Advogado-geral da União defende equilíbrio entre Poderes e preservação das decisões políticas tomadas pelo voto. Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Em meio às articulações que o colocam como favorito à próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, fez um aceno ao Congresso Nacional ao defender que o Poder Judiciário respeite as escolhas legítimas dos poderes Legislativo e Executivo. A declaração foi dada durante o XXVIII Congresso Internacional de Direito Constitucional, promovido pelo IDP em Brasília, em um momento em que o Planalto avalia o impacto político de sua eventual indicação à Corte.
A fala de Messias ocorre em um contexto de aproximação com o Parlamento e de reforço da imagem de diálogo institucional. O advogado-geral tem buscado demonstrar perfil técnico e conciliador, alinhado ao discurso de respeito à separação de Poderes – argumento que vem sendo bem recebido por setores do Legislativo e do próprio Supremo.
“A não ser que estejam em jogo direitos fundamentais ou os procedimentos democráticos, os tribunais devem acatar as escolhas legítimas feitas pelo legislador, assim como ser deferentes com o exercício razoável de discricionariedade pelo administrador público”, afirmou Messias.
Ele destacou que, nos chamados processos estruturais, o papel do Judiciário não deve ser o de substituir decisões políticas, mas o de coordenar soluções que envolvam múltiplos atores institucionais. “Os processos estruturais refletem uma mudança de paradigma: o reconhecimento de que há situações em que a mera declaração de inconstitucionalidade não basta. Em casos complexos, que envolvem políticas públicas, desigualdades históricas e múltiplos atores institucionais, o papel do Judiciário passa a ser o de coordenador e indutor de soluções pactuadas, e não o de formulador solitário de decisões judiciais”, disse.
Agenda institucional
A fala se soma ao movimento recente da Advocacia-Geral da União (AGU) de fortalecer a cooperação entre os Poderes. Em setembro, Messias assinou uma portaria que regulamenta a atuação da AGU em processos estruturais, priorizando a prevenção e a resolução consensual de conflitos.
Ele lembrou ainda que o Supremo encerrou neste mês a primeira ação estrutural em tramitação – a ADPF 709, sobre a proteção à saúde indígena durante a pandemia de covid-19.
“A AGU, como parceira institucional dessa trajetória, segue comprometida com a promoção da segurança jurídica, com a qualidade de vida dos brasileiros e com a construção colaborativa das soluções estruturais que o nosso tempo exige: soluções democráticas, deferentes à autonomia dos poderes e harmônicas com o nosso pacto federativo”, concluiu Messias.
A defesa de Messias pelo respeito às escolhas políticas ocorre enquanto o Congresso trava uma queda de braço com o Judiciário. Nos bastidores, parlamentares de oposição tentam avançar com propostas que ampliam a proteção às prerrogativas de deputados e senadores – uma dita reação à atuação do Supremo em casos envolvendo mandatos parlamentares e decisões que têm atingido lideranças políticas. O tema reacendeu o debate sobre os limites entre independência e interferência entre os Poderes. (Com informações do portal Terra)
https://www.osul.com.br/cotado-para-vaga-no-supremo-jorge-messias-acena-ao-congresso-e-diz-que-o-poder-judiciario-deve-respeitar-escolhas-legitimas/ Cotado para vaga no Supremo, Jorge Messias acena ao Congresso e diz que o Poder Judiciário deve respeitar escolhas legítimas 2025-10-23
“Torço e trabalharei para que, em 2026, a gente possa criar as condições para uma alternativa ao que está aí”, declarou Leite. (Foto: Vitor Rosa/Secom) O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), está diante de uma encruzilhada. Deseja concorrer à Presidência da República, mas depende de um aval ainda incerto do presidente …
Messias precisa de 41 votos para ser aprovado. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva viram como armadilha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) o agendamento da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para 10 de dezembro. O indicado do presidente Luiz Inácio Lula …
Ameaçado de expulsão pelo União Brasil, Celso Sabino diz que abandonar ministério seria covardia. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O ministro do Turismo, Celso Sabino, voltou a ironizar nessa sexta-feira (10) o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, dizendo que já pode responder a ele, pelo fato de o colega de partido ter ultrapassado 1,5% das intenções …
Tensão com STF escala após operações policiais atingirem governo, centrão e oposição. (Foto: Luiz Silveira/STF) O governo Lula fez movimentos de reaproximação com o Congresso após semanas de conflitos e espera que o recesso apazigue de vez a relação, enquanto a tensão entre os parlamentares se desloca para o Judiciário, com seguidas operações policiais contra …
Cotado para vaga no Supremo, Jorge Messias acena ao Congresso e diz que o Poder Judiciário deve respeitar escolhas legítimas
Advogado-geral da União defende equilíbrio entre Poderes e preservação das decisões políticas tomadas pelo voto. Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Em meio às articulações que o colocam como favorito à próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, fez um aceno ao Congresso Nacional ao defender que o Poder Judiciário respeite as escolhas legítimas dos poderes Legislativo e Executivo. A declaração foi dada durante o XXVIII Congresso Internacional de Direito Constitucional, promovido pelo IDP em Brasília, em um momento em que o Planalto avalia o impacto político de sua eventual indicação à Corte.
