Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
“Não é mais crime comum, é narcoterrorismo”, resumiu o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), ao falar sobre traficantes terem usado bombas por meio de drones numa reação à operação policial para prender integrantes do Comando Vermelho (CV).
“Se facção atacar força oficial de segurança com bomba, drone e armamento pesado não for terrorismo, não sei o que seria”, reforçou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Mais de 100 pessoas morreram. Moradores reclamaram estar numa “cidade sitiada”.
O episódio obriga que a segurança pública esteja entre os debates centrais das eleições de 2026. E a pauta cai como bomba no colo do presidente Lula, especialmente após ele declarar que “traficantes são vítimas dos usuários”.
Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência. Também escalou seu time para pedir em público urgência na votação da PEC da Segurança Pública. Além disso, partiu para o ataque ao governador do Rio, que é do PL, mesmo partido de Bolsonaro.
“O governador Cláudio Castro tem uma postura vergonhosa e tem que vir a público explicar por que se posiciona contra a PEC da Segurança”, disse o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias. Governadores críticos à proposta alegam que a PEC “usurpa” poder dos Estados.
O governo Lula sabe que perdeu o debate público nessa área desde o início desta gestão. Prometeu apresentar um superplano de segurança em 2023, ainda sob o comando do então ministro Flávio Dino, enfrentou críticas internas e demorou para se entender sobre o texto da PEC.
A despeito de todos esses problemas, a oposição aposta que a retórica da esquerda pesa mais negativamente contra Lula. Principalmente nas críticas à ação da polícia. Integrantes da cúpula do PL dizem que a ação tem apoio da maioria da população e ressaltam pesquisas internas apontando concordância com esse tipo de operação.
O governo Lula negou três pedidos de uso de blindados militares na segurança do Rio. Todas as negativas tiveram a mesma alegação: precisaria ser decretada Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mecanismo presidencial que dá poder de polícia aos militares, o que não foi pedido por Castro.
Um dos pedidos foi à Marinha para usar “veículos blindados, com os respectivos operadores e mecânicos” nas intervenções policiais em áreas de risco no Estado. O 2.º foi feito pela Polícia Civil ao Ministério da Defesa e o 3.º, enviado ao Exército.
A Advocacia-Geral da União citou Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa no governo Temer, quando orientou o Ministério da Defesa a rejeitar a solicitação do governo do Rio este ano para usar blindados da Marinha no combate ao crime organizado no Estado.
“Em situações excepcionais que demandam a garantia da lei e da ordem, e após decreto do presidente da República, é que as Forças Armadas podem atuar para garantir a lei e preservar a ordem pública. Sobre o tema, são as considerações do Ministro da Defesa Raul Jungmann”. (Opinião/jornal O Estado de S. Paulo)
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“Narcoterrorismo” entra no debate da eleição 2026 e vira bomba no colo de Lula
Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
“Não é mais crime comum, é narcoterrorismo”, resumiu o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), ao falar sobre traficantes terem usado bombas por meio de drones numa reação à operação policial para prender integrantes do Comando Vermelho (CV).
“Se facção atacar força oficial de segurança com bomba, drone e armamento pesado não for terrorismo, não sei o que seria”, reforçou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Mais de 100 pessoas morreram. Moradores reclamaram estar numa “cidade sitiada”.
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Ciente de que o tema é uma fragilidade da atual gestão, o governo Lula convocou uma reunião de emergência. Também escalou seu time para pedir em público urgência na votação da PEC da Segurança Pública. Além disso, partiu para o ataque ao governador do Rio, que é do PL, mesmo partido de Bolsonaro.
“O governador Cláudio Castro tem uma postura vergonhosa e tem que vir a público explicar por que se posiciona contra a PEC da Segurança”, disse o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias. Governadores críticos à proposta alegam que a PEC “usurpa” poder dos Estados.
O governo Lula sabe que perdeu o debate público nessa área desde o início desta gestão. Prometeu apresentar um superplano de segurança em 2023, ainda sob o comando do então ministro Flávio Dino, enfrentou críticas internas e demorou para se entender sobre o texto da PEC.
A despeito de todos esses problemas, a oposição aposta que a retórica da esquerda pesa mais negativamente contra Lula. Principalmente nas críticas à ação da polícia. Integrantes da cúpula do PL dizem que a ação tem apoio da maioria da população e ressaltam pesquisas internas apontando concordância com esse tipo de operação.
O governo Lula negou três pedidos de uso de blindados militares na segurança do Rio. Todas as negativas tiveram a mesma alegação: precisaria ser decretada Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mecanismo presidencial que dá poder de polícia aos militares, o que não foi pedido por Castro.
Um dos pedidos foi à Marinha para usar “veículos blindados, com os respectivos operadores e mecânicos” nas intervenções policiais em áreas de risco no Estado. O 2.º foi feito pela Polícia Civil ao Ministério da Defesa e o 3.º, enviado ao Exército.
A Advocacia-Geral da União citou Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa no governo Temer, quando orientou o Ministério da Defesa a rejeitar a solicitação do governo do Rio este ano para usar blindados da Marinha no combate ao crime organizado no Estado.
“Em situações excepcionais que demandam a garantia da lei e da ordem, e após decreto do presidente da República, é que as Forças Armadas podem atuar para garantir a lei e preservar a ordem pública. Sobre o tema, são as considerações do Ministro da Defesa Raul Jungmann”. (Opinião/jornal O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/narcoterrorismo-entra-no-debate-da-eleicao-2026-e-vira-bomba-no-colo-de-lula/
“Narcoterrorismo” entra no debate da eleição 2026 e vira bomba no colo de Lula
2025-10-29
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