O crime ocorreu em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre.
Foto: Reprodução
O crime ocorreu em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre. (Foto: Reprodução)
O policial militar Andersen Zanuni Moreira dos Santos, de 29 anos, foi condenado a quase 11 anos de prisão pela morte de quatro integrantes de uma mesma família, em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre. A sentença foi lida na noite de sexta-feira (31), pouco depois das 23h, após dois dias de julgamento. A decisão ainda permite recurso.
O réu recebeu penas que somam 10 anos e 10 meses — quatro anos e dois meses de detenção, mais seis anos e oito meses de reclusão — e perdeu o cargo na Brigada Militar. Ele foi preso após o julgamento, tendo respondido ao processo em liberdade.
O júri, formado por quatro mulheres e três homens, condenou o policial por três homicídios culposos, um homicídio privilegiado e violação de domicílio. O crime de vias de fato foi rejeitado pelos jurados.
Durante o julgamento, foram ouvidas dez testemunhas — cinco de acusação e cinco de defesa — além do interrogatório do acusado. A sessão foi conduzida pela juíza Eveline Radaelli Buffon.
O caso ocorreu no bairro Passo das Pedras. Na ocasião, morreram os irmãos Christian e Cristiano Lucena Terra, de 33 e 38 anos, o sobrinho deles, Alexsander Terra Moraes, de 26, e o primo, Alisson Corrêa Silva, de 28.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o policial procurava a companheira após uma discussão e entrou, por engano, em uma residência onde ocorria uma confraternização. Após discutir com participantes do encontro, deixou o local e foi seguido até uma pizzaria nas proximidades, onde ocorreram os disparos que resultaram nas mortes.
A defesa do PM sustentou que ele agiu em legítima defesa. Segundo o advogado Christian Tombini, o cliente se encontrava acuado nos fundos do estabelecimento. “Ele foi perseguido e chegou a pedir que os funcionários impedissem a entrada das pessoas no local. Reagiu para proteger a própria vida, quando não havia outra opção”, afirmou o defensor, que anunciou recurso para tentar reduzir a pena.
Já o promotor de Justiça Francisco Lauenstein, responsável pela acusação, argumentou que o policial provocou a situação ao invadir o imóvel e agredir uma mulher que participava da festa. Para o Ministério Público, os tiros foram disparados contra vítimas desarmadas. “Quem origina a violência não pode alegar legítima defesa”, declarou o promotor.
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O crime ocorreu em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre.
Foto: Reprodução
O crime ocorreu em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre. (Foto: Reprodução)
O policial militar Andersen Zanuni Moreira dos Santos, de 29 anos, foi condenado a quase 11 anos de prisão pela morte de quatro integrantes de uma mesma família, em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre. A sentença foi lida na noite de sexta-feira (31), pouco depois das 23h, após dois dias de julgamento. A decisão ainda permite recurso.
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O júri, formado por quatro mulheres e três homens, condenou o policial por três homicídios culposos, um homicídio privilegiado e violação de domicílio. O crime de vias de fato foi rejeitado pelos jurados.
Durante o julgamento, foram ouvidas dez testemunhas — cinco de acusação e cinco de defesa — além do interrogatório do acusado. A sessão foi conduzida pela juíza Eveline Radaelli Buffon.
O caso ocorreu no bairro Passo das Pedras. Na ocasião, morreram os irmãos Christian e Cristiano Lucena Terra, de 33 e 38 anos, o sobrinho deles, Alexsander Terra Moraes, de 26, e o primo, Alisson Corrêa Silva, de 28.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o policial procurava a companheira após uma discussão e entrou, por engano, em uma residência onde ocorria uma confraternização. Após discutir com participantes do encontro, deixou o local e foi seguido até uma pizzaria nas proximidades, onde ocorreram os disparos que resultaram nas mortes.
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Já o promotor de Justiça Francisco Lauenstein, responsável pela acusação, argumentou que o policial provocou a situação ao invadir o imóvel e agredir uma mulher que participava da festa. Para o Ministério Público, os tiros foram disparados contra vítimas desarmadas. “Quem origina a violência não pode alegar legítima defesa”, declarou o promotor.
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