O advogado e ex-deputado Demóstenes Torres afirmou que não há provas para condená-lo pela trama golpista.
Foto: Luiz Silveira/STF
O advogado e ex-deputado Demóstenes Torres afirmou que não há provas para condená-lo pela trama golpista. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O advogado do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, Demóstenes Torres, pediu nesta terça-feira (2) a rescisão da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a defesa de Garnier, a colaboração de Cid é ilegal e “trará problemas se for aceita”.
“Hoje, ou se homologa e aceita a delação, ou ela é rescindida. Nós não estamos pedindo a nulidade, estamos pedindo a rescisão da delação”, disse Torres.
A defesa alegou ainda que a Procuradoria Geral da República (PGR) apontou dois novos fatos que não existem na denúncia, ferindo o princípio da congruência. “O STF diz que não é possível que o réu se defenda de algo que não lhe foi imputado”, prosseguiu o advogado.
O advogado e ex-deputado Demóstenes Torres afirmou que não há provas para condená-lo pela trama golpista. Ele é o único comandante das Forças Armadas acusado de apoiar o plano de golpe em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Torres disse ainda que a PGR apresentou na denúncia uma “narrativa globalizante” sem discriminar com profundidade o papel de casa denunciado.
“Todo processo tem que ter uma individualização. Embora o crime seja multitudinário, tem que se deixar claro o que foi que eles fizeram”, argumentou.
Almir Garnier é o único dos três comandantes das Forças Armadas no governo Bolsonaro que responde pelo plano de golpe.
O maior desafio da defesa é fazer frente aos ex-comandantes do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica), que confirmaram em seus depoimentos que Garnier apoiou as intenções golpistas de Bolsonaro e colocou suas tropas à disposição do ex-presidente.
Demóstenes afirmou que, se estivesse de fato articulando um golpe, Bolsonaro poderia ter substituído os comandantes do Exército e da Aeronáutica para conseguir apoio ao plano antidemocrático. “Eles eram subordinados, eles não tinham que ser convencidos.”
O plano golpista teria sido tratado em reuniões no Palácio do Alvorada no dia 7 de dezembro de 2022 e no Ministério da Defesa no dia 14 de dezembro de 2022, segundo a denúncia. A defesa afirma que a PGR não foi capaz de cravar em qual encontro o comandante da Marinha supostamente aderiu ao plano golpista.
O tenente-coronel Mauro Cid, delator, disse em depoimento que partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro a ordem para a divulgação do texto. A defesa de Garnier alega que na verdade o objetivo da nota era “abaixar a temperatura do País”.
O advogado negou ainda que o desfile de carros blindados da Marinha nas imediações do Palácio do Planalto, em agosto de 2021, durante a análise da PEC do voto impresso, tenha sido uma forma de pressão ao Congresso. Demóstenes alega que o evento estava previsto antes de o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), agendar a votação da proposta.
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Defesa do ex-comandante da Marinha pede rescisão da delação do tenente-coronel Mauro Cid
O advogado e ex-deputado Demóstenes Torres afirmou que não há provas para condená-lo pela trama golpista.
Foto: Luiz Silveira/STF
O advogado e ex-deputado Demóstenes Torres afirmou que não há provas para condená-lo pela trama golpista. (Foto: Luiz Silveira/STF)
O advogado do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, Demóstenes Torres, pediu nesta terça-feira (2) a rescisão da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a defesa de Garnier, a colaboração de Cid é ilegal e “trará problemas se for aceita”.
“Hoje, ou se homologa e aceita a delação, ou ela é rescindida. Nós não estamos pedindo a nulidade, estamos pedindo a rescisão da delação”, disse Torres.
A defesa alegou ainda que a Procuradoria Geral da República (PGR) apontou dois novos fatos que não existem na denúncia, ferindo o princípio da congruência. “O STF diz que não é possível que o réu se defenda de algo que não lhe foi imputado”, prosseguiu o advogado.
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O maior desafio da defesa é fazer frente aos ex-comandantes do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica), que confirmaram em seus depoimentos que Garnier apoiou as intenções golpistas de Bolsonaro e colocou suas tropas à disposição do ex-presidente.
Demóstenes afirmou que, se estivesse de fato articulando um golpe, Bolsonaro poderia ter substituído os comandantes do Exército e da Aeronáutica para conseguir apoio ao plano antidemocrático. “Eles eram subordinados, eles não tinham que ser convencidos.”
O plano golpista teria sido tratado em reuniões no Palácio do Alvorada no dia 7 de dezembro de 2022 e no Ministério da Defesa no dia 14 de dezembro de 2022, segundo a denúncia. A defesa afirma que a PGR não foi capaz de cravar em qual encontro o comandante da Marinha supostamente aderiu ao plano golpista.
O tenente-coronel Mauro Cid, delator, disse em depoimento que partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro a ordem para a divulgação do texto. A defesa de Garnier alega que na verdade o objetivo da nota era “abaixar a temperatura do País”.
O advogado negou ainda que o desfile de carros blindados da Marinha nas imediações do Palácio do Planalto, em agosto de 2021, durante a análise da PEC do voto impresso, tenha sido uma forma de pressão ao Congresso. Demóstenes alega que o evento estava previsto antes de o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), agendar a votação da proposta.
https://www.osul.com.br/defesa-do-ex-comandante-da-marinha-pede-rescisao-da-delacao-do-tenente-coronel-mauro-cid/
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