Ministro Luiz Fux vota para absolver o comandante da Marinha do Brasil durante o governo Bolsonaro Almir Garnier de todos os cinco crimes apontados em denúncia
Segundo a PGR, Garnier colocou a Marinha à disposição de Bolsonaro para sustentar um projeto de ruptura. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nessa quarta-feira (10) pela absolvição do ex-comandante da Marinha do Brasil Almir Garnier de todos os crimes apontados na denúncia da Procuradoria-Geral da República.
O ex-comandante da Marinha é réu pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Fux foi o terceiro a se posicionar no julgamento do chamado núcleo crucial da trama golpista. Com o voto dele, o placar, no caso de Garnier, está 2 a 1 pela sua condenação nos cinco crimes. Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
No seu voto sobre Garnier, Fux disse que não há provas de que o ex-comandante da Marinha teria praticado os crimes imputados a ele pela PGR.
O que diz a PGR? A PGR afirma que Garnier integrava o núcleo crucial da organização criminosa que teria tentado impedir a posse de Lula. A acusação afirma que ele teria colocado a Marinha à disposição de Bolsonaro para sustentar um projeto de ruptura, reforçando o braço militar da trama.
Ainda durante o voto, Fux:
* minimizou reunião das Forças Armadas para discussão da minuta golpista;
* disse que é preciso existir prova cabal para condenar e que há dúvida quanto à conduta de Almir Garnier em reuniões nas quais ações golpistas teriam sido discutidas;
* afirmou que PGR inovou em fatos da denúncia, como na inserção, na acusação, de um desfile militar realizado no dia em que o Congresso se reunia para analisar voto impresso.
Núcleo crucial
Antes de analisar a situação de Garnier, Fux votou pela condenação de Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Compõem o chamado núcleo crucial da trama golpista, além de Almir Garnier e Mauro Cid:
* Jair Bolsonaro: ex-presidente da República.
* Walter Souza Braga Netto: general e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, além de candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.
* Augusto Heleno: general e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
* Alexandre Ramagem: deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
* Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal.
* Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa.
https://www.osul.com.br/ministro-luiz-fux-vota-para-absolver-o-comandante-da-marinha-do-brasil-durante-o-governo-bolsonaro-almir-garnier-de-todos-os-cinco-crimes-apontados-em-denuncia/ Ministro Luiz Fux vota para absolver o comandante da Marinha do Brasil durante o governo Bolsonaro Almir Garnier de todos os cinco crimes apontados em denúncia 2025-09-10
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Fux foi o terceiro a se posicionar no julgamento do chamado núcleo crucial da trama golpista. Com o voto dele, o placar, no caso de Garnier, está 2 a 1 pela sua condenação nos cinco crimes. Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
No seu voto sobre Garnier, Fux disse que não há provas de que o ex-comandante da Marinha teria praticado os crimes imputados a ele pela PGR.
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Ainda durante o voto, Fux:
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* afirmou que PGR inovou em fatos da denúncia, como na inserção, na acusação, de um desfile militar realizado no dia em que o Congresso se reunia para analisar voto impresso.
Núcleo crucial
Antes de analisar a situação de Garnier, Fux votou pela condenação de Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
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* Jair Bolsonaro: ex-presidente da República.
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* Augusto Heleno: general e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
* Alexandre Ramagem: deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
* Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal.
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