O futuro indicado à corte por Lula, por sua vez, preencheria o lugar hoje de Gilmar na Segunda Turma.(Foto: Fellipe Sampaio /STF)
Observadores do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a mudança de turma de Luiz Fux pode recriar a chamada “loteria judiciária”, que já ocorreu em anos passados.
Nesta terça-feira (21), Fux, que votou alinhado ao bolsonarismo no processo do golpe, pediu para mudar da Primeira Turma para a Segunda, onde deve compor uma maioria com André Mendonça e Nunes Marques, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os outros membros, Gilmar e Dias Toffoli, ficariam em minoria no colegiado.
A Segunda Turma seria, assim, mais receptiva a pleitos da direita e temas conservadores, ao contrário da Primeira, que tem hoje Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Carmen Lúcia, além do próprio Fux.
Pessoas que acompanham o dia a dia do tribunal avaliam também que Gilmar poderia fazer um momento em reação ao de Fux, seu desafeto.
Decano da corte, ele poderia mudar para a Primeira Turma, justamente na vaga de Fux, evitando assim a situação desconfortável de ser derrotado frequentemente pelo rival.
O futuro indicado à corte por Lula, por sua vez, preencheria o lugar hoje de Gilmar na Segunda Turma.
Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF
A mudança do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) pode dar mais força ao ministro Kassio Nunes Marques em um colegiado dominado nos últimos anos pelo decano do tribunal, o ministro Gilmar Mendes.
Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo, Kassio não se alinhou a nenhuma das correntes da corte. Sua atuação é comparada a um pêndulo: ora vota com André Mendonça, ora forma maioria com Gilmar e Dias Toffoli.
A posição de Kassio na Segunda Turma deve garantir a ele o voto decisivo em julgamentos no Supremo e colocá-lo como peça-chave para a nova relação de forças do tribunal.
Um eventual alinhamento de Kassio com Fux e Mendonça pode garantir maioria na turma e dar ao trio um poder até então considerado pouco provável, diante das derrotas deles em processos julgados no plenário do Supremo. Com informações da Folha de São Paulo.
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Nesta terça-feira (21), Fux, que votou alinhado ao bolsonarismo no processo do golpe, pediu para mudar da Primeira Turma para a Segunda, onde deve compor uma maioria com André Mendonça e Nunes Marques, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os outros membros, Gilmar e Dias Toffoli, ficariam em minoria no colegiado.
A Segunda Turma seria, assim, mais receptiva a pleitos da direita e temas conservadores, ao contrário da Primeira, que tem hoje Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Carmen Lúcia, além do próprio Fux.
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Decano da corte, ele poderia mudar para a Primeira Turma, justamente na vaga de Fux, evitando assim a situação desconfortável de ser derrotado frequentemente pelo rival.
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A posição de Kassio na Segunda Turma deve garantir a ele o voto decisivo em julgamentos no Supremo e colocá-lo como peça-chave para a nova relação de forças do tribunal.
Um eventual alinhamento de Kassio com Fux e Mendonça pode garantir maioria na turma e dar ao trio um poder até então considerado pouco provável, diante das derrotas deles em processos julgados no plenário do Supremo. Com informações da Folha de São Paulo.
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2025-10-25
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