Aliados de Hugo Motta dizem que ele tenta passar a imagem de que a Câmara funciona normalmente. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu frear a pressão do Partido Liberal (PL) e empurrou para depois do julgamento de Jair Bolsonaro qualquer discussão sobre anistia, sem dar previsão de votação nem indicar relator. Até integrantes do Centrão que na semana passada haviam decidido endossar a demanda bolsonarista agora veem um perdão ao ex-presidente como menos provável. Mas não foi só: além de frustrar os planos da oposição, Motta também abraçou a agenda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao anunciar para essa quarta-feira (10) a votação da MP do governo que diminui a conta de luz.
O Palácio do Planalto respirou aliviado depois de ter montado uma operação de guerra contra a anistia e para evitar a paralisia da pauta governista ameaçada pelo PL, partido de Bolsonaro. A equipe de Lula agora espera que o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda, joia da coroa do presidente para 2026, vá para votação no plenário da Câmara até o fim do mês. O relator, Arthur Lira (PP-AL), já deu parecer favorável ao texto. Outras prioridades são a PEC da Segurança Pública e a MP que cria o Gás do Povo.
Aliados de Motta dizem que ele tenta passar a imagem de que a Câmara está funcionando normalmente, apesar da polarização política que escalou com o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Além de endossar a agenda eleitoral de Lula, o deputado trabalha para deixar como marca de sua gestão a reforma administrativa.
O perdão a Bolsonaro também esfriou por ação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Mesmo se passasse na Câmara, a proposta enfrentaria maior resistência na Casa vizinha. O senador relatou a pessoas próximas que ficou irritado com a cobrança pública feita por Flávio Bolsonaro(PL-RJ), durante os atos do 7 de Setembro, sobre a anistia. De acordo com aliados, a pressão feita no palanque tornou ainda mais difícil o apoio de Alcolumbre à pauta bolsonarista.
Diante desses reveses, a oposição deve aumentar a pressão para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), volte às articulações para convencer o Congresso Nacional a anistiar Bolsonaro, sob pena de perder novamente a confiança do bolsonarismo para se cacifar como herdeiro político do ex-presidente na corrida pelo Planalto em 2026. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
https://www.osul.com.br/presidente-da-camara-dos-deputados-coloca-freio-na-anistia-e-abraca-agenda-eleitoral-de-lula/ Presidente da Câmara dos Deputados “coloca freio” na anistia e abraça agenda eleitoral de Lula 2025-09-10
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Presidente da Câmara dos Deputados “coloca freio” na anistia e abraça agenda eleitoral de Lula
Aliados de Hugo Motta dizem que ele tenta passar a imagem de que a Câmara funciona normalmente. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu frear a pressão do Partido Liberal (PL) e empurrou para depois do julgamento de Jair Bolsonaro qualquer discussão sobre anistia, sem dar previsão de votação nem indicar relator. Até integrantes do Centrão que na semana passada haviam decidido endossar a demanda bolsonarista agora veem um perdão ao ex-presidente como menos provável. Mas não foi só: além de frustrar os planos da oposição, Motta também abraçou a agenda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao anunciar para essa quarta-feira (10) a votação da MP do governo que diminui a conta de luz.
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https://www.osul.com.br/presidente-da-camara-dos-deputados-coloca-freio-na-anistia-e-abraca-agenda-eleitoral-de-lula/
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2025-09-10
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