Média é de uma perda humana a cada quatro dias. (Foto: Arquivo/EPTC)
Balanço divulgado nessa quinta-feira (17) pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) aponta a ocorrência de 45 mortes em acidentes no trânsito de Porto Alegre entre 1º de janeiro e 30 de junho. O número é idêntico ao do primeiro semestre no ano passado. Com 15 casos fatais (33%), os motociclistas lideram a estatística de quem estava no comando do veículo – cinco desses condutores (31%) morreram trabalhando como motoboys.
O relatório mostra, ainda, que quatro dessas perdas humanas (9%) tiveram como vítima motoristas de automóveis. Complementam a lista seis pessoas (13%) que pilotavam bicicletas e uma (2%) no comando de patinete.
As motocicletas estiveram envolvidas em outras mortes no trânsito, sendo cinco de pedestres atingidos por moto e uma de um ocupante (carona), o que representa o envolvimento desse tipo de veículo de duas rodas em 47% dos óbitos.
“Estes indicadores, com elevado número de mortes, alertam para a necessidade de mais respeito à sinalização e às regras de trânsito. Vamos intensificar as ações de fiscalização, educação e engenharia de tráfego para coibir esses excessos, reduzir as ocorrências e, assim, salvar vidas”, afirma o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto.
Outros dados
– Em dez (23%) das 44 ocorrências com óbito, ao menos um dos condutores envolvidos não possuía habilitação. Dentre esses casos, cinco envolviam motociclistas.
– Pedestres representam 36% do total de mortes, com 16 registros. Neste total de atropelamentos, seis (38%) das vítimas foram atingidas por automóvel; cinco (31%) por motocicleta; quatro (25%) por ônibus e uma (6%) por trator.
– Das 45 perdas humanas, 35 (78%) eram do gênero masculino e dez (22%) do feminino.
– Quando ao local, 17 pessoas (38%) morreram no local do acidente, enquanto 28 (62%) acabaram falecendo em um período de até 30 dias depois.
– Dos 44 sinistros com morte registrados, em dez casos (23%) foi identificado ao menos um condutor envolvido sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regularizada ou sem possuir CNH.
– A idade média de quem sucumbiu ao trânsito de Porto Alegre no primeiro semestre é de 42 anos. Dentre os motociclistas, a média é de 34 anos, uma das mais altas dos últimos cinco anos. Já dentre os condutores envolvidos em sinistros com morte, a média de idade é de 41 anos, sendo de 38 anos a média dos que faleceram.
– Do total de mortos, 11 eram idosos (24%). Desses, oito (73%) eram pedestres, dois (18%) condutores de automóvel e um (9%) ciclista. A idade média dos idosos vítimas é de 70 anos, sendo 55% do sexo masculino.
– Já o dia da semana com maior incidência de acidentes fatais foi a terça-feira, com 11 casos (25%), ao passo que a quinta-feira aparece logo depois, com dez registros (24%). Quartas, sextas e domingos dividem a terceira colocação, com cinco óbitos cada (11%), enquanto as segundas-feiras e sábados tiveram quatro casos cada (9%).
– Em relação à geografia da cidade, a Zona Sul concentrou a maioria dos desfechos fatais: 17 (39%), seguida por 13 casos na Zona Norte (30%), oito na Leste (18%) e seis no Centro (13%).
Condutas de risco
Na maioria das vezes, a causa do acidente de trânsito está associada a ações comportamentais dos usuários das vias. A partir da identificação desses fatores e condutas de risco, como subsídio para as áreas de educação, planejamento e fiscalização, as ações são direcionadas para a prevenção de novos acidentes.
Os principais fatores e condutas de risco, dentre os 30 sinistros com morte (68% do total) já avaliados pela Comissão de Análise de Sinistros com Morte do Programa Vida no Trânsito, nos seis primeiros meses de 2025, foram:
– Avanço de sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória.
– Velocidade excessiva ou inadequada.
– Condução por indivíduo sem a CNH.
– Embriaguez.
– Conversão ou circulação em local proibido.
ObservaMob
O Observatório de Mobilidade (ObservaMob) da EPTC engloba um conjunto de soluções capazes de captar, processar, disseminar informações e conhecimentos como suporte às tomadas de decisões. Seu objetivo é organizar os dados de mobilidade e gerar indicadores para a realização de estudos e análises sobre a mobilidade urbana e informação qualificada para os cidadãos-usuários, fortalecendo o debate entre a população e os integrantes da empresa.
Porto Alegre integra o Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde. Desde 2012, analise os acidentes fatais, a fim de identificar os fatores e condutas de risco que resultaram em ocorrências com mortes.
