Se condenado, Bolsonaro pode pegar mais de 40 anos de prisão. Entretanto, ela não deve ser imediata, uma vez que depende do trânsito em julgado. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nessa terça-feira (2) o julgamento sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, por tentativa de golpe de Estado em 2022.
No período da tarde, os advogados dos réus começaram a fazer suas defesas. A denúncia da PGR será julgada pelos ministros Cristiano Zanin, presidente do colegiado, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
A seguir, leia os perfis dos defensores que estarão presentes no julgamento da trama golpista:
* Celso Vilardi
Principal advogado de Jair Bolsonaro, tornou-se conhecido por atuar em casos de repercussão nacional. Defendeu o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, no processo do mensalão, e a construtora Camargo Corrêa, anulando o inquérito da Operação Castelo de Areia.
Também trabalhou para a Andrade Gutierrez, na Lava-Jato, e o empresário Eike Batista. No passado, criticou a invasão aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, e elogiou as investigações da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe.
Na pandemia, assinou um manifesto contra Bolsonaro, sua inação para conter o espalhamento do vírus e os sucessivos ataques às instituições. Também endossou, em 2022, a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa da democracia”, lida num ato na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
* Paulo Amador da Cunha Bueno
É outro medalhão que compõe a equipe jurídica de Bolsonaro. Bueno tem simpatia pela monarquia, passou pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR) e fez parte também do conselho de administração da fabricante de armas Taurus, de 2011 a 2013. Competiu ainda em alguns campeonatos de tiro.
* José Luis Oliveira Lima
Advogado do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, defendeu José Dirceu (PT), ex-ministro de Lula, no mensalão. Na Lava-Jato, foi contratado pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Já trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, também investigado pela Lava-Jato, o médico Roger Abdelmassih, condenado por estupro de pacientes, e Pedro Guimarães, presidente da Caixa no governo Bolsonaro, réu sob acusação de assédio.
Por mais de uma vez publicou artigos na Folha com críticas a Bolsonaro. Em um deles, escreveu que o ex-presidente praticava um “populismo rasteiro”.
* Cézar Bitencourt
Autor de extensa obra sobre direito penal, trabalha para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid. Foi uma voz contra o instituto da delação premiada, sobretudo no período da Lava-Jato, e chegou a classificar a prisão de Lula como ilegal.
Mas, no caso da trama golpista, fechou um acordo de colaboração de Cid com a Justiça, visando a redução da pena. Bitencourt já atuou em defesa do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB), que foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil.
* Demóstenes Torres
Atua na defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, acusado de ter deixado as tropas à disposição para o golpe. Seu trabalho como advogado se desenvolve sobretudo em casos de empresas do setor agrário. Torres é mais conhecido, contudo, por ter tido o mandato de senador cassado, em 2012, devido ao seu envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, pivô da Máfia dos Caça-Níqueis. Torres sempre negou qualquer ligação com Cachoeira.
* Matheus Mayer Milanez
O nome do advogado do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) no governo Bolsonaro, passou a ser conhecido por toda a internet, em junho, durante interrogatório de seu cliente no STF. Milanez pediu a Moraes o adiamento da sessão para poder “minimamente jantar”.
Em um momento de descontração, o ministro afirmou que também gostaria de ir para casa e não concedeu o pedido. Em sua página no Instagram, já criticou decisões do relator da trama golpista.
Advoga para o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Foi na casa de Torres que a Polícia Federal achou uma das versões da minuta golpista. Em 2019, foi Secretário de Estado-Chefe da Casa Civil do Distrito Federal, no governo Ibaneis Rocha (MDB). Como advogado, concentra a atuação em casos do agronegócio.
Em maio, Novacki recebeu bronca de Moraes, no depoimento do ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes. O ministro afirmou que não permitiria o advogado transformar o tribunal em um circo.
* Andrew Farias
Especializado em ações da Justiça Militar, defende o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, com quem se altercou no depoimento ao STF.
Farias perguntou a Nogueira sobre o que fora discutido em uma reunião com comandantes das Forças Armadas para a decretação da Operação de Garantia da Lei e da Ordem. Seu cliente ficou irritado.
* Paulo Renato Cintra
Defende o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem. Discreto, atua em ações penais e de improbidade administrativa. Especializado em direito eleitoral, foi assessor da Procuradoria-Geral da República, de 2006 a 2023. Deixou o cargo antes da posse do atual procurador-geral, Paulo Gonet. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Também trabalhou para a Andrade Gutierrez, na Lava-Jato, e o empresário Eike Batista. No passado, criticou a invasão aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, e elogiou as investigações da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe.
Na pandemia, assinou um manifesto contra Bolsonaro, sua inação para conter o espalhamento do vírus e os sucessivos ataques às instituições. Também endossou, em 2022, a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa da democracia”, lida num ato na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
* Paulo Amador da Cunha Bueno
É outro medalhão que compõe a equipe jurídica de Bolsonaro. Bueno tem simpatia pela monarquia, passou pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR) e fez parte também do conselho de administração da fabricante de armas Taurus, de 2011 a 2013. Competiu ainda em alguns campeonatos de tiro.
* José Luis Oliveira Lima
Advogado do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, defendeu José Dirceu (PT), ex-ministro de Lula, no mensalão. Na Lava-Jato, foi contratado pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Já trabalhou para o doleiro Alberto Youssef, também investigado pela Lava-Jato, o médico Roger Abdelmassih, condenado por estupro de pacientes, e Pedro Guimarães, presidente da Caixa no governo Bolsonaro, réu sob acusação de assédio.
Por mais de uma vez publicou artigos na Folha com críticas a Bolsonaro. Em um deles, escreveu que o ex-presidente praticava um “populismo rasteiro”.
* Cézar Bitencourt
Autor de extensa obra sobre direito penal, trabalha para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid. Foi uma voz contra o instituto da delação premiada, sobretudo no período da Lava-Jato, e chegou a classificar a prisão de Lula como ilegal.
Mas, no caso da trama golpista, fechou um acordo de colaboração de Cid com a Justiça, visando a redução da pena. Bitencourt já atuou em defesa do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB), que foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil.
* Demóstenes Torres
Atua na defesa do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, acusado de ter deixado as tropas à disposição para o golpe. Seu trabalho como advogado se desenvolve sobretudo em casos de empresas do setor agrário. Torres é mais conhecido, contudo, por ter tido o mandato de senador cassado, em 2012, devido ao seu envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, pivô da Máfia dos Caça-Níqueis. Torres sempre negou qualquer ligação com Cachoeira.
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O nome do advogado do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) no governo Bolsonaro, passou a ser conhecido por toda a internet, em junho, durante interrogatório de seu cliente no STF. Milanez pediu a Moraes o adiamento da sessão para poder “minimamente jantar”.
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Advoga para o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Foi na casa de Torres que a Polícia Federal achou uma das versões da minuta golpista. Em 2019, foi Secretário de Estado-Chefe da Casa Civil do Distrito Federal, no governo Ibaneis Rocha (MDB). Como advogado, concentra a atuação em casos do agronegócio.
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Farias perguntou a Nogueira sobre o que fora discutido em uma reunião com comandantes das Forças Armadas para a decretação da Operação de Garantia da Lei e da Ordem. Seu cliente ficou irritado.
* Paulo Renato Cintra
Defende o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem. Discreto, atua em ações penais e de improbidade administrativa. Especializado em direito eleitoral, foi assessor da Procuradoria-Geral da República, de 2006 a 2023. Deixou o cargo antes da posse do atual procurador-geral, Paulo Gonet. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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