Óculos Meta Ray-Ban Display, desenvolvido em parceria com a célebre fabricante de óculos de luxo. (Foto: Reprodução)
O que vem depois do smartphone? Essa é uma pergunta que muitos analistas tentam responder. O futuro das big tech, como a Meta, depende de acertar essa previsão. Por isso, as peças de Mark Zuckerberg já começam a se movimentar nessa direção. A principal aposta de sua empresa são os óculos inteligentes.
Zuckerberg falou sobre o conceito de “superinteligência” em carta publicada no site da Meta, em julho. Segundo o CEO, a ideia de que as máquinas superarão as habilidades cognitivas das mentes mais brilhantes da humanidade, e se disse otimista quanto ao assunto.
“Eu acredito que dispositivos pessoais como óculos que veem o que nós vemos, ouvem o que nós ouvimos e interagem conosco ao longo do dia se tornarão nossos principais dispositivos computacionais”, afirmou o líder da Meta.
De acordo com ele, por meio dos óculos, essa superinteligência seria direcionada para os objetivos pessoais de cada um.
Em abril, Andrew Bosworth, chefe de tecnologia da Meta, antecipava essa opinião, dizendo que os óculos seriam a melhor forma de “engajar-se em experiências imersivas”.
Ele comparou o uso de um bom óculos de realidade aumentada com a Sphere, a famosa casa de shows esférica em Las Vegas, com telões e som de altíssima qualidade projetando imersão dos frequentadores em ambientes distantes e fantásticos.
“Digamos que eu queria assistir ao jogo com meu pai e sentir que nós estamos na beira da quadra. Claro, podemos ir e pagar muito caro nos ingressos, mas existe alguma maneira melhor? Eu acredito que sim”, afirmou Bosworth em entrevista ao site da empresa de investimentos a16z. “Então, em dez anos, eu acredito que teremos bons veículos alternativos de entrega de conteúdo.”
Para muitos analistas independentes, os executivos da Meta estão certos. “(Óculos) não são mais um acessório de moda. A integração da Meta AI com função de controle de voz transforma esses óculos em assistentes inteligentes, que antecipam suas necessidades enquanto mantêm suas mãos livres”, escreveu a analista de tecnologia Maya Reynolds.
Relatórios de vendas também parecem indicar um crescimento significativo nesse sentido. Segundo levantamento da empresa de pesquisa de mercado Counterpoint, em 2024, a demanda global por óculos inteligentes aumentou em 210% comparada ao ano anterior, um nível que lembra os primeiros anos dos smartphones.
Atualmente, a Meta trabalha com dois tipos de óculos inteligentes. O primeiro é o Ray-Ban Meta, desenvolvido em parceria com a célebre fabricante de óculos de luxo. Ele possui assistente de voz da Meta IA, câmeras embutidas e capacidade para transmissão ao vivo nas redes da empresa (Facebook e Instagram).
“O incrível é como esses óculos mantêm o estilo icônico da Ray-Ban ao mesmo tempo em que trazem tecnologia avançada”, afirmou o crítico de consumo de tecnologia Jordan Zhao. “Diferentemente dos predecessores robustos ou de headsets volumosos como o Apple Vision Pro, eles alcançaram um raro equilíbrio entre moda e funcionalidade.”
O outro modelo, apresentado no ano passado, é o Orion, que ainda está fora do mercado, considerado muito caro para fabricação em larga escala. Anunciado como primeiro óculos de realidade aumentada da empresa, ele pretende “combinar os mundos físico e digital”.
Além de apenas usar a Meta AI, traz outros atrativos. Por exemplo, a harmonização com uma pulseira que sente os movimentos da sua mão em tempo real, permitindo que você arraste, clique e interaja de diversas formas com as telas integradas às lentes.
Scott Stein, do site especializado em tecnologia CNet, testou o Orion e afirmou que ele parecia um “passeio por um futuro estranho e novo”. “Talvez, headsets de realidade virtual e smartglasses vão continuar evoluindo aos poucos até que, de repente, nós já estejamos lá e a sensação não seja nada estranha”, escreveu.
“Com esses óculos, vemos a importância de uma abordagem ‘full stack’ para plataformas de computação de última geração. E, com hardware proprietário, um sistema operacional baseado em IA e conteúdo de ponta disponível aos usuários no lançamento, acreditamos que a Meta tem todos os elementos necessários para capturar essa oportunidade”, escreveu o analista da empresa financeira Morgan Stanley, Brian Nowak, aos seus clientes.
“É improvável que óculos inteligentes se tornem tão onipresentes quanto smartphones tão cedo”, ponderou Lisa Eadicicco, editora de tecnologia da CNN. “Mas eles podem permitir que a Meta alcance os consumidores diretamente, reduzindo bastante a dependência de smartphones.” As informações são do portal de notícias UOL.
https://www.osul.com.br/futuro-sem-celular-o-que-a-meta-pretende-ao-lancar-oculos-inteligentes/ Futuro sem celular: o que a Meta pretende ao lançar óculos inteligentes 2025-10-22
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Futuro sem celular: o que a Meta pretende ao lançar óculos inteligentes
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O que vem depois do smartphone? Essa é uma pergunta que muitos analistas tentam responder. O futuro das big tech, como a Meta, depende de acertar essa previsão. Por isso, as peças de Mark Zuckerberg já começam a se movimentar nessa direção. A principal aposta de sua empresa são os óculos inteligentes.
