve retornar para uma nova análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, o que pode ser feito nas próximas semanas. Depois, vai ao plenário.
O relator Marcelo Castro (MBD-PI) conversou sobre o assunto com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), no fim de semana. O tema também foi discutido entre os dois na terça-feira (25).
Um dos trechos em discussão era a duração dos mandatos dos senadores. A CCJ fixou mandatos de cinco anos, mas os senadores devem alterá-lo para 10 anos.
Outro ponto seria uma emenda do senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), que permitiria um terceiro mandato para prefeitos reeleitos em 2024. Pela sugestão, “prefeitos eleitos em 2024, para primeiro ou segundo mandato, poderão se candidatar à reeleição”. Castro tem sido pressionado por prefeitos a acatar a emenda, mas ainda analisa os impactos da medida.
Caso aprovada pelo Congresso, a PEC não afetaria uma eventual tentativa de reeleição de Lula, porque não valeria para as eleições de 2026. Além de mandatos de dez anos para senadores, a proposta estabelece mandato de cinco anos para o Executivo, deputados e vereadores. No caso do Legislativo, continuaria havendo possibilidade de reeleições.
Proposta original
De acordo com a proposta original, os mandatos de presidentes, governadores e prefeitos passariam de quatro para cinco anos, com proibição de reeleição imediata. Também seriam de cinco anos os mandatos de deputados federais, estaduais e distritais, e vereadores eles, no entanto, ainda poderiam buscar a reeleição.
Para senadores, a minuta inicial projetava ampliar o mandato de oito para dez anos, e a articulação de Alcolumbre é exatamente para retomar esse ponto.
Represália
A ampliação dos mandatos de senadores de oito para dez anos preocupa o governo. A avaliação no Palácio do Planalto é que um Senado ainda mais forte dificultaria as articulações políticas, sobretudo no cenário em que Alcolumbre decidiu romper com os líderes do presidente Lula (PT) no Congresso Nacional.
Nesse contexto, ressuscitar a PEC é visto como uma nova represália de Alcolumbre contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Ele está insatisfeito porque defendia a escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a cadeira que foi de Luís Roberto Barroso.
“Vou mostrar ao governo o que é não ter o presidente do Senado como aliado”, afirmou Alcolumbre no dia 20, a portas fechadas, depois de saber que Lula confirmara a escolha de Messias.
Logo depois do anúncio de Messias, o presidente do Senado começou a desengavetar projetos que aumentam os gastos públicos, além de propostas que incomodam Lula. Com informações da Carta Capital e O Estado de S. Paulo.
https://www.osul.com.br/senado-pode-ressuscitar-proposta-de-emenda-a-constituicao-do-fim-da-reeleicao-em-dezembro/
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2025-11-26
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