Governador diz que é candidato à reeleição e nega debate. (Foto: Paulo Guereta/Governo do Estado de SP)
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem conversado em reserva com políticos sobre o perfil, o partido e possíveis nomes de um eventual candidato a vice caso concorra à Presidência em 2026, segundo aliados. Entre os cotados estão integrantes do centrão, ex-ministros do governo Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle.
As discussões são embrionárias, em bate-papos sobre o cenário político, e estão longe de uma negociação concreta sobre quem ocupará a vaga. O vice, repetem políticos que participaram desses encontros, é uma das últimas figuras a serem escolhidas, e Tarcísio nem sequer decidiu se de fato concorrerá à Presidência — o que dependerá do apoio de Bolsonaro.
Qualquer movimento é tratado com cautela, sobretudo pelo momento: o julgamento pela trama golpista que deve condenar o ex-presidente está em curso, e articulações nesse sentido são fortemente rechaçadas pelo bolsonarismo, classificadas como traição.
O governador já virou alvo dos filhos de Bolsonaro, o vereador do Rio Carlos (PL) e o deputado Eduardo (PL-SP), que criticam a antecipação da disputa pelo espólio político do pai. Desde então, ele passou a atuar mais ativamente pela anistia ao ex-presidente no Congresso.
Há, no entanto, intensas movimentações nos bastidores e competição entre os interessados em se posicionar para ocupar o posto de vice, seja pela capacidade de atrair votos, pela estrutura política que pode oferecer à candidatura, pelas ligações políticas ou pela confiança do ex-presidente.
Nessas conversas, o governador de São Paulo faz conjecturas e analisa o perfil de cada cotado para a vice. Em todas elas, ele ressalta que só concorrerá se tiver o aval de Bolsonaro.
Publicamente, Tarcísio repete que continuará em São Paulo. “O governador Tarcísio de Freitas é candidato à reeleição do estado de São Paulo e não à Presidência. Portanto, não há discussão sobre possível candidato a vice-presidente”, disse sua assessoria.
Apesar disso, o governador passou a tratar mais da pauta nacional, atuar mais fortemente nas articulações da direita e a fazer embates com o presidente Lula (PT). Recentemente, até ensaiou um slogan de uma campanha em evento com políticos e empresários — fazer “40 anos em 4”.
A prioridade na vice seria alguém indicado pelo ex-presidente. Uma composição com a ex-primeira-dama Michelle é tida como imbatível por integrantes da direita e da centro-direita pelo fato de ela ser mulher, evangélica, carismática e ter o sobrenome Bolsonaro.
Outra possibilidade é que ela concorra à Presidência para representar o marido, que está inelegível e pode estar condenado na época da eleição. Se isso ocorrer, Tarcísio disputaria o Governo de São Paulo.
Enquanto esse quadro não fica mais claro, Michelle segue como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Políticos do centrão dizem acreditar que Bolsonaro preferirá esse caminho para a esposa, por considerar que uma bancada forte no Senado teria “mais poderes que o próprio presidente” e por ser a Casa responsável pelo impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Michelle na eleição para o Senado abriria a vaga de vice para alguém sem o sobrenome Bolsonaro. Um político que se movimenta para ocupar esse espaço é o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional, de acordo com aliados.
Secretário-geral do PL, ele atuou na montagem de chapas nas eleições municipais e mantém boas relações com o clã. À Folha ele disse que está dedicado à pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele também é bem visto entre os bolsonaristas para presidir o Senado, se a direita tiver maioria.
Marinho é um dos nomes elogiados por Tarcísio para a vaga, ao lado da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS). O governador vê qualidade técnica e política neles, além de ativos eleitorais: o senador como uma ponte com o Nordeste, e ela, com as mulheres. .
A escolha do vice dependerá, também, do partido ao qual Tarcísio estará filiado, dizem aliados com os quais conversou. Se aceitar a pressão do PL e trocar o Republicanos pelo partido para concorrer à Presidência, a vaga de vice deve ficar com outra legenda. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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As discussões são embrionárias, em bate-papos sobre o cenário político, e estão longe de uma negociação concreta sobre quem ocupará a vaga. O vice, repetem políticos que participaram desses encontros, é uma das últimas figuras a serem escolhidas, e Tarcísio nem sequer decidiu se de fato concorrerá à Presidência — o que dependerá do apoio de Bolsonaro.
Qualquer movimento é tratado com cautela, sobretudo pelo momento: o julgamento pela trama golpista que deve condenar o ex-presidente está em curso, e articulações nesse sentido são fortemente rechaçadas pelo bolsonarismo, classificadas como traição.
O governador já virou alvo dos filhos de Bolsonaro, o vereador do Rio Carlos (PL) e o deputado Eduardo (PL-SP), que criticam a antecipação da disputa pelo espólio político do pai. Desde então, ele passou a atuar mais ativamente pela anistia ao ex-presidente no Congresso.
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Publicamente, Tarcísio repete que continuará em São Paulo. “O governador Tarcísio de Freitas é candidato à reeleição do estado de São Paulo e não à Presidência. Portanto, não há discussão sobre possível candidato a vice-presidente”, disse sua assessoria.
Apesar disso, o governador passou a tratar mais da pauta nacional, atuar mais fortemente nas articulações da direita e a fazer embates com o presidente Lula (PT). Recentemente, até ensaiou um slogan de uma campanha em evento com políticos e empresários — fazer “40 anos em 4”.
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Michelle na eleição para o Senado abriria a vaga de vice para alguém sem o sobrenome Bolsonaro. Um político que se movimenta para ocupar esse espaço é o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional, de acordo com aliados.
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Marinho é um dos nomes elogiados por Tarcísio para a vaga, ao lado da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS). O governador vê qualidade técnica e política neles, além de ativos eleitorais: o senador como uma ponte com o Nordeste, e ela, com as mulheres. .
A escolha do vice dependerá, também, do partido ao qual Tarcísio estará filiado, dizem aliados com os quais conversou. Se aceitar a pressão do PL e trocar o Republicanos pelo partido para concorrer à Presidência, a vaga de vice deve ficar com outra legenda. (Com informações da Folha de S.Paulo)
https://www.osul.com.br/tarcisio-de-freitas-ja-avalia-perfil-de-seu-vice-ex-ministros-e-michelle-bolsonaro-disputam-o-posto/
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2025-09-05
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