Celso Sabino (esquerda na foto) resiste na pasta do Turismo.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Celso Sabino (esquerda na foto) resiste na pasta do Turismo. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “pequenez” a possibilidade de o PP e o União Brasil punirem os ministros André Fufuca (PP), do Esporte, e Celso Sabino (União), do Turismo, caso eles decidam continuar nos cargos, descumprindo a ordem dos partidos de desembarque.
“Se as coisas tão dando certo, por que mexer? Por que essa pequenez, sabe? De achar que atrapalhar um ministro que está fazendo um bom trabalho, deixar de ser ministro por quê? Por raiva, por inveja, por disputa política”, declarou Lula.
“Quando chegar a época das eleições cada um vai pro canto que quiser. Eu não vou implorar pra nenhum partido ficar comigo. Vai estar comigo quem quiser estar comigo. Eu não sou daqueles que ficam tentando comprar deputado não”, acrescentou o petista.
O presidente disse ainda que “quem quiser ir para o outro lado” vai precisar de “sorte”, porque a “extrema-direita não voltará a governar” o Brasil.
No início de setembro, a federação partidária formada pelo União Brasil e pelo PP anunciou que filiados aos partidos deveriam deixar cargos no governo do presidente Lula. O desembarque do governo faz parte da estratégia dos partidos para a eleição de 2026.
Nesta segunda, Fufuca sinalizou ao presidente Lula que seguirá no governo, apesar da decisão do PP. Sabino, por sua vez, também resiste no cargo. No fim do mês passado, a direção nacional do União Brasil abriu um processo disciplinar que pode levar à expulsão do ministro do Turismo. Sabino já anunciou que entregaria o posto, mas segue no comando da pasta. Dirigentes do União Brasil devem se reunir na manhã desta quarta-feira (8) para analisar a situação dele.
Nesta segunda, o ministro do Turismo antecipou o retorno a Brasília e cancelou compromissos que teria em Belém. Pessoas próximas a Sabino atribuíram a volta antecipada dele a Brasília às tratativas para que ele permaneça no cargo. Havia uma expectativa de reunião entre Lula e Sabino nesta terça. Até a última atualização desta reportagem, nada havia sido marcado.
O ministro do Turismo almoçou nesta terça-feira (7) com o relator do processo disciplinar contra ele, deputado Fabio Schiochet (União-SC).
Durante o encontro, Sabino tentou um acordo para continuar no partido e disse que queria ficar até a COP30, que acontece em novembro.
O parecer de Schiochet deve ser pela destituição do diretório estadual do União no Pará, presidido por Sabino. Sabino seria destituído da presidência do partido no Estado. O relator também deve propor a abertura de processo de expulsão, que não deve ser concluído imediatamente. Ou seja, Sabino deve ganhar tempo.
Dentro do governo, a avaliação é de que, do ponto de vista do presidente Lula, o desejo é que os ministros continuem no governo.
No entanto, está descartada uma intervenção direta do presidente pelo entendimento de que a situação se trata de “uma questão de partido”.
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Celso Sabino (esquerda na foto) resiste na pasta do Turismo.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Celso Sabino (esquerda na foto) resiste na pasta do Turismo. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “pequenez” a possibilidade de o PP e o União Brasil punirem os ministros André Fufuca (PP), do Esporte, e Celso Sabino (União), do Turismo, caso eles decidam continuar nos cargos, descumprindo a ordem dos partidos de desembarque.
“Se as coisas tão dando certo, por que mexer? Por que essa pequenez, sabe? De achar que atrapalhar um ministro que está fazendo um bom trabalho, deixar de ser ministro por quê? Por raiva, por inveja, por disputa política”, declarou Lula.
“Quando chegar a época das eleições cada um vai pro canto que quiser. Eu não vou implorar pra nenhum partido ficar comigo. Vai estar comigo quem quiser estar comigo. Eu não sou daqueles que ficam tentando comprar deputado não”, acrescentou o petista.
O presidente disse ainda que “quem quiser ir para o outro lado” vai precisar de “sorte”, porque a “extrema-direita não voltará a governar” o Brasil.
No início de setembro, a federação partidária formada pelo União Brasil e pelo PP anunciou que filiados aos partidos deveriam deixar cargos no governo do presidente Lula. O desembarque do governo faz parte da estratégia dos partidos para a eleição de 2026.
Nesta segunda, Fufuca sinalizou ao presidente Lula que seguirá no governo, apesar da decisão do PP. Sabino, por sua vez, também resiste no cargo. No fim do mês passado, a direção nacional do União Brasil abriu um processo disciplinar que pode levar à expulsão do ministro do Turismo. Sabino já anunciou que entregaria o posto, mas segue no comando da pasta. Dirigentes do União Brasil devem se reunir na manhã desta quarta-feira (8) para analisar a situação dele.
Nesta segunda, o ministro do Turismo antecipou o retorno a Brasília e cancelou compromissos que teria em Belém. Pessoas próximas a Sabino atribuíram a volta antecipada dele a Brasília às tratativas para que ele permaneça no cargo. Havia uma expectativa de reunião entre Lula e Sabino nesta terça. Até a última atualização desta reportagem, nada havia sido marcado.
O ministro do Turismo almoçou nesta terça-feira (7) com o relator do processo disciplinar contra ele, deputado Fabio Schiochet (União-SC).
Durante o encontro, Sabino tentou um acordo para continuar no partido e disse que queria ficar até a COP30, que acontece em novembro.
O parecer de Schiochet deve ser pela destituição do diretório estadual do União no Pará, presidido por Sabino. Sabino seria destituído da presidência do partido no Estado. O relator também deve propor a abertura de processo de expulsão, que não deve ser concluído imediatamente. Ou seja, Sabino deve ganhar tempo.
Dentro do governo, a avaliação é de que, do ponto de vista do presidente Lula, o desejo é que os ministros continuem no governo.
No entanto, está descartada uma intervenção direta do presidente pelo entendimento de que a situação se trata de “uma questão de partido”.
https://www.osul.com.br/lula-chama-de-pequenez-a-possibilidade-de-partidos-punirem-ministros-por-permanencia-no-governo/
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2025-10-07
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