A leitura entre os congressistas é de que Jorge Messias sofrerá mais resistência em razão do “trauma Dino”. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O Senado aprovou a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com apenas 45 votos favoráveis. O resultado, considerado baixo para o padrão esperado em sabatinas desse tipo, foi pior do que o imaginado pelo Planalto e, na avaliação de senadores da própria base aliada, carrega um recado direto para o presidente Lula: se Jorge Messias for indicado, ele não passa para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares afirmam que o placar acendeu um sinal de alerta e que poderá haver resistência ainda maior caso o presidente avance na intenção de indicar o atual advogado-geral da União.
Embora se trate de cargos distintos e de pessoas com perfis completamente diferentes, a leitura mais difundida entre congressistas é de que Messias enfrentará um ambiente mais hostil em razão do “trauma Dino”, expressão que passou a circular tanto entre governistas quanto entre oposicionistas. A percepção é de que a escolha de Flávio Dino para o STF deixou marcas entre os senadores, especialmente entre aqueles que se sentiram prejudicados pela postura do ministro em relação às emendas parlamentares. Já no caso de Gonet, avaliam que a rejeição estava mais concentrada entre bolsonaristas inconformados com o resultado do julgamento dos envolvidos na trama golpista do 8 de Janeiro. Ainda assim, senadores insistem na indicação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como alternativa mais palatável e menos conflituosa.
O “trauma” mencionado por parlamentares deriva do fato de Flávio Dino ter imposto bloqueios e determinado limites ao pagamento de emendas, gesto que contrariou interesses amplamente distribuídos na Casa. “Embora antes tenha sido eleito deputado, governador e senador, contando com as antigas emendas”, reclamam os parlamentares, que interpretam a postura do ministro como incoerente e politicamente desgastante. Esse episódio teria criado um clima de desconfiança que, na visão de vários senadores, tende a respingar em qualquer nome indicado pelo PT ou por segmentos identificados como “esquerda pura”. Por esse motivo, ganha força a pressão pela indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), considerado mais moderado e com trânsito facilitado entre diferentes blocos partidários.
O Planalto, por sua vez, minimizou os recados implícitos no comportamento dos senadores. Interlocutores de Lula sustentam que, mesmo com o placar apertado e com o desconforto já perceptível na base, o presidente insistirá na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo. Argumentam que a votação de Gonet não pode ser tomada como parâmetro definitivo, já que ele estaria entre os “3 mais odiados do bolsonarismo”, o que distorceu o resultado final. Além disso, dizem que no Senado há “apenas retórica de ameaça e blefe”, sem risco concreto de uma derrota caso Messias seja efetivamente indicado. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)
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Senadores mandam recado a Lula: seu preferido para ser ministro do Supremo não conseguirá aprovação na Casa
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O “trauma” mencionado por parlamentares deriva do fato de Flávio Dino ter imposto bloqueios e determinado limites ao pagamento de emendas, gesto que contrariou interesses amplamente distribuídos na Casa. “Embora antes tenha sido eleito deputado, governador e senador, contando com as antigas emendas”, reclamam os parlamentares, que interpretam a postura do ministro como incoerente e politicamente desgastante. Esse episódio teria criado um clima de desconfiança que, na visão de vários senadores, tende a respingar em qualquer nome indicado pelo PT ou por segmentos identificados como “esquerda pura”. Por esse motivo, ganha força a pressão pela indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), considerado mais moderado e com trânsito facilitado entre diferentes blocos partidários.
O Planalto, por sua vez, minimizou os recados implícitos no comportamento dos senadores. Interlocutores de Lula sustentam que, mesmo com o placar apertado e com o desconforto já perceptível na base, o presidente insistirá na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo. Argumentam que a votação de Gonet não pode ser tomada como parâmetro definitivo, já que ele estaria entre os “3 mais odiados do bolsonarismo”, o que distorceu o resultado final. Além disso, dizem que no Senado há “apenas retórica de ameaça e blefe”, sem risco concreto de uma derrota caso Messias seja efetivamente indicado. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)
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2025-11-13
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