Zuckerberg falou sobre o conceito de “superinteligência” em carta publicada no site da Meta, em julho. Segundo o CEO, a ideia de que as máquinas superarão as habilidades cognitivas das mentes mais brilhantes da humanidade, e se disse otimista quanto ao assunto.
“Eu acredito que dispositivos pessoais como óculos que veem o que nós vemos, ouvem o que nós ouvimos e interagem conosco ao longo do dia se tornarão nossos principais dispositivos computacionais”, afirmou o líder da Meta.
De acordo com ele, por meio dos óculos, essa superinteligência seria direcionada para os objetivos pessoais de cada um.
Em abril, Andrew Bosworth, chefe de tecnologia da Meta, antecipava essa opinião, dizendo que os óculos seriam a melhor forma de “engajar-se em experiências imersivas”.
Ele comparou o uso de um bom óculos de realidade aumentada com a Sphere, a famosa casa de shows esférica em Las Vegas, com telões e som de altíssima qualidade projetando imersão dos frequentadores em ambientes distantes e fantásticos.
“Digamos que eu queria assistir ao jogo com meu pai e sentir que nós estamos na beira da quadra. Claro, podemos ir e pagar muito caro nos ingressos, mas existe alguma maneira melhor? Eu acredito que sim”, afirmou Bosworth em entrevista ao site da empresa de investimentos a16z. “Então, em dez anos, eu acredito que teremos bons veículos alternativos de entrega de conteúdo.”
Para muitos analistas independentes, os executivos da Meta estão certos. “(Óculos) não são mais um acessório de moda. A integração da Meta AI com função de controle de voz transforma esses óculos em assistentes inteligentes, que antecipam suas necessidades enquanto mantêm suas mãos livres”, escreveu a analista de tecnologia Maya Reynolds.
Relatórios de vendas também parecem indicar um crescimento significativo nesse sentido. Segundo levantamento da empresa de pesquisa de mercado Counterpoint, em 2024, a demanda global por óculos inteligentes aumentou em 210% comparada ao ano anterior, um nível que lembra os primeiros anos dos smartphones.
Atualmente, a Meta trabalha com dois tipos de óculos inteligentes. O primeiro é o Ray-Ban Meta, desenvolvido em parceria com a célebre fabricante de óculos de luxo. Ele possui assistente de voz da Meta IA, câmeras embutidas e capacidade para transmissão ao vivo nas redes da empresa (Facebook e Instagram).
“O incrível é como esses óculos mantêm o estilo icônico da Ray-Ban ao mesmo tempo em que trazem tecnologia avançada”, afirmou o crítico de consumo de tecnologia Jordan Zhao. “Diferentemente dos predecessores robustos ou de headsets volumosos como o Apple Vision Pro, eles alcançaram um raro equilíbrio entre moda e funcionalidade.”
O outro modelo, apresentado no ano passado, é o Orion, que ainda está fora do mercado, considerado muito caro para fabricação em larga escala. Anunciado como primeiro óculos de realidade aumentada da empresa, ele pretende “combinar os mundos físico e digital”.
Além de apenas usar a Meta AI, traz outros atrativos. Por exemplo, a harmonização com uma pulseira que sente os movimentos da sua mão em tempo real, permitindo que você arraste, clique e interaja de diversas formas com as telas integradas às lentes.
Scott Stein, do site especializado em tecnologia CNet, testou o Orion e afirmou que ele parecia um “passeio por um futuro estranho e novo”. “Talvez, headsets de realidade virtual e smartglasses vão continuar evoluindo aos poucos até que, de repente, nós já estejamos lá e a sensação não seja nada estranha”, escreveu.
“Com esses óculos, vemos a importância de uma abordagem ‘full stack’ para plataformas de computação de última geração. E, com hardware proprietário, um sistema operacional baseado em IA e conteúdo de ponta disponível aos usuários no lançamento, acreditamos que a Meta tem todos os elementos necessários para capturar essa oportunidade”, escreveu o analista da empresa financeira Morgan Stanley, Brian Nowak, aos seus clientes.
“É improvável que óculos inteligentes se tornem tão onipresentes quanto smartphones tão cedo”, ponderou Lisa Eadicicco, editora de tecnologia da CNN. “Mas eles podem permitir que a Meta alcance os consumidores diretamente, reduzindo bastante a dependência de smartphones.” As informações são do portal de notícias UOL.
https://www.osul.com.br/futuro-sem-celular-o-que-a-meta-pretende-ao-lancar-oculos-inteligentes/
Futuro sem celular: o que a Meta pretende ao lançar óculos inteligentes
2025-10-22
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