Lula afirmou que Brasil e Indonésia são duas nações determinadas a assumir seus lugares em uma ordem mundial em profunda transformação. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Prabowo Subianto (Indonésia) se reuniram nesta semana. Trataram de questões comerciais, como a liberação do frango brasileiro para o programa do governo indonésio de alimentação para crianças, grávidas e lactantes, bem como aumentar a compra de carne bovina brasileira pelo país asiático.
Os mandatários também trataram de oportunidades para a Embraer suprir demandas do governo indonésio e da aviação comercial no país. A Indonésia já utiliza o modelo militar Super Tucano, produzido pela fabricante brasileira, desde 2011. Há possibilidade de novos acordos nesse sentido.
O presidente também abordou o interesse em discutir a possibilidade de comércio com as próprias moedas, sem intermediação do dólar. “Essa é uma coisa que nós precisamos mudar. O século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no século XX. Exige que a gente mude alguma forma de agirmos comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém”, disse.
A declaração ocorrer a poucos dias do encontro com o presidente americano, Donald Trump, prevista para domingo, 26. Trump tem criticado países, especialmente os do Brics, que tentam restringir o uso do dólar no comércio internacional.
“Nós queremos multilateralismo, e não unilateralismo. Nós queremos democracia comercial, e não protecionismo. Nós queremos crescer, gerar empregos. Emprego de qualidade, porque é para isso que nós fomos eleitos para representar o nosso povo”, afirmou.
Lula foi recebido por Subianto no Palácio Merdeka, em Jacarta, às 10h no horário local (0h de Brasília). A reunião entre os presidentes estava prevista para durar 30 minutos, mas durou uma hora.
Participaram da solenidade representantes da JBS e da holding J&F, assim como os ministros de Minas e Energia. Alexandre Silveira, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente do IBGE, Marcio Pochmann.
A visita de Lula à Indonésia marca o início da agenda asiática do presidente, que tem como foco ampliar o comércio de proteína animal brasileira, reforçar parcerias ambientais e estreitar laços diplomáticos com países do Sudeste Asiático. Em seu primeiro compromisso oficial na viagem, Lula declarou que será candidato à reeleição, no ano que vem.
Lula afirmou que Brasil e Indonésia são duas nações determinadas a assumir seus lugares em uma ordem mundial em profunda transformação. “No atual cenário de acirramento do protecionismo, nossos países têm plenas condições de mostrar ao mundo a capacidade de defender interesses econômicos com diálogo e respeito mútuo”, declarou Lula.
Lula também disse que “não faltam oportunidades para o comércio de produtos de maior valor agregado, em especial no setor de defesa”. Ele disse estar disposto a contribuir para as necessidades estratégicas da Indonésia, em particular a FAB. “Indonésia e Brasil compartilham o compromisso com a paz, com o desenvolvimento sustentável e com a promoção.
Lula comentou que encontrará Subianto novamente em alguns dias, na Cúpula da Asean, na Malásia, e que a decisão brasileira de reforçar a cooperação com a Indonésia e com o Sudeste Asiático “não poderia ser mais acertada”.
Lula também disse sobre ele e o presidente Subianto concordarem quanto à urgência de agirem com determinação para vencer a crise climática, pois a Indonésia tem sido um parceiro fundamental nessa luta. “Indonésia e Brasil trabalharão juntos para uma transição energética justa, rumo a economias menos poluentes e mais sustentáveis, sem prescindir da geração de empregos de qualidade e da redução das desigualdades”, defendeu. Lula agradeceu ao apoio de Subianto à COP30, que se realizará dentro de 20 dias, em Belém.
O presidente brasileiro aceitou o convite do indonésio para comemorarem seus aniversários. Subianto completou 74 anos no dia 17. Lula fará 80 na segunda-feira, 27. Com informações do portal Valor Econômico.
