Ministro ficou isolado em sessão na Primeira Turma que formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. (Foto: Sophia Santos/STF)
O dia seguinte ao voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi o momento de os colegas darem o troco. Após expor um acordo de bastidor e avisar em tom pouco amistoso aos colegas que não desejaria ser interrompido em seu voto de mais de 12 horas, o magistrado se viu obrigado a manter a posição exigida dos demais nessa quinta-feira (11), numa sessão permeada por piadas e recados a ele.
Único a não pedir a palavra à ministra Cármen Lúcia para discutir aspectos técnicos do seu voto e da denúncia, Fux ficou calado e passou a maior parte do tempo olhando para baixo, manuseando papéis e com o rosto demonstrando seriedade. A postura expressava o seu isolamento no colegiado.
Os demais ministros, além de fazer “bate bola” com Cármen, mantiveram os olhos atentos na ministra e demonstravam postura corporal mais leve do que Fux. Às 15h42 dessa quinta, o ministro deixou o plenário por cerca de cinco minutos. Naquele momento, a decana da Primeira Turma sustentava que houve violência na tentativa de golpe de Estado e que foi constituída organização criminosa para atentar contra a democracia.
Fux retornou ao plenário e puxou assunto com Dino, mas a expressão corporal de ambos demonstrava que havia discordância a respeito do assunto. Dino se arrumou na cadeira e balançou a cabeça em resposta ao colega. Esse foi o único momento de interação com algum dos colegas.
O único momento em que Fux alterou a postura corporal foi quando o ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra para reforçar o argumento de Cármen de que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou organização criminosa. Quando o relator da ação penal exibiu vídeos que exemplificavam o golpismo, Fux se colocou atento ao que passava no telão da Primeira Turma e, logo que a transmissão foi encerrado, voltou a abaixar a cabeça e manusear documentos na sua baia.
Havia a expectativa entre pessoas com trânsito no STF que os demais ministros da Primeira Turma usassem a sessão dessa quinta para rebater o voto de Fux, uma vez que o magistrado vetou a discussão colegiada no dia anterior. Fux, no entanto, foi compelido por sua própria exigência a manter o silêncio enquanto os colegas discutiam o processo e faziam piadas entre si.
Logo no início da sessão, Cármen e Dino arrancaram risadas da plateia presente na Primeira Turma com uma interação cujo subtexto mandava recados a Fux. Dino pediu a palavra para a colega e disse que adota a estratégia do “banco de horas” em seus votos – ou seja, vota rápido para fazer diversos “apartes” nos votos dos colegas.
“Mas vai usar tudo no meu?”, questionou Cármen, provocando risos. “Não, ainda tem o do ministro Zanin”, respondeu Dino mantendo o clima descontraído a Primeira Turma.
A leveza na interação dos dois ministros contrastou com a tensão da última sessão, quando Fux fez um voto de mais de 12 horas com críticas às posições já manifestadas. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/ministro-luiz-fux-fica-imovel-e-calado-em-sessao-permeada-por-piadas-e-recados-sobre-seu-voto/ Ministro Luiz Fux fica imóvel e calado em sessão permeada por piadas e recados sobre seu voto 2025-09-11
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Ministro Luiz Fux fica imóvel e calado em sessão permeada por piadas e recados sobre seu voto
Ministro ficou isolado em sessão na Primeira Turma que formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. (Foto: Sophia Santos/STF)
O dia seguinte ao voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi o momento de os colegas darem o troco. Após expor um acordo de bastidor e avisar em tom pouco amistoso aos colegas que não desejaria ser interrompido em seu voto de mais de 12 horas, o magistrado se viu obrigado a manter a posição exigida dos demais nessa quinta-feira (11), numa sessão permeada por piadas e recados a ele.
Único a não pedir a palavra à ministra Cármen Lúcia para discutir aspectos técnicos do seu voto e da denúncia, Fux ficou calado e passou a maior parte do tempo olhando para baixo, manuseando papéis e com o rosto demonstrando seriedade. A postura expressava o seu isolamento no colegiado.
Os demais ministros, além de fazer “bate bola” com Cármen, mantiveram os olhos atentos na ministra e demonstravam postura corporal mais leve do que Fux. Às 15h42 dessa quinta, o ministro deixou o plenário por cerca de cinco minutos. Naquele momento, a decana da Primeira Turma sustentava que houve violência na tentativa de golpe de Estado e que foi constituída organização criminosa para atentar contra a democracia.
Fux retornou ao plenário e puxou assunto com Dino, mas a expressão corporal de ambos demonstrava que havia discordância a respeito do assunto. Dino se arrumou na cadeira e balançou a cabeça em resposta ao colega. Esse foi o único momento de interação com algum dos colegas.
O único momento em que Fux alterou a postura corporal foi quando o ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra para reforçar o argumento de Cármen de que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou organização criminosa. Quando o relator da ação penal exibiu vídeos que exemplificavam o golpismo, Fux se colocou atento ao que passava no telão da Primeira Turma e, logo que a transmissão foi encerrado, voltou a abaixar a cabeça e manusear documentos na sua baia.
Havia a expectativa entre pessoas com trânsito no STF que os demais ministros da Primeira Turma usassem a sessão dessa quinta para rebater o voto de Fux, uma vez que o magistrado vetou a discussão colegiada no dia anterior. Fux, no entanto, foi compelido por sua própria exigência a manter o silêncio enquanto os colegas discutiam o processo e faziam piadas entre si.
Logo no início da sessão, Cármen e Dino arrancaram risadas da plateia presente na Primeira Turma com uma interação cujo subtexto mandava recados a Fux. Dino pediu a palavra para a colega e disse que adota a estratégia do “banco de horas” em seus votos – ou seja, vota rápido para fazer diversos “apartes” nos votos dos colegas.
“Mas vai usar tudo no meu?”, questionou Cármen, provocando risos. “Não, ainda tem o do ministro Zanin”, respondeu Dino mantendo o clima descontraído a Primeira Turma.
A leveza na interação dos dois ministros contrastou com a tensão da última sessão, quando Fux fez um voto de mais de 12 horas com críticas às posições já manifestadas. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/ministro-luiz-fux-fica-imovel-e-calado-em-sessao-permeada-por-piadas-e-recados-sobre-seu-voto/
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