Em pronunciamento antes da sessão de julgamentos, Maria Elizabeth afirmou que as declarações foram misóginas. (Foto: Reprodução/YouTube)
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, reagiu às críticas que recebeu do ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, seu colega na Corte, após ter pedido desculpas às vítimas da ditadura militar em nome da Justiça Militar. As declarações da ministra, feitas durante um ato público, geraram uma série de reações dentro e fora do tribunal, abrindo um debate sobre o papel histórico da instituição e os limites da manifestação de seus integrantes.
Em pronunciamento antes do início da sessão de julgamentos, Maria Elizabeth afirmou que as declarações de Oliveira foram misóginas e que o episódio acabou sendo utilizado como “pretexto para ataque pessoal”. “Essa agressão desrespeitosa não atinge apenas esta magistrada, atinge a magistratura feminina como um todo”, disse a presidente do STM. “A crítica jurídica cabe, ataques de cunho pessoal e misógino não”, acrescentou. A ministra ressaltou ainda que, em sua avaliação, a divergência poderia ter ocorrido de maneira respeitosa, sem a necessidade de insinuações ou desqualificações.
O desentendimento entre os ministros teve origem no discurso de Maria Elizabeth durante o ato inter-religioso realizado na Catedral da Sé, em São Paulo, que marcou os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI-Codi em outubro de 1975, durante o regime militar.
Na sessão plenária seguinte do STM, sem a presença da presidente, o ministro Carlos Augusto Oliveira criticou duramente a manifestação. Segundo ele, a ministra deveria “estudar um pouco mais de História” antes de “opinar sobre a situação no período histórico a que ela se referiu e sobre as pessoas a quem pediu perdão”. O ministro considerou que o discurso de Maria Elizabeth teve “abordagem política” e careceu de profundidade, classificando-o como um gesto “inadequado ao papel da Corte”.
Em resposta, Maria Elizabeth declarou que conhece “muito bem a História” e que “não há dúvidas” quanto às violências ocorridas durante a ditadura militar. A ministra enfatizou que seu pronunciamento foi feito “em primeira pessoa e na qualidade de presidente do STM, em estrito limite institucional, investida que estou do múnus constitucional inerente ao cargo”.
Carlos Augusto Oliveira, tenente-brigadeiro do ar e o mais alto posto da hierarquia da Aeronáutica, negou ter sido misógino. “A senhora pode achar o que a senhora quiser, eu realmente não ligo muito”, respondeu o ministro à presidente. (Com informações de O Estado de S. Paulo.)
https://www.osul.com.br/foi-um-ataque-pessoal-que-atinge-a-magistratura-feminina-como-um-todo-diz-a-presidente-do-superior-tribunal-militar-sobre-colega/ Foi um “ataque pessoal que atinge a magistratura feminina como um todo”, diz a presidente do Superior Tribunal Militar sobre colega 2025-11-05
Posse de Edson Fachin aconteceu nessa segunda-feira (29).(Foto: Rosinei Coutinho/STF) Auxiliares do ministro Edson Fachin, que nessa segunda-feira (29), assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), brincam que as diferenças em relação ao antecessor, Luís Roberto Barroso, aparecerão até mesmo na comunicação. Enquanto Barroso se empenhou para promover linguagem simples na Justiça e puxou …
No segundo turno, Flávio conta com 36% das intenções de voto, contra 51% de Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido como candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência na eleição de 2026, ficaria 15 pontos atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se um eventual segundo turno fosse …
Petista aposta no racha interno das siglas para fortalecer palanques locais em 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR Petista aposta no racha interno das siglas para fortalecer palanques locais em 2026. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu dobrar a aposta na queda de braço com partidos do Centrão ao dizer que não …
Otto Alencar classificou a PEC como “murro na barriga e tapa na cara do eleitor”. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou neste domingo (21) à GloboNews que pretende pautar na próxima reunião do colegiado – prevista para quarta-feira (24) – a chamada …
Foi um “ataque pessoal que atinge a magistratura feminina como um todo”, diz a presidente do Superior Tribunal Militar sobre colega
Em pronunciamento antes da sessão de julgamentos, Maria Elizabeth afirmou que as declarações foram misóginas. (Foto: Reprodução/YouTube)
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, reagiu às críticas que recebeu do ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, seu colega na Corte, após ter pedido desculpas às vítimas da ditadura militar em nome da Justiça Militar. As declarações da ministra, feitas durante um ato público, geraram uma série de reações dentro e fora do tribunal, abrindo um debate sobre o papel histórico da instituição e os limites da manifestação de seus integrantes.