(Marcello Campos)
https://www.osul.com.br/em-seis-meses-porto-alegre-registra-45-mortes-em-acidentes-de-transito/ Em seis meses, Porto Alegre registra 45 mortes em acidentes de trânsito 2025-07-17
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Em seis meses, Porto Alegre registra 45 mortes em acidentes de trânsito
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O relatório mostra, ainda, que quatro dessas perdas humanas (9%) tiveram como vítima motoristas de automóveis. Complementam a lista seis pessoas (13%) que pilotavam bicicletas e uma (2%) no comando de patinete.
As motocicletas estiveram envolvidas em outras mortes no trânsito, sendo cinco de pedestres atingidos por moto e uma de um ocupante (carona), o que representa o envolvimento desse tipo de veículo de duas rodas em 47% dos óbitos.
“Estes indicadores, com elevado número de mortes, alertam para a necessidade de mais respeito à sinalização e às regras de trânsito. Vamos intensificar as ações de fiscalização, educação e engenharia de tráfego para coibir esses excessos, reduzir as ocorrências e, assim, salvar vidas”, afirma o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto.
Outros dados
– Em dez (23%) das 44 ocorrências com óbito, ao menos um dos condutores envolvidos não possuía habilitação. Dentre esses casos, cinco envolviam motociclistas.
– Pedestres representam 36% do total de mortes, com 16 registros. Neste total de atropelamentos, seis (38%) das vítimas foram atingidas por automóvel; cinco (31%) por motocicleta; quatro (25%) por ônibus e uma (6%) por trator.
– Das 45 perdas humanas, 35 (78%) eram do gênero masculino e dez (22%) do feminino.
– Quando ao local, 17 pessoas (38%) morreram no local do acidente, enquanto 28 (62%) acabaram falecendo em um período de até 30 dias depois.
– Dos 44 sinistros com morte registrados, em dez casos (23%) foi identificado ao menos um condutor envolvido sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regularizada ou sem possuir CNH.
– A idade média de quem sucumbiu ao trânsito de Porto Alegre no primeiro semestre é de 42 anos. Dentre os motociclistas, a média é de 34 anos, uma das mais altas dos últimos cinco anos. Já dentre os condutores envolvidos em sinistros com morte, a média de idade é de 41 anos, sendo de 38 anos a média dos que faleceram.
– Do total de mortos, 11 eram idosos (24%). Desses, oito (73%) eram pedestres, dois (18%) condutores de automóvel e um (9%) ciclista. A idade média dos idosos vítimas é de 70 anos, sendo 55% do sexo masculino.
– Já o dia da semana com maior incidência de acidentes fatais foi a terça-feira, com 11 casos (25%), ao passo que a quinta-feira aparece logo depois, com dez registros (24%). Quartas, sextas e domingos dividem a terceira colocação, com cinco óbitos cada (11%), enquanto as segundas-feiras e sábados tiveram quatro casos cada (9%).
– Em relação à geografia da cidade, a Zona Sul concentrou a maioria dos desfechos fatais: 17 (39%), seguida por 13 casos na Zona Norte (30%), oito na Leste (18%) e seis no Centro (13%).
Condutas de risco
Na maioria das vezes, a causa do acidente de trânsito está associada a ações comportamentais dos usuários das vias. A partir da identificação desses fatores e condutas de risco, como subsídio para as áreas de educação, planejamento e fiscalização, as ações são direcionadas para a prevenção de novos acidentes.
Os principais fatores e condutas de risco, dentre os 30 sinistros com morte (68% do total) já avaliados pela Comissão de Análise de Sinistros com Morte do Programa Vida no Trânsito, nos seis primeiros meses de 2025, foram:
– Avanço de sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória.
– Velocidade excessiva ou inadequada.
– Condução por indivíduo sem a CNH.
– Embriaguez.
– Conversão ou circulação em local proibido.
ObservaMob
O Observatório de Mobilidade (ObservaMob) da EPTC engloba um conjunto de soluções capazes de captar, processar, disseminar informações e conhecimentos como suporte às tomadas de decisões. Seu objetivo é organizar os dados de mobilidade e gerar indicadores para a realização de estudos e análises sobre a mobilidade urbana e informação qualificada para os cidadãos-usuários, fortalecendo o debate entre a população e os integrantes da empresa.
Porto Alegre integra o Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde. Desde 2012, analise os acidentes fatais, a fim de identificar os fatores e condutas de risco que resultaram em ocorrências com mortes.
(Marcello Campos)
https://www.osul.com.br/em-seis-meses-porto-alegre-registra-45-mortes-em-acidentes-de-transito/
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2025-07-17
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