Tradicionalmente, o representante do Brasil abre as falas de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas no evento.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Tradicionalmente, o representante do Brasil abre as falas de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas no evento. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre na próxima terça-feira (23), em Nova York, nos Estados Unidos, o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). No discurso, deve abordar temas como soberania, democracia, multilateralismo, mudanças climáticas e a guerra em Gaza.
O discurso só deve ser finalizado na véspera do evento, mas integrantes do governo dizem que a fala de Lula reforçará posições do presidente brasileiro e dará recados em tom diplomático ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula será o primeiro presidente a discursar na assembleia. Tradicionalmente, o representante do Brasil abre as falas de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas no evento. O segundo a discursar é o representante dos Estados Unidos. Assim, há possibilidade de que Lula e Trump se cruzem nos corredores da ONU.
O presidente deve reafirmar a defesa da democracia e da soberania do Brasil, tom adotado nos últimos meses após Trump impor uma sobretaxa de 50% para entrada de produtos brasileiros no país.
Ao adotar as tarifas, Trump tentou, sem sucesso, interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
Lula criticou o governo americano pela postura e, após o julgamento, tem destacado a independência do STF. Auxiliares de Lula acreditam que o presidente marcará posição do governo contra a guerra tarifária de Trump, mas sem um ataque direto ao líder americano.
COP30
Lula também deve dedicar parte da fala à cobrança por mais empenho nas ações de preservação ambiental e transição enérgica.
Como anfitrião da COP30, em novembro, o governo brasileiro tenta viabilizar o financiamento por países ricos de ações para preservação de florestas tropicais, a exemplo da Amazônia.
Lula, que assumiu compromisso de zerar o desmatamento na floresta até 2030, vem cobrando os países a adotarem metas mais ambiciosas para reduzir emissões de gases de efeito estufa.
O presidente também tem interesse em reafirmar a soberania dos países amazônicos para enfrentar problemas de segurança na região. A posição também é um contraponto às movimentações de navios militares dos EUA no mar do Caribe.
Ucrânia e Palestina
Elaborado com ajuda de assessores e ministros, o discurso de Lula também deve reservar espaço para defesa da democracia e das relações harmônicas entre países, além das reformas de organismos internacionais, como a própria ONU, em especial o Conselho de Segurança.
A expectativa é de que o presidente volte a abordar as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza. Lula tem se posicionado para necessidade de um cessar-fogo dos conflitos.
No caso da guerra na Europa, Lula é a favor de uma solução que envolva Rússia e Ucrânia na mesa de negociação. Já a posição sobre a guerra na Faixa de Gaza é crítica a intensidade da resposta de Israel aos ataques terroristas do grupo Hamas. Lula entende que a resposta militar tenta erradicar os palestinos da região. O presidente é favorável a definição de um Estado palestino capaz de conviver com Israel.
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Soberania, COP30 e recados a Trump: o que esperar do discurso de Lula na ONU
Tradicionalmente, o representante do Brasil abre as falas de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas no evento.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Tradicionalmente, o representante do Brasil abre as falas de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas no evento. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre na próxima terça-feira (23), em Nova York, nos Estados Unidos, o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). No discurso, deve abordar temas como soberania, democracia, multilateralismo, mudanças climáticas e a guerra em Gaza.
O discurso só deve ser finalizado na véspera do evento, mas integrantes do governo dizem que a fala de Lula reforçará posições do presidente brasileiro e dará recados em tom diplomático ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula será o primeiro presidente a discursar na assembleia. Tradicionalmente, o representante do Brasil abre as falas de presidentes, primeiros-ministros e diplomatas no evento. O segundo a discursar é o representante dos Estados Unidos. Assim, há possibilidade de que Lula e Trump se cruzem nos corredores da ONU.
O presidente deve reafirmar a defesa da democracia e da soberania do Brasil, tom adotado nos últimos meses após Trump impor uma sobretaxa de 50% para entrada de produtos brasileiros no país.
Ao adotar as tarifas, Trump tentou, sem sucesso, interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
Lula criticou o governo americano pela postura e, após o julgamento, tem destacado a independência do STF. Auxiliares de Lula acreditam que o presidente marcará posição do governo contra a guerra tarifária de Trump, mas sem um ataque direto ao líder americano.
COP30
Lula também deve dedicar parte da fala à cobrança por mais empenho nas ações de preservação ambiental e transição enérgica.
Como anfitrião da COP30, em novembro, o governo brasileiro tenta viabilizar o financiamento por países ricos de ações para preservação de florestas tropicais, a exemplo da Amazônia.
Lula, que assumiu compromisso de zerar o desmatamento na floresta até 2030, vem cobrando os países a adotarem metas mais ambiciosas para reduzir emissões de gases de efeito estufa.
O presidente também tem interesse em reafirmar a soberania dos países amazônicos para enfrentar problemas de segurança na região. A posição também é um contraponto às movimentações de navios militares dos EUA no mar do Caribe.
Ucrânia e Palestina
Elaborado com ajuda de assessores e ministros, o discurso de Lula também deve reservar espaço para defesa da democracia e das relações harmônicas entre países, além das reformas de organismos internacionais, como a própria ONU, em especial o Conselho de Segurança.
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No caso da guerra na Europa, Lula é a favor de uma solução que envolva Rússia e Ucrânia na mesa de negociação. Já a posição sobre a guerra na Faixa de Gaza é crítica a intensidade da resposta de Israel aos ataques terroristas do grupo Hamas. Lula entende que a resposta militar tenta erradicar os palestinos da região. O presidente é favorável a definição de um Estado palestino capaz de conviver com Israel.
https://www.osul.com.br/soberania-cop30-e-recados-a-trump-o-que-esperar-do-discurso-de-lula-na-onu/
Soberania, COP30 e recados a Trump: o que esperar do discurso de Lula na ONU
2025-09-20
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