Trump não impôs nenhuma condição para negociação ou suspensão das taxas. (Foto: Reprodução)
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabeleceram a necessidade de visitas recíprocas entre os dois países.
“O presidente Trump quer ir ao Brasil e o presidente Lula aceitou também, disse que irá com prazer aos Estados Unidos no futuro”, disse o chanceler.
Vieira ainda destacou que o encontro entre os dois presidentes foi muito positivo, e reiterou que Lula voltou a pedir a suspensão das tarifas impostas à exportação brasileira durante o período de negociação, da mesma forma que a aplicação de recurso à Lei Magnitsky.
“Trump declarou que dará instruções à sua equipe para começar um processo de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda – já que é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou.
A expectativa do governo brasileiro era de um encontro entre as equipes ainda na noite deste domingo, no horário da Malásia, segundo o chanceler Mauro Vieira. Houve, entretanto, uma conversa por telefone entre ele e Jamieson Greer, e o encontro ficou para a manhã de segunda-feira (27).
“Nós esperamos em pouco tempo agora, em algumas semanas, concluir uma negociação bilateral que trate de cada um dos setores da atual tributação americana ao Brasil”, completou Vieira, reiterando que os representantes brasileiros devem pedir que as tarifas sejam suspensas durante o período de negociação.
Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, Lula deixou claro que a motivação usada pelos EUA para impor a elevação de tarifas para o restante do mundo não se aplica ao Brasil, uma vez que o país tem déficit na balança comercial com os norte-americanos.
“[Lula] mostrou também que a nossa pauta comercial e a relação diplomática de mais de 200 anos sempre foi muito boa”, disse o secretário.
Ainda de acordo com Vieira, Trump não impôs nenhuma condição para negociação ou suspensão das taxas.
O encontro contou com a participação do Secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.
Falas sobre Bolsonaro
O secretário-executivo do MDIC também afirmou que os presidentes não abordaram diretamente a questão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a reunião.
“Isso não foi discutido. A questão do Bolsonaro apareceu antes, na entrevista, mas muito lateralmente”, disse Rosa.
Durante entrevista a jornalistas mais cedo, feita antes da reunião, Trump disse que se sente mal pelo que Bolsonaro passou no Brasil.
“Eu sempre gostei dele. Eu me sinto muito mal sobre o que aconteceu com ele. Sempre achei que ele era um cara honesto, mas ele passou por muita coisa”, afirmou o republicano.
Interlocução com a Venezuela
Segundo Vieira, o presidente Lula também teria abordado a situação entre os EUA e a Venezuela, tendo se prontificado a ser um contato de comunicação entre a Venezuela e os Estados Unidos.
“O presidente Lula disse que a América do Sul é uma região de paz e se prontificou a ser interlocutor, como foi no passado, com a Venezuela, para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países”, disse o chanceler.
“[Lula também disse] que o Brasil estará sempre disposto a atuar como elemento da paz e do entendimento, o que sempre foi a tradição do Brasil e continuará sendo”, completou.
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“Trump quer vir ao Brasil”, diz chanceler brasileiro após encontro de presidentes na Malásia
Trump não impôs nenhuma condição para negociação ou suspensão das taxas. (Foto: Reprodução)
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“O presidente Trump quer ir ao Brasil e o presidente Lula aceitou também, disse que irá com prazer aos Estados Unidos no futuro”, disse o chanceler.
Vieira ainda destacou que o encontro entre os dois presidentes foi muito positivo, e reiterou que Lula voltou a pedir a suspensão das tarifas impostas à exportação brasileira durante o período de negociação, da mesma forma que a aplicação de recurso à Lei Magnitsky.
“Trump declarou que dará instruções à sua equipe para começar um processo de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda – já que é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou.
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“Nós esperamos em pouco tempo agora, em algumas semanas, concluir uma negociação bilateral que trate de cada um dos setores da atual tributação americana ao Brasil”, completou Vieira, reiterando que os representantes brasileiros devem pedir que as tarifas sejam suspensas durante o período de negociação.
Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, Lula deixou claro que a motivação usada pelos EUA para impor a elevação de tarifas para o restante do mundo não se aplica ao Brasil, uma vez que o país tem déficit na balança comercial com os norte-americanos.
“[Lula] mostrou também que a nossa pauta comercial e a relação diplomática de mais de 200 anos sempre foi muito boa”, disse o secretário.
Ainda de acordo com Vieira, Trump não impôs nenhuma condição para negociação ou suspensão das taxas.
O encontro contou com a participação do Secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.
Falas sobre Bolsonaro
O secretário-executivo do MDIC também afirmou que os presidentes não abordaram diretamente a questão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a reunião.
“Isso não foi discutido. A questão do Bolsonaro apareceu antes, na entrevista, mas muito lateralmente”, disse Rosa.
Durante entrevista a jornalistas mais cedo, feita antes da reunião, Trump disse que se sente mal pelo que Bolsonaro passou no Brasil.
“Eu sempre gostei dele. Eu me sinto muito mal sobre o que aconteceu com ele. Sempre achei que ele era um cara honesto, mas ele passou por muita coisa”, afirmou o republicano.
Interlocução com a Venezuela
Segundo Vieira, o presidente Lula também teria abordado a situação entre os EUA e a Venezuela, tendo se prontificado a ser um contato de comunicação entre a Venezuela e os Estados Unidos.
“O presidente Lula disse que a América do Sul é uma região de paz e se prontificou a ser interlocutor, como foi no passado, com a Venezuela, para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países”, disse o chanceler.
“[Lula também disse] que o Brasil estará sempre disposto a atuar como elemento da paz e do entendimento, o que sempre foi a tradição do Brasil e continuará sendo”, completou.
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2025-10-26
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