Em pronunciamento antes do início da sessão de julgamentos, Maria Elizabeth afirmou que as declarações de Oliveira foram misóginas e que o episódio acabou sendo utilizado como “pretexto para ataque pessoal”. “Essa agressão desrespeitosa não atinge apenas esta magistrada, atinge a magistratura feminina como um todo”, disse a presidente do STM. “A crítica jurídica cabe, ataques de cunho pessoal e misógino não”, acrescentou. A ministra ressaltou ainda que, em sua avaliação, a divergência poderia ter ocorrido de maneira respeitosa, sem a necessidade de insinuações ou desqualificações.
O desentendimento entre os ministros teve origem no discurso de Maria Elizabeth durante o ato inter-religioso realizado na Catedral da Sé, em São Paulo, que marcou os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI-Codi em outubro de 1975, durante o regime militar.
Na sessão plenária seguinte do STM, sem a presença da presidente, o ministro Carlos Augusto Oliveira criticou duramente a manifestação. Segundo ele, a ministra deveria “estudar um pouco mais de História” antes de “opinar sobre a situação no período histórico a que ela se referiu e sobre as pessoas a quem pediu perdão”. O ministro considerou que o discurso de Maria Elizabeth teve “abordagem política” e careceu de profundidade, classificando-o como um gesto “inadequado ao papel da Corte”.
Em resposta, Maria Elizabeth declarou que conhece “muito bem a História” e que “não há dúvidas” quanto às violências ocorridas durante a ditadura militar. A ministra enfatizou que seu pronunciamento foi feito “em primeira pessoa e na qualidade de presidente do STM, em estrito limite institucional, investida que estou do múnus constitucional inerente ao cargo”.
Carlos Augusto Oliveira, tenente-brigadeiro do ar e o mais alto posto da hierarquia da Aeronáutica, negou ter sido misógino. “A senhora pode achar o que a senhora quiser, eu realmente não ligo muito”, respondeu o ministro à presidente. (Com informações de O Estado de S. Paulo.)
https://www.osul.com.br/foi-um-ataque-pessoal-que-atinge-a-magistratura-feminina-como-um-todo-diz-a-presidente-do-superior-tribunal-militar-sobre-colega/
Foi um “ataque pessoal que atinge a magistratura feminina como um todo”, diz a presidente do Superior Tribunal Militar sobre colega
2025-11-05
Related Posts
Sai o presidente do Supremo falante e cantor e entra o clássico “juiz fala nos autos”
Posse de Edson Fachin aconteceu nessa segunda-feira (29).(Foto: Rosinei Coutinho/STF) Auxiliares do ministro Edson Fachin, que nessa segunda-feira (29), assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), brincam que as diferenças em relação ao antecessor, Luís Roberto Barroso, aparecerão até mesmo na comunicação. Enquanto Barroso se empenhou para promover linguagem simples na Justiça e puxou …
Em eventual 2º turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 15 pontos de diferença, diz o Datafolha
No segundo turno, Flávio conta com 36% das intenções de voto, contra 51% de Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido como candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência na eleição de 2026, ficaria 15 pontos atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se um eventual segundo turno fosse …
Lula quer usar boa fase para atrair nomes do Centrão
Petista aposta no racha interno das siglas para fortalecer palanques locais em 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR Petista aposta no racha interno das siglas para fortalecer palanques locais em 2026. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu dobrar a aposta na queda de braço com partidos do Centrão ao dizer que não …
PEC da Blindagem: presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado diz que deve pautar texto na quarta-feira “para sepultar de vez”
Otto Alencar classificou a PEC como “murro na barriga e tapa na cara do eleitor”. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou neste domingo (21) à GloboNews que pretende pautar na próxima reunião do colegiado – prevista para quarta-feira (24) – a chamada …