A defesa de Fernando Collor, informou ao ministro Alexandre de Moraes que o desligamento da tornozeleira eletrônica que o ex-presidente usa não foi intencional; o equipamento ficou desligado por 36 horas em maio
Collor foi condenado pelo STF, em 2023, a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
A defesa do ex-presidente Fernando Collor informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o desligamento de sua tornozeleira eletrônica por 36h, em maio, foi um “incidente involuntário”, devido a “informações truncadas” sobre a bateria do equipamento.
Há duas semanas, o Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas enviou ao STF um relatório indicado que a tornozeleira de Collor ficou desligada, por falta de bateria, das 9h05 do dia 2 de maio até 21h23 do dia seguinte. Esse foi o primeiro dia de Collor na prisão domiciliar, após passar uma semana em um presídio em Alagoas. O ministro Alexandre de Moraes determinou, então, uma explicação dos advogados.
A defesa de Collor afirma que quando a tornozeleira foi instalada, no dia 1º de maio, foi informado que o equipamento estava com bateria cheia, que duraria entre 24h e 72h. Entretanto, no dia 3 de maio houve um aviso de que o dispositivo estava descarregado. Os advogados alegam que a tornozeleira começou a ser carregada logo depois do aviso.
“Não há qualquer razão plausível para se cogitar que o peticionante, beneficiado com a prisão domiciliar humanitária, descumpriria intencionalmente as medidas cautelares já no primeiro dia. O caso, com todo o respeito, não passou de um incidente involuntário, decorrente de informações truncadas repassadas ao monitorado”, alega a defesa.
Os advogados acrescentaram que nos meses seguintes não houve “qualquer outra interrupção do acompanhamento” e que o desligamento foi um “episódio absolutamente isolado” que não justificaria o fim da prisão domiciliar.
Moraes também havia determinado que o governo de Alagoas explicasse por que o descumprimento só foi informado cinco meses depois. Na sexta-feira, a administração estadual afirmou que a demora no envio de informações ocorreu por “falta de conhecimento” do e-mail do gabinete do ministro.
“É indispensável a conferência de do canal legítimo para remeter ao destinatário de modo a resguardar a segurança institucional e o cumprimento das normas internas de sigilo e proteção de dados”, disse o órgão.
Collor foi condenado pelo STF, em 2023, a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A maioria dos ministros considerou que ele participou de um esquema de corrupção na BR Distribuidora, que na época era subsidiária da Petrobras, investigado na Operação Lava-Jato.
https://www.osul.com.br/a-defesa-de-fernando-collor-informou-ao-ministro-alexandre-de-moraes-que-o-desligamento-da-tornozeleira-eletronica-que-o-ex-presidente-usa-nao-foi-intencional-o-equipamento-ficou-desligado-por-36-ho/ A defesa de Fernando Collor, informou ao ministro Alexandre de Moraes que o desligamento da tornozeleira eletrônica que o ex-presidente usa não foi intencional; o equipamento ficou desligado por 36 horas em maio 2025-10-27
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“Não há qualquer razão plausível para se cogitar que o peticionante, beneficiado com a prisão domiciliar humanitária, descumpriria intencionalmente as medidas cautelares já no primeiro dia. O caso, com todo o respeito, não passou de um incidente involuntário, decorrente de informações truncadas repassadas ao monitorado”, alega a defesa.
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https://www.osul.com.br/a-defesa-de-fernando-collor-informou-ao-ministro-alexandre-de-moraes-que-o-desligamento-da-tornozeleira-eletronica-que-o-ex-presidente-usa-nao-foi-intencional-o-equipamento-ficou-desligado-por-36-ho/
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2025-10-27
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