Aliados afirmam que o dirigente do União está chateado com Sabino pelo que enxerga como “quebra de acordo”. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
A cúpula do União Brasil viu com desconfiança a decisão do ministro do Turismo, Celso Sabino (PA), de entregar sua carta de demissão ao presidente Lula (PT). Para integrantes da legenda, trata-se de mais uma tentativa para se manter no cargo.
Voz quase solitária na legenda na defesa da gestão petista, Sabino passou os últimos dias tentando convencer seus pares a conceder um salvo-conduto que o permitisse ficar à frente do Turismo até o final do ano.
Quando a sigla chefiada por Antonio de Rueda decidiu antecipar o desembarque do governo, fixando um prazo de 24 horas para que os filiados entregassem seus cargos, o ministro paraense procurou interlocutores e pediu mais tempo. Alegou que Lula iria à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e tinha agendas importantes a cumprir.
No encontro com o presidente da República, no Palácio do Planalto, aceitou ficar no cargo pelo menos até a agenda que o petista fará a Belém, seu reduto eleitoral, para inaugurar obras da COP30 – segundo ele, a pedido de Lula. “Acredito no diálogo e que os homens públicos vão trabalhar pelo bem do País”, afirmou Sabino a jornalistas, após ser questionado se a situação ainda poderia ser revertida. “Vou seguir conversando com as lideranças”.
Caciques do partido avaliam que a decisão de “esticar” sua permanência no governo pode ter dois objetivos: sair da Esplanada com a garantia de que Lula apoiará sua candidatura ao Senado no ano que vem ou negociar junto aos seus correligionários uma espécie de licença da sigla. As chances desse aval prosperar são remotas, apurou a reportagem com interlocutores de Rueda.
Aliados afirmam que o dirigente do União está chateado com Sabino pelo que enxerga como “quebra de acordo”.
Essa ala do partido ainda vê a movimentação do ministro do Turismo como algo que constrange a Executiva Nacional. Em reação, integrantes da legenda já começaram a contar os pedidos de expulsão que aportaram no Conselho de Ética contra o paraense – e não descartam dar andamento a essas representações caso o (ainda) auxiliar de Lula manobre para permanecer na pasta.
Após ultimato, União Brasil e PP ainda mantém filiados em mais de 140 cargos do governo Lula
Apesar do anúncio de desembarque do governo, União Brasil e o Progressista ainda ocupam mais de 140 cargos pela Esplanada. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo com base na lista de filiados dos dois partidos. São 97 indicados pelo União e 43 pelo PP.
A maioria dos cargos ocupados pelo Centrão estão em autarquias com orçamentos bilionários. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) é comandado por um indicado do PP. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) tem vários indicados pelo União Brasil, em cargos, inclusive, de diretoria. Com informações do portal Carta Capital.
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Voz quase solitária na legenda na defesa da gestão petista, Sabino passou os últimos dias tentando convencer seus pares a conceder um salvo-conduto que o permitisse ficar à frente do Turismo até o final do ano.
Quando a sigla chefiada por Antonio de Rueda decidiu antecipar o desembarque do governo, fixando um prazo de 24 horas para que os filiados entregassem seus cargos, o ministro paraense procurou interlocutores e pediu mais tempo. Alegou que Lula iria à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e tinha agendas importantes a cumprir.
No encontro com o presidente da República, no Palácio do Planalto, aceitou ficar no cargo pelo menos até a agenda que o petista fará a Belém, seu reduto eleitoral, para inaugurar obras da COP30 – segundo ele, a pedido de Lula. “Acredito no diálogo e que os homens públicos vão trabalhar pelo bem do País”, afirmou Sabino a jornalistas, após ser questionado se a situação ainda poderia ser revertida. “Vou seguir conversando com as lideranças”.
Caciques do partido avaliam que a decisão de “esticar” sua permanência no governo pode ter dois objetivos: sair da Esplanada com a garantia de que Lula apoiará sua candidatura ao Senado no ano que vem ou negociar junto aos seus correligionários uma espécie de licença da sigla. As chances desse aval prosperar são remotas, apurou a reportagem com interlocutores de Rueda.
Aliados afirmam que o dirigente do União está chateado com Sabino pelo que enxerga como “quebra de acordo”.
Essa ala do partido ainda vê a movimentação do ministro do Turismo como algo que constrange a Executiva Nacional. Em reação, integrantes da legenda já começaram a contar os pedidos de expulsão que aportaram no Conselho de Ética contra o paraense – e não descartam dar andamento a essas representações caso o (ainda) auxiliar de Lula manobre para permanecer na pasta.
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Apesar do anúncio de desembarque do governo, União Brasil e o Progressista ainda ocupam mais de 140 cargos pela Esplanada. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo com base na lista de filiados dos dois partidos. São 97 indicados pelo União e 43 pelo PP.
A maioria dos cargos ocupados pelo Centrão estão em autarquias com orçamentos bilionários. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) é comandado por um indicado do PP. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) tem vários indicados pelo União Brasil, em cargos, inclusive, de diretoria. Com informações do portal Carta Capital.
https://www.osul.com.br/a-desconfianca-do-partido-uniao-brasil-com-a-saida-do-ministro-do-turismo-do-governo-lula/
A desconfiança do partido União Brasil com a saída do ministro do Turismo do governo Lula
2025-09-28
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