A fala de Messias ocorre em um contexto de aproximação com o Parlamento e de reforço da imagem de diálogo institucional. O advogado-geral tem buscado demonstrar perfil técnico e conciliador, alinhado ao discurso de respeito à separação de Poderes – argumento que vem sendo bem recebido por setores do Legislativo e do próprio Supremo.
“A não ser que estejam em jogo direitos fundamentais ou os procedimentos democráticos, os tribunais devem acatar as escolhas legítimas feitas pelo legislador, assim como ser deferentes com o exercício razoável de discricionariedade pelo administrador público”, afirmou Messias.
Ele destacou que, nos chamados processos estruturais, o papel do Judiciário não deve ser o de substituir decisões políticas, mas o de coordenar soluções que envolvam múltiplos atores institucionais. “Os processos estruturais refletem uma mudança de paradigma: o reconhecimento de que há situações em que a mera declaração de inconstitucionalidade não basta. Em casos complexos, que envolvem políticas públicas, desigualdades históricas e múltiplos atores institucionais, o papel do Judiciário passa a ser o de coordenador e indutor de soluções pactuadas, e não o de formulador solitário de decisões judiciais”, disse.
Agenda institucional
A fala se soma ao movimento recente da Advocacia-Geral da União (AGU) de fortalecer a cooperação entre os Poderes. Em setembro, Messias assinou uma portaria que regulamenta a atuação da AGU em processos estruturais, priorizando a prevenção e a resolução consensual de conflitos.
Ele lembrou ainda que o Supremo encerrou neste mês a primeira ação estrutural em tramitação – a ADPF 709, sobre a proteção à saúde indígena durante a pandemia de covid-19.
“A AGU, como parceira institucional dessa trajetória, segue comprometida com a promoção da segurança jurídica, com a qualidade de vida dos brasileiros e com a construção colaborativa das soluções estruturais que o nosso tempo exige: soluções democráticas, deferentes à autonomia dos poderes e harmônicas com o nosso pacto federativo”, concluiu Messias.
A defesa de Messias pelo respeito às escolhas políticas ocorre enquanto o Congresso trava uma queda de braço com o Judiciário. Nos bastidores, parlamentares de oposição tentam avançar com propostas que ampliam a proteção às prerrogativas de deputados e senadores – uma dita reação à atuação do Supremo em casos envolvendo mandatos parlamentares e decisões que têm atingido lideranças políticas. O tema reacendeu o debate sobre os limites entre independência e interferência entre os Poderes. (Com informações do portal Terra)
https://www.osul.com.br/cotado-para-vaga-no-supremo-jorge-messias-acena-ao-congresso-e-diz-que-o-poder-judiciario-deve-respeitar-escolhas-legitimas/
Cotado para vaga no Supremo, Jorge Messias acena ao Congresso e diz que o Poder Judiciário deve respeitar escolhas legítimas
2025-10-23
Related Posts
Eduardo Leite diz que o presidente do seu partido tem deixado muito claro que “não estaremos nem com Lula nem com Bolsonaro” nas eleições
“Torço e trabalharei para que, em 2026, a gente possa criar as condições para uma alternativa ao que está aí”, declarou Leite. (Foto: Vitor Rosa/Secom) O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), está diante de uma encruzilhada. Deseja concorrer à Presidência da República, mas depende de um aval ainda incerto do presidente …
Aliados de Lula veem armadilha do presidente do Senado em data de sabatina de Messias
Messias precisa de 41 votos para ser aprovado. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva viram como armadilha do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) o agendamento da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para 10 de dezembro. O indicado do presidente Luiz Inácio Lula …
Ministro do Turismo, que permanece no governo contra a vontade de seu partido, volta a ironizar o governador de Goiás
Ameaçado de expulsão pelo União Brasil, Celso Sabino diz que abandonar ministério seria covardia. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O ministro do Turismo, Celso Sabino, voltou a ironizar nessa sexta-feira (10) o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, dizendo que já pode responder a ele, pelo fato de o colega de partido ter ultrapassado 1,5% das intenções …
O governo fez movimentos de reaproximação com o Congresso após semanas de conflitos, enquanto a tensão entre os parlamentares se desloca para o Judiciário
Tensão com STF escala após operações policiais atingirem governo, centrão e oposição. (Foto: Luiz Silveira/STF) O governo Lula fez movimentos de reaproximação com o Congresso após semanas de conflitos e espera que o recesso apazigue de vez a relação, enquanto a tensão entre os parlamentares se desloca para o Judiciário, com seguidas operações policiais contra …