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Lula afirmou que Brasil e Indonésia são duas nações determinadas a assumir seus lugares em uma ordem mundial em profunda transformação. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Prabowo Subianto (Indonésia) se reuniram nesta semana. Trataram de questões comerciais, como a liberação do frango brasileiro para o programa do governo indonésio de alimentação para crianças, grávidas e lactantes, bem como aumentar a compra de carne bovina brasileira pelo país asiático.
Os mandatários também trataram de oportunidades para a Embraer suprir demandas do governo indonésio e da aviação comercial no país. A Indonésia já utiliza o modelo militar Super Tucano, produzido pela fabricante brasileira, desde 2011. Há possibilidade de novos acordos nesse sentido.
O presidente também abordou o interesse em discutir a possibilidade de comércio com as próprias moedas, sem intermediação do dólar. “Essa é uma coisa que nós precisamos mudar. O século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no século XX. Exige que a gente mude alguma forma de agirmos comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém”, disse.
A declaração ocorrer a poucos dias do encontro com o presidente americano, Donald Trump, prevista para domingo, 26. Trump tem criticado países, especialmente os do Brics, que tentam restringir o uso do dólar no comércio internacional.
“Nós queremos multilateralismo, e não unilateralismo. Nós queremos democracia comercial, e não protecionismo. Nós queremos crescer, gerar empregos. Emprego de qualidade, porque é para isso que nós fomos eleitos para representar o nosso povo”, afirmou.
Lula foi recebido por Subianto no Palácio Merdeka, em Jacarta, às 10h no horário local (0h de Brasília). A reunião entre os presidentes estava prevista para durar 30 minutos, mas durou uma hora.
Participaram da solenidade representantes da JBS e da holding J&F, assim como os ministros de Minas e Energia. Alexandre Silveira, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente do IBGE, Marcio Pochmann.
A visita de Lula à Indonésia marca o início da agenda asiática do presidente, que tem como foco ampliar o comércio de proteína animal brasileira, reforçar parcerias ambientais e estreitar laços diplomáticos com países do Sudeste Asiático. Em seu primeiro compromisso oficial na viagem, Lula declarou que será candidato à reeleição, no ano que vem.
Lula afirmou que Brasil e Indonésia são duas nações determinadas a assumir seus lugares em uma ordem mundial em profunda transformação. “No atual cenário de acirramento do protecionismo, nossos países têm plenas condições de mostrar ao mundo a capacidade de defender interesses econômicos com diálogo e respeito mútuo”, declarou Lula.
Lula também disse que “não faltam oportunidades para o comércio de produtos de maior valor agregado, em especial no setor de defesa”. Ele disse estar disposto a contribuir para as necessidades estratégicas da Indonésia, em particular a FAB. “Indonésia e Brasil compartilham o compromisso com a paz, com o desenvolvimento sustentável e com a promoção.
Lula comentou que encontrará Subianto novamente em alguns dias, na Cúpula da Asean, na Malásia, e que a decisão brasileira de reforçar a cooperação com a Indonésia e com o Sudeste Asiático “não poderia ser mais acertada”.
Lula também disse sobre ele e o presidente Subianto concordarem quanto à urgência de agirem com determinação para vencer a crise climática, pois a Indonésia tem sido um parceiro fundamental nessa luta. “Indonésia e Brasil trabalharão juntos para uma transição energética justa, rumo a economias menos poluentes e mais sustentáveis, sem prescindir da geração de empregos de qualidade e da redução das desigualdades”, defendeu. Lula agradeceu ao apoio de Subianto à COP30, que se realizará dentro de 20 dias, em Belém.
O presidente brasileiro aceitou o convite do indonésio para comemorarem seus aniversários. Subianto completou 74 anos no dia 17. Lula fará 80 na segunda-feira, 27. Com informações do portal Valor Econômico.
https://www.osul.com.br/lula-volta-a-defender-uso-de-moeda-propria-nas-trocas-comerciais/
Lula volta a defender uso de moeda própria nas trocas comerciais
2025-10-25
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